domingo, 23 de janeiro de 2011

Desafio

É sempre bom seguir o blog de pessoas que conhecemos. Ultimamente encontrei bastantes e por causa disso, comecei a pesquisar blogs que essas mesmas pessoas tinham nas suas listas de preferidos. O que é facto é que me entusiasmei e descobri alguns que valem a pena.

Também encontrei este desafio, que ao que parece circula pela blogosfera (não fazia ideia que havia destas coisas...) e achei tão random mas tão engraçado que decidi postar aqui e participar:

Desafio Random
Pôr a itálico as coisas idiotas que já fizemos:

1. Fingir que os tic-tac são cápsulas de remédio. 
2. Desenhar um relógio no braço.
3. Tapar o ralo do chão da banheira para fazer uma piscininha. 
4. Fazer a proeza de enfiar o dedo no próprio olho sem querer. 
5. Ficar a entortar aqueles lápis verdes até partir.
6. Apostar corrida de gotas na janela do carro quando está a chover (comigo próprio). 
7. Apagar tudo o que estavas a escrever quando vês que a outra pessoa está a digitar algo no msn.
8. Tentar equilibrar o interruptor da luz no meio, entre aceso e apagado.
9. Tirar melhor nota que o nerd da turma sem ter estudado.
10. Morder um copo de plástico depois de beber o que tinha para depois rasgar em várias tiras e fazer um sol.
11. Deixar sempre o volume do rádio/tv num número redondo ou múltiplo de 5.
12. Ficar com preguiça de colocar um rolo novo de papel higiénico no lugar e deixar o vazio.
13. Ficar desconfortável quando estás a ver um filme com os pais e começa uma cena de sexo. 
14. Falar mal de uma pessoa a alguém e descobrir que era um parente/amigo dela.
15. Responder algo para alguém que está à tua frente e só depois perceber que não era contigo.
16. Sentir a necessidade de premir uma tecla sempre que passa perto de um teclado ou piano.
17. Gritar quando a luz apaga.
18. Quando eras pequeno, fingir que estavas a dormir quando chegavas de carro a casa para te levarem ao colo.
19. Dizer coisas obscenas ou parvoíces quando um amigo está a falar com os pais ao telefone.
20. Colocar uma caixinha vazia de pastilhas no dedo indicador. 
21. Na hora de digitar a senha errar uma letra e apagar tudo só para ter certeza.
22. Escrever uma risada gigante no msn mesmo sem estar a rir.
23. Dar umas 5 chineladas numa aranha porque não morreu à primeira.
24. Estar a ver algo na televisão e mudar sem querer de canal ao tentar aumentar o volume.
25. Coçares-te com uma caneta e só depois de reparar que a ponta estava para fora e ficaste todo riscado.
26. Dizer à mãe de um amigo que não tinhas fome quando estavas cheio de fome. 
27. Tentar cortar um pedaço de carne e quando finalmente consegues, o pedaço voar do prato.
28. Molhares-te todo ao lavar uma colher. 
29. Querer digitar “!!!!!!!” e aparecer um “1” no meio !!!!!1!!
30. Perder mais tempo a procurar o comando da televisão do que se te levantasses. 
31. Colocar o braço perto da tv para os pelinhos do braço se levantarem. 
32. Quando as coisas estão complicadas querer voltar ao tempo em que as únicas preocupações era o Dragon Ball e as Navegantes da Lua.
33. Quando eras pequeno, acordar cedo e ir para a cama dos pais ver desenhos animados.
34. Ficar com raiva de ti mesmo quando queimas a língua.
35. Dizer números aleatórios quando alguém está concentrado a contar alguma coisa.
36. Achar que o teste foi fácil… até receber a nota.
37. Meter o telemóvel no silêncio quando era suposto desligares.
38. Contar quantas pessoas estão à tua frente para saber qual a questão que a professora te vai fazer.
39. Gozar um colega à frente da turma toda.
40. Fazer uma lista mental de todas as asneiras que fizeste quando o pai/mãe diz: ”precisamos de ter uma conversa".
41. Ficar nervoso quando alguém te diz: “Preciso de falar contigo...”
42. Ficar muito feliz quando uma pergunta no teste dá a resposta a outra.
43. Antes de adormecer contar quantas horas vais ter de sono até teres que acordar.
44. Pausar a música por 1 minuto e 1 hora e depois perceber que ela ainda tá pausada.
45. Mostrar um vídeo engraçado do Youtube para alguém e ficar a olhar para a cara da pessoa para ver se ela se está a rir.
46. Ficar entusiasmado na hora de comprar o material para a escola e na primeira semana já estar farto.
47. Entrar na banheira com a luz apagada, e quando sair, acender. 
48. Ter sempre a última folha do caderno rabiscada.
49. Estar no meio de um sonho e saber que aquilo não é real, que é só um sonho.
50. Entrar na farmácia só para me pesar. 
51. Colocar de volta o bico do lápis quando ele se parte.
52. Salvar arquivos com um nome teclado ao calhas por preguiça.
53. Ficar até o final do filme no cinema para ver se tem cenas extra. 
54. Fechar a porta do frigorífico devagar e ficar a olhar la para dentro para ver quando a luz apaga...
55. Estar no banho e começar a gritar "mããããe" porque a água está a arrefecer. 
56. Clicar com o botão direito no emoticon do MSN só pra ver o significado que a outra pessoa colocou.
57. Rasbicar alguma coisa enquanto fala no telefone.
58. Correr e deslizar no chão dos supermercados
59. Cada vez que olho para o tecto abro a boca. 
60. Reencaminhar uma daquelas mensagens que todos mandam a dizer que a tmn/optimos/vodafone faz anos e se reencaminhar a um certo número de pessoas ficas com o saldo a não sei quanto. 
61. Atender do gravador de mensagens e nós: Estou! Sim!

