terça-feira, 28 de setembro de 2010

Apresentações e mortificações

Amanhã é a minha apresentação na King's. Apresentação que no fundo tem mais de sessão de esclarecimento sobre o curso, as disciplinas e a tão temida tese. Amanhã é também (finalmente!) o dia para inscrição nas disciplinas.

Estou um bocado desapontada comigo mesma. Não tenho lido livros sobre a UE, não tenho lido jornais, revistas, não tenho visto telejornais, nada que contribua para uma mente informada que deve ser a de um estudante num curso de mestrado sobre a UE. Li mais livros de estudo sobre a UE enquanto trabalhei nas piscinas do que agora que não faço nenhum.

E o pânico começa a surgir dos recônditos dos meus pulmões (sim, o pânico forma-se nos pulmões) se começo a pensar seriamente que daqui a um ano vou ter de estar a apresentar uma tese sobre um tema original pesquisado, analisado e concluído por mim. Wtf!! Que sei eu de inovador para apresentar ao mundo?

Isto não é falsa modéstia. Li livros suficientes sobre a UE para chegar à conclusão simples de que eu não sou capaz de fazer parecido. Sou sucinta demais. E tenho a mania que é necessário explicar sempre mais do que o que é realmente preciso. Ou seja, meto pouca informação e a que meto era provavelmente desnecessária.

E o riso descontrolado que me apetece soltar quando penso que vim estudar União Europeia precisamente para o seu Estado-membro mais relutante? Quem sabe se este paradoxo não virá a dar material para um esboço de tese...

O ponto que aguardo com mais ansiedade amanhã é a visita guiada à biblioteca da universidade. Bibliotecas são dos meus sítios preferidos no mundo. E esta foi uma das frases mais nerds que já disse. Mas é a verdade. Ter a possibilidade de vasculhar livros numa biblioteca enorme como aquela fascina-me. E ainda bem. Parece-me que vou passar várias horas dos próximos meses nesse lugar fascinante.


 



S.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Centros comerciais são universais

Não há nada como uma tarde passada num centro comercial e um filme visto no cinema para nos sentirmos em casa.

Centros comerciais são templos ao consumismo. Digo isto sem qualquer espécie de crítica. Marcas multinacionais como a Zara, a Bershka ou a Accessorize fazem-me sentir numa espécie de lugar fora do espaço geográfico onde realmente se encontram. Não estou em Portugal, mas também não estou bem em Londres. Estou num espaço uniformizado que me é familiar, portanto senti-me em casa. Se não como explicar que quando saí da sala de cinema esperei sinceramente começar a ouvir português à minha volta?

A bolha ilusória só rebentou quando as lojas fecharam todas as 6 da tarde. Nenhum centro comercial que se preze em Portugal fecharia tão cedo.






S.

sábado, 18 de setembro de 2010

We're Londoners now

Cá estou. Finalmente. E um ano pelo menos cá nos aguentaremos.

Londres tem sido simpática comigo: está um céu mediterrânico e a chuva tem sido muito escassa. Se não contarmos com a noite em que cheguei a casa toda molhada depois de uma semi-corrida pela Bath Road abaixo. (não tenho culpa que à noite só passem autocarros de meia em meia hora....)

Depois de uns dias de intensa e stressante pesquisa de casas pela zona já temos um estúdio à nossa espera em Hounslow. 2ª feira lá nos mudamos. Até lá continuará a minha mala(zorra) por abrir e a roupa por tirar. Recuso-me a arrumar tudo novamente. E algo me diz que não conseguiria voltar a fechar a mala...

Por falar em malas... Porque será que eu precisei que os meus pais trouxessem 3 malas (uma delas de 26 kg...) além das 2 que eu trouxe antes e das outras 2 que já cá estavam, e o D. só precisou de 1 ou 2 malas quando para cá veio? Será que é essa a verdadeira diferença entre sexos, 30 kgs de bagagem? Mistificante...

Já corremos algumas partes de Londres. Westminster, Southwark, o West End e o Strand foram palmilhados por nós e pelos meus pais nestes últimos 3 dias. Muito para ver ainda.




O próximo passo é a matrícula na King's e a escolha definitiva das disciplinas. Quero estudar tudo. Tudo me parece interessante. E tenho apenas 3 disciplinas por semestre para fazer. Desapontamento por deixar matérias interessantes de lado é já uma garantia.

