quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dissertação: check

Afinal escolher o tema da dissertação final foi muito simples.

Dissertações/teses de mestrado sempre foram alvo de muita curiosidade por minha parte mas também muito respeito. Afinal, é preciso alguma dose de coragem para:

1. Escrever 30 000 palavras sobre uma investigação original da nossa autoria;

2. Defender essa mesma investigação numa audição pública, perante um júri e quem mais quiser aparecer.

Mas isto são as teses dos mestrados portugueses. Um Master britânico tem duas diferenças muito significativas, e que tornam todo o processo de imaginar, investigar e escrever uma tese muito menos assustador:

1. São apenas 10 000 palavras (isso é pouco mais do dobro de um essay final; já fiz 3 por isso já cobri o espetro da dissertação :) )

2. Não há defesa da dissertação, apenas entrega e avaliação normal.

Sim, este último ponto só o descobri quando já estava em aulas de mestrado cá e fiquei estupefacta. Não há defesa da dissertação?! Ora, isso tira o pânico todo à coisa. E 10 000 palavras, vamos ser sinceros, é pouco. Para mim é perfeito, nunca consegui meter 'palha' nos testes nem nos trabalhos. Dissertação = 2 essays para mim é perfeito.

A semana passada todos os alunos de European Studies receberam um e-mail do departamento com a tão temida ficha para preencher com o título da dissertação final. Nervosismo e algum pânico verificou-se. Desta vez, e ao contrário dos essays do 1º semestre, não participei nesse pânico.

A minha ideia para tópico de dissertação final tem-se mantido sempre a mesma desde que me inscrevi na King's. Durante o verão, sob a perspetiva de ir estudar num ambiente diferente, numa universidade mais exigente, fartei-me de ler livros sobre a União Europeia, para não entrar no curso sem base nenhuma. Ao mesmo tempo ía tentando perceber qual a área, dentro da UE, que mais me dizia. Foi enquanto lia um livro sobre o Médio Oriente que me surgiu a ideia: direitos das mulheres. Que direitos das mulheres seja algo flagrante quando lemos algo sobre o Médio Oriente não é de estranhar, mas e então onde fica a UE no meio desse tema?

Sempre tive a ideia de que a UE tinha uma preocupação peculiar com a igualdade de géneros. Ou melhor, desde sempre, não. Tenho uma vívida recordação da presidência portuguesa da UE em 2007, muito devido à assinatura do Tratado de Lisboa (nesse dia ninguém pagou transportes em Lisboa! E os autocarros da carris andavam com duas bandeirinhas, da UE e de Portugal x) ). Mas em especial lembro-me de me vir parar às mãos um CD pequenino que continha as prioridades da presidência portuguesa e onde se destacava a igualdade de géneros. E lembro-me de ter ficado surpreendida. E de ter achado um máximo.

Porque quando pensamos em direitos das mulheres pensamos em países árabes, terceiro mundo, etc. É bem mais flagrante a sua violação nesses países. Sem dúvida alguma. Mas a Europa... A Europa ainda tem um percurso longo a percorrer. Ainda existem falhas. Verdade seja dita, as mulheres nunca viveram uma época tão cheia de oportunidades como a minha geração o tem. Mas a igualdade de géneros ainda não é uma realidade. Mais oportunidades para as mulheres significa mais dificuldades, entraves e discriminação. É muito fácil ser mulher num mundo onde a única verdadeira e aceitável hipótese é ser dona de casa e ter filhos. Educação e mercado de trabalho abertos significa potenciais (e reais!) discriminações e obstáculos. É uma área à qual sou muito sensível, toca-me e choca-me como poucas conseguem verdadeiramente fazer. É por isso que só faz sentido que a minha dissertação seja sobre esse tema.

A especificidade tem de ser maior, mas essa será decidida enquanto faço a leituras de investigação sobre o tema. Possíveis tópicos podem ser a evolução da legislação sobre igualdade de géneros, a importância do Tribunal de Justiça Europeu, etc. A professora a quem pedi opinião sobre o tema aconselhou-me a entrevistar as deputadas do Comité dos Direitos das Mulheres do Parlamento Europeu. Disse que iriam ficar encantadas por eu estar a fazer dissertação sobre isso. Não consigo deixar de rir quando penso nisto, um risinho nervoso, porque iria ser tão espetacular mas... sou tão aluna. Mete-me impressão que aquela gente se sentisse minimamente disponível para entrevistas para a minha humilde dissertação :D.