Diverti-me bastante a ler estas parvoíces e a pensar 'aííí, já fiz isto realmente' :D



S.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Surrealismo e Tudors

Ultimamente andava com a ideia metida na cabeça de que já tinha visto tudo o que há em Londres para ver, turisticamente falando. Dei voltas e voltas à cabeça e não conseguia arranjar um sítio que conhecesse onde ainda não tivesse ido. E isso estava-me a fazer muita confusão.

Os três dias passados com os meus primos em Londres foram de intensiva visita à cidade. Palmilhámos todos os sítios obrigatórios, entre eles alguns onde eu ainda não tinha estado, como a Torre de Londres, o Hyde Park, Kensington Gardens, St. James's Park e Piccadilly Circus. Ou melhor, onde ainda não tinha estado desta vez, já que na minha visita de estreia a Londres com os pais, em 2002, já tinha passado por esses sítios. Mas há coisas que só se vêem realmente com o state of mind certo :). A Torre de Londres é o melhor exemplo. Era de longe o sítio mais antecipado por mim na visita com os primos, uma vez que estou completamente imersa no mundo dos Tudors. A série que retrata os 6 casamentos de Henrique VIII, mais os livros de Philippa Gregory sobre o mesmo tema fizeram com que eu me deixasse fascinar pela Inglaterra quinhentista. Que melhor sítio para estar do que em Londres, vivendo a 20 min. de Hampton Court (palácio do dito rei) para me fascinar por essa época :D? Claro, a Torre é fulcral já que foi lá onde foram executadas duas das mulheres de Henrique VIII, mais um sem número de personagens históricas importantes, que ainda por cima aparecem na série. Tudo isto para dizer que desfrutei muito mais da minha 2ª visita à Torre, já que estava muito mais consciente da história e portanto mais atenta aos pormenores.Quando no início de janeiro, antes da ida a Portugal, fui a Hampton Court encerrei a lista de sítios antecipados que ainda me faltavam ver em Londres.

