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domingo, 29 de abril de 2012

Ele há coisas... #7

Aqui, as pessoas gostam de comunicar umas com as outras por escrito.





Este desejo anónimo, mais respetiva retribuição, meteu-me um sorriso na cara :) .




S.

sábado, 28 de abril de 2012

Ele há coisas... #6

Não havendo nada de mais substancial para partilhar, partilho estas observações, que essas tenho sempre muitas.

Desta vez, algo que vi em Amsterdão e que me pareceu uma boa ideia: uma grade de perdidos e achados.


Encontrámos esta grade no centro do Voldenpark, o mais famoso e frequentado parque de Amsterdão. Ali as pessoas colocam objetos encontrados dentro do parque e perdidos por alguém. Objetos maiores como lenços, chapéus, gorros, são simplesmente pendurados na grade, ao passo que cartões, passes de metro, bonequinhos, são presos por molas - o que na altura me pareceu um pormenor bastante atencioso.

É um detalhe da cidade apenas, uma coisa que parece insignificante mas que aumenta a agreabilidade da mesma. É um reflexo da confiança mútua das pessoas que nela habitam. 




S.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O outro lado do passeio

No meu caminho para o trabalho e do trabalho para casa, todos os dias, sigo sempre pelo mesmo lado da estrada. Pela simples razão de que o caminho é sempre a direito. E eu sou agarradinha à rotina como lapa, à mesma maneira de fazer as coisas repetidamente. E como de manhã é cedo e está frio e eu tenho sono, é mais fácil ligar o piloto-automático e deixar os pés seguirem a rota pré-definida.

Mas hoje, pela circunstância de um carro atravessado no passeio, vi-me obrigada a atravessar a estrada e a mudar-me para o outro lado. E tenho de confessar que só aí me apercebi de que nunca tinha feito o meu caminho daquele lado da estrada. Porque de repente tudo parecia diferente. Descobri um gabinete de um psiquiatra, dois apelidos portugueses em campainhas e um gato cinzento a olhar-me com altivez através de uma janela.

E um pouco mais à frente, quase ao final do caminho, uma vista que me elevou o coração: um cachorro preto, felpudo, conduzido à trela por uma senhora. E porque tinha mudado de passeio, e porque o cachorro recusou-se a andar assim que viu uma pessoa-potencial-fonte-de-mimos, os nossos caminhos cruzaram-se. "Faço festa, não faço; faço festa, não faço" foi a luta interna que me acompanhou enquanto me aproximava daquela criatura maravilhosa e tão criança-canina. A minha decisão efémera de "Não faço, tinha que pedir, não me ocorre como se diz 'Posso?' em francês..." caiu por terra assim que passei por ele e vi aqueles olhos negros cheios de alegria por anteciparem festas de um humano. Lancei um olhar à dona que me abriu um enorme sorriso e cujo "Bonjour!" muito bem-disposto me poupou um "May I?" por não me ocorrer mais nada. Sorri-lhe em agradecimento, agachei-me e corri as mãos sedentas de contacto com o pelo de um animal (e este era bem felpudo, que maravilha!) e matei as minhas saudades caninas. Ele lambia-me as mãos, abanava o rabinho daquela forma desengonçada de cachorro, louco de felicidade como só os da sua raça mostram para connosco, humanos. O mais engraçado foi que não lhe consegui murmurar aquelas palavras totós que se murmuram aos animais porque só me ocorria "És tão lindo! Ai, coisinha fofa! Que fofinho!" e, apesar de derretida, só pensava "Não vais dizer isso, isto é um cão francófono..." Wtf!? Eu sei. Lá consegui controlar a minha vontade de ficar a dar festas o resto da tarde - a dona estava à espera, afinal - e exclamei um "C'est très joli!" bem sentido e graças aos anjinhos achado a tempo e continuei o meu percurso pelo lado novo do passeio.

Isto tudo para dizer que às vezes basta darmos uns passos para fora da nossa zona de conforto (no meu caso, literalmente) para termos surpresas agradáveis à nossa espera.

Era tipo assim:


Pensando bem, acho que teria atravessado a estrada a correr assim que o visse para ter que me cruzar com ele, de qualquer das formas.




S.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ele há coisas... #5

À primeira vista, uma simples montra de agência de viagens.



Um segundo olhar mais atento e ali está ele:


um pedacinho de Portugal.