É uma área onde, talvez como mais nenhuma, me vejo a construir uma carreira. Em qualquer instituição, em qualquer país, em qualquer setor do mercado de trabalho. Claro que a minha ambição é a Comissão. Mas penso que seria feliz se pudesse ter um emprego onde o meu trabalho fizesse a diferença nessa área.

Por isso é com um coração muito leve que vou preencher a ficha com o título da minha dissertação.

'How effective has the European Union been in promoting and achieving gender equality'.




S.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Chá da Pérsia, Chá da Índia, Chá Chinês

A minha bebida preferida sempre foi o chá. Há cerca de 10 anos descobri que o chá tinha propriedades desintoxicantes e que chá verde era muito bom para combater a celulite (adolescência, meus amigos...) e decidi começar a bebê-lo religiosamente. No verão, quando se tornava desconfortável beber uma bebida tão quente, chegava a guardar o chá numa garrafa e pô-lo no frigorífico, para beber mais tarde. Resultou? Hmm, talvez um pouco. A frequência e a duração teriam de ter sido maiores para poder ter a certeza. No entanto, uma coisa é certa: um gosto enorme por chá desenvolveu-se.

Já provei de tudo um pouco, verde, vermelho, preto, branco, camomila, tília, cidreira, limão, eucalipto, carquejeira, barbas de milho, ananás (uma porcaria), etc, etc. O meu preferido é sem dúvida o vermelho, se bem que seja um pouco mais difícil de encontrar.

Claro que na minha vinda para cá havia a expetativa de encontrar novas e muitas variedades de chá. Afinal, esta é a terra onde o chá é uma grande tradição (iniciada por uma princesa portuguesa, não esquecer :) ). Uma das minhas primeiras memórias de cá envolve o D. à minha espera no aeroporto com um copo de chá pronto a ser ingerido :). Com leite, claro está.

Isto para dizer que uma das minhas primeiras preocupações quando comecei a abastecer a casa com comida foi escolher o chá ideal. Decidi-me pelo Earl Grey Twinings, talvez o mais normal e mais tradicional de cá. Para ser bebido com leite, que dá ao chá um sabor mais soft e reconforta melhor a barriga depois de bebido.

Isto não me impediu de experimentar outras variedades, não quando tenho a famosa loja da Twinnings a dois minutos da minha faculdade.



É uma loja adorável, antiga, com uma atmosfera muito British e com prateleiras e prateleiras de chás de todas as qualidades (menos vermelho, though :/ ).


E o melhor é que vende saquinhos de chá individuais, a 15p, ótimo para experimentar novos sabores sem corrermos o risco de gastar dinheiro numa caixa inteira que não vamos usar. Há uns meses trouxe 6 diferentes, e guardei as saquetas dos que mais gostei e eventuais candidatos a compra de uma caixa inteira.



No entanto, quando a caixa dos Earl Greys acabou, decidi-me por uma caixa de vários chás de camomila, também da Twinings, que encontrei no Asda. Boa decisão, já que me diverti imenso a ver uma das variedades a tornar a água roxa, e com o leite ficar uma cor lilás muito bonita, mas estranha numa bebida (o chá era bom mesmo assim).

Hoje a caminho da biblioteca decidi entrar na Twinings e dar uma vista de olhos. Encontrei (finalmente!) o chá que ando há anos à procura: jasmim. Esta obsessão pelo chá de jasmim vem de uma das memórias que tenho da escola primária. Numa aula que tivemos sobre Macau no 4º ano, a professora levou chá de jasmim para fazer na aula. Picuinhas na comida como eu era (sou?) entrei em pânico interno. Só pensava 'Chá? Bleurgh...' (nunca tinha provado). 'Não vou conseguir beber e todos vão gozar e a professora vai ficar triste comigo'. O meu enorme espanto quando provei e comecei a gostar. Parecia gelatina líquida quente! Tinha o aspecto de gelatina líquida... E era de jasmim.

De forma que hoje, quando me deparei com o Twinings Jasmin Earl Grey (Limited Edition) um sorriso enorme se espalhou pelo meu rosto e claro que tive de trazer uma caixa.

 

Sabe demasiado ao Earl Grey normal, o aroma de jasmim não é reconhecível no chá com leite. A desvantagem do chá com leite é exatamente essa: amacia o sabor do chá e portanto torna impercetíveis sabores que são apenas aromatizantes. Neste caso, o chá não é realmente de jasmim, é antes Earl Grey com sabor a jasmim, daí que seja preciso experimentar sem o leite. Meu erro.