Esta semana, com a rotina normalizada e as aulas a começar, eu e a I. decidimos continuar os nossos passeios matinais de domingo. Não foi muito fácil ser inventivo, de maneira que nos voltámos para os museus grátis que abundam na cidade. Tate Modern. Er... A arte contemporânea é idiota. Por muito que me esforce por ser intelectual não consigo chegar a outra conclusão. Anyway, deu para as gargalhadas meio disfarçadas e para aprender alguma coisa: o surrealismo de Salvador Dalí vale sempre a pena. Tivemos a nossa primeira experiência de evacuação de emergência, já que o alarme começou a soar pelas galerias e fomos obrigadas a abandonar o edifício, juntamente com o resto dos visitantes. Pelas portas e escadas de emergência! Sempre quis passar por aquelas portas proibitivas. Mais uma experiência acumulada.

Com algum desapontamento nosso não foi nenhuma ameaça de bomba ou algo igualmente mítico, de forma que continuámos pela Millenium Bridge até à margem norte. Com a imponente St. Paul's Cathedral mesmo à minha frente enquanto atravessava a pé o rio e me deixava impressionar com a vista, ficou provado que Londres ainda me consegue surpreender. Sem esforço nenhum por parte da Sra. Cidade :).








S.   

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Letargia de Janeiro

O início de janeiro tem qualquer coisa que entorpece os sentidos e amolece a vontade de fazer seja o que for. A ressaca das festividades é sempre grande e este ano bateu mais forte pelo facto de as ter antecipado com mais intensidade do que noutros anos, e por ter investido mais de mim do que é normal. Se não vejamos: Natal, visita dos primos, passagem de ano, visita antecipada a Hampton Court, semana em Portugal. Tudo isto em cerca de 3 semanas fez com que durante bastante tempo tivesse a cabeça a fervilhar de excitação. Com o fim de tudo isto deparei-me novamente com uma extensão de tempo indefinido que se estende pelo menos até ao verão. Não admira que quando regressei de Portugal sentia-me esvaída de forças e sem especial vontade de fazer fosse o que fosse. O que não é muito positivo dado que ainda tenho um essay para fazer...

Isto foi o que pensei ontem. Felizmente não durou muito. Um entusiasmo enorme por voltar às aulas na universidade impediu-me de cair na letargia que já adivinhava. Não pensei que voltar às aulas uma semana antes do previsto se tornasse tão positivo :). Com tal em vista encontrei a energia necessária para desfazer as malas, ir às compras e tornar a casa habitável novamente (cheguei à conclusão que as tarefas domésticas me fazem feliz. Triste, eu sei...).

Hoje o primeiro dia de aulas correu bastante bem. A aula em si não foi nada de especial, tratou-se dos aspetos organizativos da disciplina, marcação de apresentações e plano das aulas. Mas para a minha mente obsessivamente organizada e planeadora é ótimo saber quando vou ter uma das 3 apresentações que já sei vêm aí e o que vamos dar em cada semana, mais a lista exaustiva de textos a consultar. Ah, e a lista de temas do essay final, para ir já escolhendo o que tratar (apesar de só o ter de entregar no final de abril. Mente obsessivamente organizativa, pois).

Finalmente fiz o que já devia ter feito há mais tempo: entrei na loja da King's e comprei uma sweat-shirt com o logótipo da univ. Felicidade :). Estive quase meia-hora para escolher a cor, mas lá me decidi pelo preto. 

Neste momento estou à espera que a minha tosse passe para poder começar no ginásio aqui da zona. Foi uma resolução tomada assim que me vi num espelho de corpo inteiro pela primeira vez em 3 meses (o meu quarto de Portugal tem essa desvantagem, lol). Vamos ver se é resolução para durar.