E logo depois está a mudança... A nossa primeira casa. Hah, o Ikea já espera por mim.


S.

sábado, 4 de setembro de 2010

Malas: feitas

As malas estão feitas. A ansiedade antecipada já se instalou.



Agora é mais uma semana de espera...


S.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

De malas aviadas

O processo de fazer as malas começou. Se calhar adiantado contando que ainda faltam 2 semanas e 1 dia para a minha partida.

Mas sinceramente, who cares? Eu certamente que não :). Se há coisa que gosto é de fazer malas, seja as minhas seja as dos outros (não é, namorado? ;D). Fazer as malas é o ritual que inicia uma partida para o desconhecido. Assinala a quebra da rotina. Marca o aproximar de uma experiência nova.

Desta vez a conotação emotiva associada é bem mais carregada do que o normal. Enquanto arrumo cremes, lacas, algodões, livros (a roupa fica para o fim; a minha paixão por fazer malas não suplanta a minha preguiça em pegar no ferro de engomar) vou depositando a minha esperança nos estudos que se avizinham, o meu entusiasmo numa vida a dois prestes a começar, a minha ânsia em partir para esse sítio novo e as minhas saudades antecipadas de casa e dos meus.

É um processo que quero lento e reflexivo pelas razões mencionadas acima e por outra mais pragmática: não convém esquecer nada.


S.

sábado, 28 de agosto de 2010

Entretanto... The White Queen

Uma vez que a vida do casal luso em Londres ainda não começou (15 de setembro, quando chegas?...) há que arrancar este blog com qualquer outra coisa. E essa outra coisa é nada menos do que a minha última leitura:



Este delicioso livro é da mesma autora de The Other Boleyn Girl, muito famoso graças ao filme com o mesmo nome e, a julgar por este mais recente, por mérito próprio também.

É um livro que tem tudo para ser uma recompensadora leitura para todos aqueles que, tal como eu, adoram romances históricos: passado noutra época e lugar, com batalhas, intrigas, estratégia e complôs e, claro, algum romance à mistura. E o melhor de tudo é que a História não é mero pano de fundo ou pretexto para um romance lamechas com um final invariavelmente feliz (sim, Juliet Marillier, esta foi para ti!). Nesta história extremamente bem pesquisada (tem bibliografia no final!) as personagens são todas verdadeiras, a história é toda ela constituída por acontecimentos retratados pela História, e o papel da autora limita-se a ser o de trazer as personagens de volta à vida e interpretar as suas motivações de acordo com os acontecimentos retratados, para fazer o enredo rolar suavemente.

Toda a história é contada na voz da personagem principal, a rainha Elizabeth Woodville (mais uma razão para adorar este livro, História na perspectiva de uma mulher), uma mulher excepcional pela sua ambição e "garra" e por ter sido das pouquíssimas rainhas inglesas de origem popular, uma mera commoner. O contexto histórico é a Guerra das Rosas, que opôs as famílias York e Lancaster em dispusta pelo trono inglês. O evento histórico (ou a ausência dele, melhor dizendo) à volta do qual gira a história deste livro, especialmente a 2ª parte, é o desaparecimento dos Príncipes na Torre (de Londres), mistério que ainda hoje confunde os historiadores.

Nota reconfortante: este é apenas o primeiro livro de uma saga sobre a Guerra das Rosas sob a perspectiva de mulheres poderosas envolvidas (o próximo é sobre a mãe de Henry VII - The Red Queen).

Portanto, ladies, especialmente vocês que adoram histórias sobre mulheres de outras épocas com ambição e coragem, mulheres que não pararam até (re)conquistar o que reconheciam ser seu por direito (neste caso o trono de Inglaterra mas, hey, todas nós nos conseguimos relacionar com a luta de uma mulher, seja ela qual for =D) ou apenas aquelas que gostam de uma boa história e de História, por favor, deliciem-se! ;)


S.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Bem-vindos ao nosso blog!

Um lugar para partilhar e um lugar para recordar. Serão estas as funções deste cantinho da web cuja principal vantagem é a (virtual) eternidade dos dados aqui postados, que suplanta a própria memória. 
   
Recordações de uma experiência que esperamos inesquecível e recompensadora a todos os níveis: o início da vida de um jovem casal luso nas terras de sua Majestade!

                                                                                                                                          Enjoy! =D
                                                                                                                                                    D.S.