Para a próxima terei de experimentar chás novos sem adicionar leite, para conseguir provar o verdadeiro sabor, tal como fiz com as 6 saquetas que comprei na primeira visita à Twinings.

Têm algum chá preferido? Com ou sem leite? :)



S.

The gods have gone mad



Este tem sido o tempo que faz em Londres nos últimos dias. Até hoje, quando começou a chover (e continua).

Mesmo assim foi um espanto muito grande. Na terça-feira não se via uma nuvem no céu, vim a viagem toda de metro até casa com os olhos pregados naquele céu azul maravilhoso (o metro viaja à superfície grande parte do percurso de casa à universidade). Londres estava com um brilho muito raro, tudo parecia mais iluminado e mais claro.

Outra nota positiva é o fato de não ligar o aquecedor há mais de uma semana. Um dos benefícios de viver num estúdio é a facilidade com que se aquece a divisão, especialmente se for uma construção bem isolada. Assim que a temperatura sobe acima dos 7/8 graus já não há necessidade de aquecedor. Ainda para mais se o sol bater na divisão toda a manhã :) . O edredão de inverno já se vai tornando insuportável, o que é aborrecido uma vez que ainda não existem edredões mais frescos à venda :/ 

Um sol que não é antecipado torna-se sempre numa surpresa agradável. A minha mentalidade em relação ao tempo cá tem sido sempre que está muito frio, toca a vestir de acordo. É Londres, chove muito, se não chove está encoberto, sol nem vê-lo. E não me incomoda nada. Por isso, tudo o que vier para além disto é para mim uma boa surpresa :).



S.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Frutos da floresta

Consta que o post da nossa ceia de Natal foi bastante popular. Como tenho vindo a descobrir que gosto muito de cozinhar, acho por bem explorar este tema e dar ao blog um gostinho diferente.

Salada de fruta não é o que se possa chamar de grande cozinhado. Nem sequer é cozinhado... Mas é comida e portanto cabe no grupo das 'receitas'.

Hoje enquanto fazia as compras semanais no Asda os morangos saltaram-me à vista e decidi trazer para experimentar se fruta artificialmente produzida também pode ser boa. Sim, ainda não estamos no verão, a época dos morangos ainda não chegou. Mas estes gestores de lojas não parecem se importar muito com o que é de época e o que não é, portanto não me devia espantar que morangos já apareçam nas prateleiras do Asda.

Se pensar bem, estou a ser um bocado hipócrita... Todas as semanas desde o natal que traga um saquinho de castanhas para assarmos no forno. Ora, hoje passei ao pé da caixa das ditas cujas e reparei - com grande aflição devo acrescentar - que já só havia dois saquinhos. O meu primeiro pensamento foi 'Oh meu deus, as castanhas estão a acabar!'. O que, continuando a conversa das épocas, faz sentido. O segundo pensamento foi 'Oh meu deus, se já só há dois sacos é porque não repuseram castanhas e se não repuseram castanhas é muito provável que já não vendam mais porque as castanhas são coisa de outono!'. Num gesto de desespero agarrei nos dois saquinhos que restavam e meti-os no carrinho. Continuei as compras tentando manter a dignidade.

Portanto se ainda ando a comer castanhas devia-me calar com a conversa do que é de época e não sei quê.

Continuando a história da salada de fruta. Trouxe os morangos e a seguir deparei-me com um saquinho pequenino de blueberries, ou mirtilhos. Decidi trazer também. Um dos lados positivos de viver noutro país deve ser experimentar tudo (ou quase tudo, vá) do que há de diferente. Sei que mirtilhos é algo que existe nos supermercados portugueses. Mas não é uma fruta normal, ao passo que aqui há iogurte de blueberry, sumo de blueberry, água de blueberry, etc. Morangos com blueberry, uma salada de fruta original :)



 

Os blueberries não são muito bons... Valeu pela experiência. E ficou com um aspecto tão 'frutos do bosque' :D. Para a próxima serão raspberries (framboesas).



S.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Que esfera brilhante é aquela no céu?

Nos últimos dias o sol, esse produto raro em Londres, tem feito o favor de aparecer. É uma coisa que chega a incomodar, já que uma pessoa já não está habituada a ver uma esfera no céu (azul!) a brilhar cá para baixo e a agraciar-nos com o seu calor.