Londres está sonolenta. Não sei se porque da última vez que andei por aí foi na loucura dos saldos a seguir ao Natal e as ruas estavam a abarrotar, se é o meu preconceito em relação ao início de janeiro, mas Londres parece efetivamente ter menos gente na rua. Não é necessariamente uma coisa má. Já o mesmo não posso dizer da heavy rain que parece que aí vem. :/





P.S. - Ano Novo significa novo acordo ortográfico. Se a RTP começou a utilizá-lo acho bem começar a habituar-me a escrever de acordo com o acordo. Não sinto qualquer tipo de relutância. Se a língua portuguesa evolui é sinal de que está viva e recomenda-se. :)


S. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

1º Natal como dona de casa

Hoje é o dia de ressaca das festividades. Ressaca que nada tem que ver com álcool mas sim com o fim de dois dias de festa antecipados. Todas as festas têm o seu momento de ressaca, que normalmente envolvem limpar e arrumar todos os vestígios da mesma. De maneiras que fazer um feriado no dia a seguir ao Natal é inteligente.

O Boxing Day é também ao que parece um dia de saldos e compras em grande. Faz sentido: as lojas querem aproveitar para se livrarem do que não venderam para o Natal. Nunca vi tanta gente na High Street. É assustador. Nem nos dias anteriores ao Natal, que infelizmente tive de sair e misturar-me na confusão (prendas e compras de última hora...), havia tanta gente na rua.

Anyway, e como prometido, vou postar as fotos das iguarias que fiz para esta época festiva. Não foram muitas nem tantas como tinha pensado, mas contando que erámos só dois a desfrutá-las, ainda bem :).

 A primeira coisa que fiz foi a gelatina com leite condensado, uma sobremesa muito fácil de fazer e muito boa. Como tinha em casa carradas de caixas de gelatina, foi uma boa ideia para me livrar delas ao mesmo tempo que fazia uma sobremesa que apesar de não ser especialmente natalícia é sempre bem-vinda.



Os pacotes de gelatina eram muitos mas não eram variados, como dá para ver. Só tutti-frutti e ananás, o que fez uma sobremesa normalmente colorida apenas verde, lol. Não usei leite condensado mas sim leite evaporado (don't ask...). Claro que tive de pôr açucar, uma vez que o leite evaporado sabe a leite só, ao contrário do condensado. Ficou boa mesmo assim :).

Enquanto a gelatina ía ao frigorífico para solidificar fui fazendo o tão esperado eggnog, de longe a iguaria mais antecipada por mim este Natal. Leva uma quantidade enorme de ingredientes, estranho numa bebida, já que enquanto misturava as gemas e o leite mais as natas me ía interrogando 'Mas isto bebe-se?...'. O resultado foi uma bebida extremamente doce, parecido com pudim uma vez que leva baunilha, mas desenjoativa graças à canela e à noz moscada. Leva álcool, supostamente rum, mas preferi comprar um licor parecido com Baileys, porque me pareceu mais cremoso. Um erro talvez, porque a bebida em si já é bastante cremosa, não precisava de um lícor adicional. Muito bom mesmo assim.




Depois foram as rabanadas. Ora, estas deram-me um bocado de dor de cabeça. Não correram como eu queria. A explicação está no pão de forma cortado às fatias fininhas que comprei. Nada adequado a molhar no leite e no ovo; uma vez ensopadas as fatias partiam-se antes de chegar à frigideira. Outra razão para o fracasso é a minha inabilidade em lidar com frigideiras e óleo. É coisa que detesto mesmo. Tenho pânico que o óleo espirre para fora se estiver demasiado quente, o que resulta em nunca encontrar a temperatura ideal para fritar coisas. Tal ficou comprovado com as fatias douradas: algumas ficaram pouco douradas, outras demasiado escuras :/. Devia tê-las deixado mais tempo no papel absorvente também, estavam demasiado oleosas. Mas comi algumas, o que prova ou a minha grande fome na altura ou o meu grande sacrifício para não estragar comida :D.


Os crackers também não faltaram! Uma tradição um bocado estranha mas divertida. É suposto puxar uma pessoa de cada lado do cracker, aquilo depois dá um estalo e sai de lá uma prenda. Os nossos trouxeram cada um uma coroa de papel, mais um mini escorpião e um mini dinossauro de borracha. E um papel com uma mini piada/trocadilho. Tudo mini, claro está, os crackers são esses pacotes pequenos ao pé da fruta, não caberiam grandes presentes lá dentro!