S.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ele há coisas... #4


Alguém andou a pedir desejos...

O que é engraçado é que esta não é a única árvore com pulseirinhas; há várias ali no Parlamento cheias de fitas vermelhas e brancas atadas aos ramos.

Espero que o esforço tenha valido a pena...



S. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ele ouve-se coisas... (ou "não vás estudar francês que não é preciso!")

Quando regressava do trabalho, oiço uma voz de menina muito entusiasmada que gritava "Le CHÁ! Le CHÁ! Le CHÁ!" enquanto apontava para um muro. Assim que ouvi a palavra virei-me (gosto mesmo muito de chá) e pensei "Chá? Aonde?"

Era um gato.







S.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ele há coisas... #3


Isto intriga-me. Diariamente.

Quem urinar ali tem defesa? Pode-se urinar ali? Não deveria ser qualquer coisa do género "Aggression pour uriner"?

Desde que vi um homem a aliviar-se contra uma parede de uma estação de metro, em pleno dia e à plena vista de toda a gente, nada me espanta.



S.

Ursinhos de goma

A semana passada acabei com o stock de ursinhos de gomas do Parlamento. Desde então não voltaram a repor. Digam-me agora se tenho condições para trabalhar.




S.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

É Páscoa ou é Natal?

Não sei muito bem porque é que tenho o álbum de Natal do Bublé em modo aleatório no iTunes...

Um viva às incoerências desta vida.





S. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ele há coisas... #2

Eu tinha-me mentalizado que iria colocar aqui um pormenor fotografado todos os dias mas como já sabia que iria falhar nessa tarefa não me comprometi. E ainda bem porque falhei logo no segundo!

Whatever.

Aqui vai o segundo detalhe da série.



Fica muito perto da nossa casa, passo por ela todos os dias, por isso não posso dizer que seja uma surpresa. Mas na altura, quando a vi pela primeira vez, foi. É extraordinário o tempo que levou até eu reparar que esta varanda tinha qualquer coisa de especial. Normalmente caminha-se de olhos postos no chão ou em frente, mas raramente se olha para cima. Especialmente quando se faz o rotineiro caminho casa-trabalho.

Foi o dourado que captou o olhar. Desenhos a dourado não é algo comum, especialmente numa arquitetura urbana que mistura fachadas de pedra ou tijolo. As janelas redondas também são excecionais. O gradeamento branco dá o toque final nesta varanda diferente de todas as outras.




S.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vida em suspenso

Vida em suspenso é provavelmente um exagero. E no sentido literal, nem pensar.

A verdade é que as duas últimas semanas têm sido de loucos em termos de oportunidades e decisões e não tenho vontade de escrever aqui até a poeira assentar. Porque dá azar.

Mas hoje decidi que o blog está demasiado descurado e precisa de um bocadinho de atenção e por isso cá está um post sobre qualquer coisa que ainda não sei bem o quê (triste o meu estado mental, eu sei. Mas podia ser pior, podia estar letárgica e felizmente isso ainda não é coisa que eu sinta. O que, contando que estou há 3 semanas de férias, é de espantar).

Hmm, tenho pombos a viver na minha entrada. Os olhares maternos que a pomba me lança cada vez que passo a entrada dão-me a certeza que já lá há ovos.

No outro dia fui ao Asda às 8h30 da manhã. Não vi quase ninguém, mas também não vi pão (qual é a vantagem de estar aberto 24h por dia se não há PÃO às 8 da manhã?).

Já acabei os meus 3 essays finais, uma semana antes do suposto.

Vai haver 3 feriados em 4 dias. Mas o que me interessa isso, se para mim agora todos os dias são feriados...

Londres prepara-se para o Royal Wedding (nem vou entrar por aí... Republicana de coração e mente).

Recebi uma carta a dizer que tinha de enviar os censos. Fiquei escandalizada de terem sequer pensado que eu não preenchi e enviei antes do dia 27 de março como era suposto, EU, que quando chegou o impresso até dei pulos de alegria.

Para a semana tenho a primeira reunião com a supervisora da dissertação. Vou aborrecê-la tanto com o meu entusiasmo, meu deus...

Er... Chega de randomness, acho eu.

Avisei que não ía ser bonito. Para compensar, fofura na fotos que se seguem.






(Mas que raio de animal é este?????)






S.