Ora isto não significa é que o verão esteja a chegar. Amanhã começa fevereiro, o que significa que temos pelo menos mais 4 meses até que este se faça notar.

As lojas das redondezas não parecem pensar assim. Há duas semanas estava eu nas minhas compras semanais quando me deparo com uma secção inteira devotada a bronzeadores, protetores solares, e outros que tais. O meu primeiro pensamento foi: 'Okaaay...'. O segundo foi 'Onde estou, mesmo?'. Porque, tudo bem, um hipermercado tem de ter sempre todos os produtos disponíveis em todas as alturas do ano, mesmo os sazonais. Há sempre pessoas que vão passar férias ao estrangeiro e precisam de ir prevenidas. Mas, uma secção inteira? Que não estava lá no início de janeiro, portanto alguém deve ter pensado 'Epá, deve estar na altura de meter os protetores solares, já não estão 0 graus, o calor deve estar aí a aparecer.'

O mesmo com a Primark. Entro lá no sábado e o que é que vejo: uma secção inteira devotada a fatos de banho e bikinis. É um choque, especialmente quando uma pessoa acabou de tirar o gorro, o cachecol e as luvas que trazia da rua...

Hoje entrei novamente na loja e tive o prazer de dar uma vista de olhos mais detalhada pelas roupas. O que vi perturbou-me. Novamente. Filas e filas de t-shirts, camisas, camisolas fininhas de manga a três-quartos, saias e mini-saias (ok, isto há sempre), e vestidos! Vestidos daqueles estampados às flores, sem mangas, extremamente fofinhos. Tive de exercer uma grande dose de auto-controlo para não comprar um ou dois. Culpo a Primark por me ter enchido os olhos com roupa maravilhosa e me ter feito esquecer que estou em LONDRES e não num país tropical ou sequer mediterrânico. Esta mania das lojas porem coleção primavera/verão logo que acabam os saldos de janeiro frustra-me. Mas em Portugal era compreensível; era expetável que em Março já houvesse alguns dias em que se pudesse usar t-shirt. Agora em Londres? Nah... Ainda não esqueci os relatos do D. do último agosto: aparentemente chovia todos os dias, intensamente.

Portanto, senhores gestores das lojas, vamos lá a ter calma com isso. O sol anda a brilhar, é certo, mas isso é uma anormalidade, não a regra. E o tempo de usar t-shirts e vestidos sem mangas ainda vem longe.







S.   

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Consultorias, oh consultorias!

A minha maior ambição é trabalhar na Comissão Europeia. Uma ambição nada modesta, mas desde quando é que um sonho tem que ser modesto? Aliás, deve-se sonhar alto, para darmos o melhor de nós e não só o esforço mediano. Aim high, devia ser o lema de toda a gente. Claro que as ambições não se atingem num piscar de olhos, é preciso ir avançando passo a passo, sem nunca desistir.

Uma das disciplinas que escolhi este semestre (Lobbying and policy-making in the EU) não me tinha convencido totalmente. Lobbies, interesses a tentar influenciar a formulação de leis sempre me pareceu ser muito duvidoso, ter uma conotação negativa. Isso foi até ter começado a estudar esta disciplina.

Segundo consta, a Comissão tem pouco pessoal para lidar com as suas funções (fazer leis para 500 milhões de cidadãos). Portanto, precisa da informação detalhada e especializada que grandes grupos de interesse lhe podem fornecer para poder formular as leis como deve ser. E como é que esses grupos adquirem essa informação tão preciosa? Recrutam os serviços de investigadores. Segundo consta, há tanta gente a tentar influenciar o trabalho da Comissão Europeia como pessoas a trabalhar lá dentro.   

Ora, onde é que eu quero chegar... Existem inúmeras empresas cuja função é 'vender' os projetos encomendados por interesses de grupo, que por sua vez os vão fornecer à Comissão. Essas empresas, as consultorias, empregam investigadores, especializados na União Europeia e noutros assuntos mais específicos (ambiente, energia, transportes, saúde, etc.) para levarem a cabo esses projectos. O que significa que encontrei uma potencial carreira :)

É algo que me vejo definitivamente a fazer durante longos anos. Basicamente é uma extensão do mestrado, já que envolve apenas (apenas!) pesquisa e investigação. Seria como fazer teses mas com alguém a pagar-me para isso. É perfeito. O meu carácter encaixa perfeitamente nesse tipo de trabalho: meticulosa, perfecionista, adoro trabalhar sozinha durante longos períodos de tempo, serena e extremamente autónoma. E o que é melhor, estas empresas são absurdamente receptivas a candidatos! Normalmente as instituições não gostam de receber currículos especulativos, algumas colocam isso bem explícito no seu site, 'Só aceitamos candidaturas para vagas abertas'. Ora, as consultorias que já pesquisei enfatizam que os currículos de todos os candidatos que se interessarem por trabalhar para elas são bem-vindos. !!!