A refeição da ceia de Natal teve de ser bacalhau claro está. Emigrante que é emigrante faz bacalhau no Natal, para lembrar as origens. Ora, o que se passa com os ingleses é que desconhecem completamente que o bacalhau como deve ser é salgado e seco. Ou seja, há muito bacalhau nos supermercados mas é fresco, como qualquer outro peixe (e sabe a qualquer outro peixe!). O que eu fiz foi descongelá-lo um dia antes e espalhar montes de sal em cima para que quando o cozinhasse ficasse parecido com o verdadeiro bacalhau. Resultou :). Cozi o bacalhau, as batatas e as couves (que surpreendentemente apareceram no Asda há uma semana, mesmo a tempo do Natal :) ), e de seguida levei ao forno, regado com azeite e com pão ralado por cima. Magnifique! Simples mas diferente e mais elaborado (e delicioso) que o tradicional prato de bacalhau e batatas cozidas.




No dia seguinte fiz o tradicional perú para o almoço. Claro que não comprei um perú enorme dos que cá há (somos só 2....) e para minha grande frustração também não encontrei perna de perú. Decidi-me por um pedaço do peito, já preparado para ir ao forno que me pareceu suficiente para os dois e suculento. Não me enganei. Apesar dos avisos maternos que o peito é sempre mais rijo que a perna, este pedaço de carne saiu extraordinariamente suculento e nada seco. Infelizmente só quando a barriga estava a digerir o dito cujo é que me lembrei que tinha faltado a foto ao bicho :(. Pele tostadinha e carne macia regada com um molho de margarina, limão e alho, fica a imagem mental :).

E pronto, assim me entreti nestes dois dias festivos. Um esforço para não esquecer a tradição, porque é destas pequenas coisas que a vida e a felicidade se constrói, e porque não pude estar com o resto da família o que, claro, foi estranho e traduziu-se num Natal mais sossegado e silencioso. Mas o Skype faz maravilhas e pudemos matar saudades enquanto saltávamos de casa em casa e falávamos com as respectivas famílias. Tradição, amor e calor humano não faltaram mesmo assim, nem o entusiasmo na abertura das prendas, e por tudo isto, orgulho-me muito :).


S.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Comida, enfeites e cartões do cidadão

Este ano decidi empenhar-me a fundo na preparação do nosso Natal. Vai ser a primeira vez que o vou passar fora de casa e longe da família, mas por outro lado, vai ser a primeira vez que o vou passar com o D. (pelo menos a véspera). E pela primeira vez tenho uma cozinha minha para preparar comidas e doces natalícios e uma casa para enfeitar :).

Este Natal e todas as coisas que o envolvem têm estado na minha cabeça desde pelo menos o início de Dezembro. Se bem que tenho a confessar que o espírito natalício só o apanhei verdadeiramente na 6a feira, quando fomos ao consulado português. A experiência em si não foi agradável... Algo que eu já suspeitava que iria acontecer. Ora, isto pode ser por uma de duas razões: primeira vez desde que aqui estou que entro em contacto com um bocado de 'Portugal' e todo o seu aparelho burocrático que deixa muito a desejar, ou por ter tido que conviver com burocracia no geral. Sim, perder um cartão de cidadão no estrangeiro, documento fundamental de movimento para fora (e para dentro) do país, não é uma experiência agradável. Ora, perdendo-o e voltando a encontrá-lo, só porque Londres tem um sistema de perdidos e achados nos transportes tão eficiente e a pessoa que encontrou a carteira onde estava o dito documento foi tão honesta ao ponto de entregá-la com dinheiro lá dentro (SIM, devolveram-me a carteira com dinheiro...), mas não podendo utilizá-lo porque entretanto foi cancelado, é frustrante.

Enfim. Lá fomos nós fazer o cartão do cidadão ao consulado português. Não sem antes termos de voltar à rua procurar um sítio para tirar fotos passe e comprar um envelope e selo para meter a minha morada (??) para me poder inscrever no consulado também. Burocracias. Adiante.

Como o D. não teve de trabalhar o resto do dia, resolvemos passear um bocado pela Oxford Street, já que é uma das zonas mais bonitas (e finas) da cidade. Lojas e lojas a tocar música natalícia, com enfeites a condizer, pessoas na rua, eu e o marido mais um hot chocolate a aquecer as mãos, foi uma manhã muito bem passada. Qual não foi a minha alegria quando saímos de uma loja e começa a nevar profusamente! Foi o culminar de uma manhã muito natalícia! Difícil teria sido eu não entrar no espírito.

 

De maneiras que tenho andado esta semana atarantada com os preparativos que incluíram mais enfeites para tornar a casa mais natalícia, compras para o jantar e almoço de Natal, comida com fartura para a próxima semana em que vou receber os primos, envio de postais natalícios para Portugal, e claro, uma prenda para o marido.




Ontem, para entrar no espírito, resolvi cozinhar algo mais elaborado. Empadão. Ou, como se diz cá, Sheperd's Pie, a tarte do pastor. Acho que foi a refeição mais elaborada que já fiz, o que, tenho a noção, não é dizer muito. Mas ficou com bom aspecto:



Já o sabor, er... Comia-se, mas não ficou aquela coisa. Estava demasiado doce, o que uma pitada a mais de sal resolveria e também pedacinhos de chouriço, que faz parte mas não meti. Para primeira tentativa não esteve mal. :)

Mas é para amanhã que estou mais ansiosa. Resolvi fazer um mix de tradições portuguesas e britânicas; não posso desperdiçar o facto de passar o Natal em Londres e não fazer nenhuma iguaria britânica. Eggnog é um must. Fui ao Starbucks ontem para provar o seu famoso Eggnog Latte, estava esgotado. ESGOTADO. Não era naquele dia, nem naquela loja, É para o resto da época natalícia e em todas as lojas Starbucks. Como é possível terem deixado isso acontecer? 'Ah, mas quer experimentar aqui este Latte-não-sei-quê de canela que temos...?' É claro que não quero o Latte-não-sei-quê, quero o Eggnog, porque é Natal e no Natal bebe-se Eggnog, senhor empregado do Starbucks! Fui-me embora com mais £3 na carteira mas sem ter provado ainda Eggnog. Está no topo da minha lista de receitas para amanhã. Rabanadas, bacalhau com couves, Yorkshire Pudding, gelatina com leite condensado (random, I know) e perú estão também na lista. Mince pies eram para estar, mas pareceu-me demasiado nojento para valer a pena... O que parecem pastéis de nata com recheio de uvas esmagadas mais licor pareceu-me suspeito. Ah, e crackers, claro está. Uma lista de fotos e comentários de como tudo saiu será provavelmente o próximo post no blog. :) Até lá, tenham uma boa ceia de Natal com os vossos, muita alegria e conforto, e uma ou outra prenda.



S.

Mais um trocadilho

 


Para manter o blog em movimento, enquanto não chegam outros posts. Já agora, Merry Christmas!

(não é muito usual ver-se um desejo de feliz Natal e uma foto do Hitler no mesmo post... Ganho pontos pela originalidade.)



S.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Intensamente branco

Este foi o cenário com que me deparei quando acordei e fui à janela:




Aposto que hoje é um bom dia para ir às compras na High Street, mesmo que seja o último fim-de-semana antes do Natal. :D

Também aposto que de hoje a uma semana não vai estar assim, não é... Vou fazer figas na mesma!



S.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ter tv na sala, cozinha, sala de jantar, escritório, quarto e casa de banho não é para todos

Só para quem vive num estúdio.