Por isso arranjei nova ocupação: pesquisar entre a extensiva lista de consultorias que trabalham com a UE (a UE fez o favor de colocar essa lista no seu site EuroActiv. Já alguma vez mencionei quanto a adoro?) e enviar o meu currículo, mais a aborrecida mas fundamental carta de apresentação (cover letter).

Desta vez não vou escrever uma única cover letter e enviá-la para todas as vagas a que quero concorrer, mudando apenas algumas coisitas. Nop. Vou escrever uma carta personalizada para cada consultoria, para exprimir o meu entusiasmo em trabalhar para a mesma e para que tenha a certeza que dei o meu máximo em cada candidatura.

Figas, please :)  ! 




P.S. - Esta foto provavelmente dá a impressão errada. A minha ambição é a Comissão sim, mas não ser Comissária. O trabalho de bastidores é muito mais a minha 'praia' ;)

S.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Diretamente do futuro

Normalmente quando passeamos por uma cidade os olhos vão abertos para tudo o que tem história, o que é do passado. Desta vez trago algo que descobri, sem querer, enquanto deambulava por Londres, diretamente do futuro :).





Nada mais nada menos que um carregador para carros elétricos. Quão fixe é isto? :)

Lugar de estacionamento reservado para carros elétricos, que foi no que reparei primeiro e que me levou a interrogar 'Quê? Porquê para carros elétricos?'. Ergui os olhos e deparei-me com aquela coisa magnífica, parecida com um poste, que me obrigou a olhar segunda vez para me certificar que estava a ler bem: Electric-car charger :D

Sempre tive na cabeça a ideia que o primeiro carro que eu comprasse teria de ser elétrico. Bom, talvez não o primeiro, porque ainda deve faltar uns anos para se produzirem em massa, mas não me vejo a gastar rios de dinheiro numa máquina poluidora do ambiente, e que come rios de gasóleo/gasolina (que anda a atingir valores absurdos em Portugal). Tudo isto faz menos sentido em Londres, onde tenho uma das melhores redes de transporte do mundo ao meu dispor, e onde existe uma congestion charge de cerca de 10 libras cada vez que se entra no centro da cidade com um carro. Para não falar da condução pela esquerda... Simplesmente não faz sentido.

Quero um carro elétrico. Pode ser pelo próximo Natal. Eu espero.



S.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Desafio

É sempre bom seguir o blog de pessoas que conhecemos. Ultimamente encontrei bastantes e por causa disso, comecei a pesquisar blogs que essas mesmas pessoas tinham nas suas listas de preferidos. O que é facto é que me entusiasmei e descobri alguns que valem a pena.

Também encontrei este desafio, que ao que parece circula pela blogosfera (não fazia ideia que havia destas coisas...) e achei tão random mas tão engraçado que decidi postar aqui e participar:

Desafio Random
Pôr a itálico as coisas idiotas que já fizemos:

1. Fingir que os tic-tac são cápsulas de remédio. 
2. Desenhar um relógio no braço.
3. Tapar o ralo do chão da banheira para fazer uma piscininha. 
4. Fazer a proeza de enfiar o dedo no próprio olho sem querer. 
5. Ficar a entortar aqueles lápis verdes até partir.
6. Apostar corrida de gotas na janela do carro quando está a chover (comigo próprio). 
7. Apagar tudo o que estavas a escrever quando vês que a outra pessoa está a digitar algo no msn.
8. Tentar equilibrar o interruptor da luz no meio, entre aceso e apagado.
9. Tirar melhor nota que o nerd da turma sem ter estudado.
10. Morder um copo de plástico depois de beber o que tinha para depois rasgar em várias tiras e fazer um sol.
11. Deixar sempre o volume do rádio/tv num número redondo ou múltiplo de 5.
12. Ficar com preguiça de colocar um rolo novo de papel higiénico no lugar e deixar o vazio.
13. Ficar desconfortável quando estás a ver um filme com os pais e começa uma cena de sexo. 
14. Falar mal de uma pessoa a alguém e descobrir que era um parente/amigo dela.
15. Responder algo para alguém que está à tua frente e só depois perceber que não era contigo.
16. Sentir a necessidade de premir uma tecla sempre que passa perto de um teclado ou piano.
17. Gritar quando a luz apaga.
18. Quando eras pequeno, fingir que estavas a dormir quando chegavas de carro a casa para te levarem ao colo.
19. Dizer coisas obscenas ou parvoíces quando um amigo está a falar com os pais ao telefone.
20. Colocar uma caixinha vazia de pastilhas no dedo indicador. 
21. Na hora de digitar a senha errar uma letra e apagar tudo só para ter certeza.
22. Escrever uma risada gigante no msn mesmo sem estar a rir.
23. Dar umas 5 chineladas numa aranha porque não morreu à primeira.
24. Estar a ver algo na televisão e mudar sem querer de canal ao tentar aumentar o volume.
25. Coçares-te com uma caneta e só depois de reparar que a ponta estava para fora e ficaste todo riscado.
26. Dizer à mãe de um amigo que não tinhas fome quando estavas cheio de fome. 
27. Tentar cortar um pedaço de carne e quando finalmente consegues, o pedaço voar do prato.
28. Molhares-te todo ao lavar uma colher. 
29. Querer digitar “!!!!!!!” e aparecer um “1” no meio !!!!!1!!
30. Perder mais tempo a procurar o comando da televisão do que se te levantasses. 
31. Colocar o braço perto da tv para os pelinhos do braço se levantarem. 
32. Quando as coisas estão complicadas querer voltar ao tempo em que as únicas preocupações era o Dragon Ball e as Navegantes da Lua.
33. Quando eras pequeno, acordar cedo e ir para a cama dos pais ver desenhos animados.
34. Ficar com raiva de ti mesmo quando queimas a língua.
35. Dizer números aleatórios quando alguém está concentrado a contar alguma coisa.
36. Achar que o teste foi fácil… até receber a nota.
37. Meter o telemóvel no silêncio quando era suposto desligares.
38. Contar quantas pessoas estão à tua frente para saber qual a questão que a professora te vai fazer.
39. Gozar um colega à frente da turma toda.
40. Fazer uma lista mental de todas as asneiras que fizeste quando o pai/mãe diz: ”precisamos de ter uma conversa".
41. Ficar nervoso quando alguém te diz: “Preciso de falar contigo...”
42. Ficar muito feliz quando uma pergunta no teste dá a resposta a outra.
43. Antes de adormecer contar quantas horas vais ter de sono até teres que acordar.
44. Pausar a música por 1 minuto e 1 hora e depois perceber que ela ainda tá pausada.
45. Mostrar um vídeo engraçado do Youtube para alguém e ficar a olhar para a cara da pessoa para ver se ela se está a rir.
46. Ficar entusiasmado na hora de comprar o material para a escola e na primeira semana já estar farto.
47. Entrar na banheira com a luz apagada, e quando sair, acender. 
48. Ter sempre a última folha do caderno rabiscada.
49. Estar no meio de um sonho e saber que aquilo não é real, que é só um sonho.
50. Entrar na farmácia só para me pesar. 
51. Colocar de volta o bico do lápis quando ele se parte.
52. Salvar arquivos com um nome teclado ao calhas por preguiça.
53. Ficar até o final do filme no cinema para ver se tem cenas extra. 
54. Fechar a porta do frigorífico devagar e ficar a olhar la para dentro para ver quando a luz apaga...
55. Estar no banho e começar a gritar "mããããe" porque a água está a arrefecer. 
56. Clicar com o botão direito no emoticon do MSN só pra ver o significado que a outra pessoa colocou.
57. Rasbicar alguma coisa enquanto fala no telefone.
58. Correr e deslizar no chão dos supermercados
59. Cada vez que olho para o tecto abro a boca. 
60. Reencaminhar uma daquelas mensagens que todos mandam a dizer que a tmn/optimos/vodafone faz anos e se reencaminhar a um certo número de pessoas ficas com o saldo a não sei quanto. 
61. Atender do gravador de mensagens e nós: Estou! Sim!

Diverti-me bastante a ler estas parvoíces e a pensar 'aííí, já fiz isto realmente' :D



S.