A melhor coisa de viver num estúdio é a disponibilidade de tudo em qualquer parte da casa. Posso estar a fazer o almoço e a conferir o mail nos intervalinhos. Ou ver tv enquanto me estou a vestir no "quarto". Posso estar a lavar a loiça enquanto converso com o D. que está no sofá e vejo televisão ao mesmo tempo. É óptimo. Altamente vantajoso para quem como eu tem a mania de estar sempre a fazer várias coisas ao mesmo tempo. "Ah, o comer está a fazer vou metendo a roupa a lavar enquanto meto Daily Show no computador." Quando estou em casa é extremamente difícil para mim concentrar-me numa única tarefa. Acho que é próprio do meu género, o tão famoso multi-tasking.

E para limpar a casa? Demoro cerca de uma hora. Não preciso de balde para lavar o chão; basta encher o lava-loiça e molhar o pano de vez em quando, enquanto limpo o chão contínuo da minha cozinha/sala/sala de jantar/quarto/entrada. A casa de banho é a única divisão à parte, mas o lava-loiça continua a poder servir de balde (6 passos separam o meu lava-loiça da cozinha. Eu sei, já contei).

Hoje o D. introduziu mais uma divisão na casa: o escritório. "Ah, e quando estás ali no escritório toda curvada..." Largos risos foram a consequência desta observação. A minha secretária, onde passo boa parte dos dias, é pequena mas realmente dá um ar de escritório: livros em cima dela, num momento em que estou embrenhada em 3 essays finais, não faltam. Um calendário gigante adorna a parede em frente. Por baixo da secretária não faltam impressora, telefone, router e papel com fartura. Um mini-escritório é uma boa definição para aquele espaço :).

Tenho de confessar que o meu entusiasmo por casas grandes com enormes roupeiros do Ikea se desvaneceu bastante desde que vivo aqui. Uma casa grande traz chatice. É grande demais para ser limpa numa hora, grande demais para aquecer no inverno, grande demais para uma família se sentir junta. Mas o mais importante: não há casas grandes em Londres. Ok, melhor dizendo: não existem casa grandes para quem não seja milionário em Londres. E eu quero estar em Londres. Quero viver onde posso encontrar tudo, em vários sítios, em várias diversidades e quantidades. Quero muitas pessoas na rua. Quero saber que tudo o que me apetecer fazer está a uma viagem de metro de distância. Tudo o que quiser comprar está a uns passos de casa (literalmente. Abençoada High Street). Esta é uma das grandes diferenças que eu sinto: o espaço que eu considero meu abarca tudo o que eu possa imaginar e querer. Não troco isso por uma casa grande, nem que tenha roupeiros do Ikea :).

Quem sabe se um dia irei mudar de ideias; afinal ainda há uns meses uma das minhas maiores aspirações no futuro próximo era construir uma casa idealizada por mim. Talvez com os anos e com uma família maior os pensamentos e desejos sejam outros. As necessidades mudam com os anos, isso é algo indiscutível. Por agora, e num futuro próximo, a minha escolha é Londres. Sem hesitar.







S.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aleatoriedades (singular)

Uma curiosidade que me deixou orgulhosa:

Churchill viveu uns anos em Hounslow, a minha actual cidade emprestada.

Orgulhosa porquê? Porque eu sou mesmo assim, ligo a estas coisas curiosas e históricas. E porque actualmente não há tempo para pensamentos mais profundos e desenvolvidos. :)

(random, random, I know)



S.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Educação não tem preço

A minha colega G. hoje revelou-me uma informação que ela descobriu e que me deixou de boca aberta:

---»  parece que em média cada aula do meu curso custou £80 ao bolso dos meus pais.

Fiquei chocada por não fazer ideia. Nunca tinha visto as coisas dessa perspectiva... Este semestre faltei a duas aulas. O que equivale a 160 libras mandadas ao ar, ou seja, 190 euros.

Se precisava de incentivo para não faltar a nenhuma aula nesta última semana que se adivinha muito complicada, aqui o tenho.




S.