segunda-feira, 23 de maio de 2011

Arroz mexido


Hmm. Creio que inventei uma receita.

Não é nada de especial, considerando que é a versão preguiçosa de arroz com ovo mexido. Tinha arroz feito no frigorífico e enquanto fazia os ovos mexidos pensei 'Epá mas para quê que vou estar a aquecer este arroz num pratinho dentro do forno. Meto aqui para dentro da frigideira e aqueço enquanto faço os ovos.' E assim nasceu o 'Arroz Mexido'.

Polvilhei com um bocadinho de noz moscada no fim, para ter um ar mais acabado, e voilá. Torna-se um bocadinho enjoativo devo dizer, por isso ainda bem que meti a noz moscada.

Há patentes para receitas? Tenho de me informar.



P.S. Isto com ovos caseiros deve ficar bem melhor, mais amarelinho. Os ovos daqui são muito fraquinhos.



S.

domingo, 22 de maio de 2011

Desafiar ou não desafiar

Agora é o xarope da tosse, ainda na prateleira da casa de banho, que de cada vez que passo por ele parece que me lança o desafio: 'Então, não me arrumas? Estás com medo de voltar a precisar? Manda-me para o lixo, vá. És tão saudavelzinha (mas queres ver como te provo o contrário?)'.

Se der o xarope aberto e meio consumido a uma instituição de solidariedade será que ganho pontos positivos suficientes para o karma não me vir chatear?

Ai, que isto de estar em casa dia após dia, sem rotina há quase dois meses tinha de me afetar a cabeça. Ao menos não há tédio no meu mundo.

O bicho da gripe à espera que eu me desfaça do xarope para me atacar... 

S.

sábado, 21 de maio de 2011

Últimos dias

Agora é que o título deste post podia ser 'Vida em Suspenso'. Últimos dias são os piores. Digo isto sem ponta de saudosismo antecipada (acho eu...). É mesmo porque, com metade das minhas coisas já em Portugal e a outra metade empacotada, já não estou bem aqui. Não se vive como deve ser num sítio cheio de gavetas vazias, malas pelo chão e comida/cremes/champôs/roupa racionada. Começo a conhecer as desvantagens de uma vida semi-nómada.

Trabalhei até ao dia anterior a vir para Londres. Mantive a minha vida normal até ao último dia em Portugal. Não senti esta coisa amorfa que é estar nem cá nem lá. É talvez por isso que agora me é estranha. As malas comecei a fazer cerca de um mês antes, é certo, mas estavam lá num cantinho do corredor, fora do caminho. E continuei a viver normalmente porque os meus pais continuariam a viver naquela casa, portanto a mudança era só minha. Aqui pelo contrário é uma mudança total. Não há cá os 'ah, isto fica, quando vier cá no Natal levo', 'ah, isto não é preciso levar, isto também não, não me vai fazer lá falta'. Desta vez a tiragem é total ou, no mínimo, mais séria. Porque o que não levar daqui deita-se fora. 

Não tenho qualquer apego a coisas materiais. Desfaço-me de roupa que já não visto com uma facilidade que às vezes choca a minha mãe. Mas tenho horror a desperdício. Faz-me comichão deitar coisas boas para o lixo. Por isso não é fácil a altura de escolher. E tudo o que puder vou dar. A quem, não sei.

Prova de que não é bom viver com tudo empacotado: enquanto arrumava o estojo de primeiros socorros na mala pensava 'não serviste para nada em 9 meses, era engraçado que na última semana tivesse que te ir buscar debaixo de 4 camisolas e 2 pares de calças.' Bem dito bem feito. Eu já devia ter aprendido a não desafiar o destino. Porque a vida, pelo menos a minha, está sempre a rir-se de mim. E é nestas coisinhas insignificantes que mais gosta de o fazer. 'Ai sentes-te confiante para estares já a arrumar o estojo de primeiros socorros? Toma lá uma queimadura num braço para aprenderes quem manda.' É por estas e por outras que eu tenho muito mas muito cuidado em fazer afirmações categóricas do género 'Eu cá nunca...' ou 'Eu vou sempre achar isto...'. Porque sei que mais tarde ou mais cedo (e normalmente é mais cedo) vou ter de engolir as minhas palavras porque um golpe qualquer do destino me fez mudar de ideias.

Vejam a minha loucura por Londres! Ainda há uns 2 meses estava eu a hiperventilar só de pensar em voltar para Portugal e agora mal posso esperar que chegue o dia 28... (Ou será que a minha paixão por Londres se tornou em amor? Mais sereno, menos à flor da pele mas mais profundo? Só quando estiver em Portugal o saberei). Entretanto vou passando os dias pelo meio de malas e sacos, a pensar no meu querido projeto de Mestrado e ligada mais tempo do que é saudável no Facebook. Enfim, daqui a uma semana já vou ter os dias preenchidos. E continuo a recusar despedir-me de todos os lugares de Londres que sei que vou sentir falta. Faz de conta que é um 'até já'.





S.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

As coisas que uma pessoa encontra por aí.


Olhem-me para o bicho todo repimpado a levar festas dos transeuntes. O que passou pela cabeça deste pelicano para se ir empoleirar no banco? 

Tenho para mim que este bicho, tal como os esquilos e gatos em geral, sabem que são fofinhos. E aproveitam-se do facto. No caso dos esquilos é para roubar bolachas e afins, no caso dos gatos é para escaparem a toda e qualquer porcaria que fazem que não seria tolerável em mais nenhum animal. 



No caso deste pelicano parece ser apenas porque lhe apetece carinho e atenção. E portanto subiu para cima de um banco, porque só assim fica ao nível do campo de visão humano. 

Já os pombos, como têm noção de que não nasceram agraceados com qualidades enternecedoras utilizam a táctica da insistência. Quantas vezes dei por mim de mão estendida com uma bolacha a implorar que um esquilo a viesse buscar e só me apareciam era pombos. "Sai DAQUI, tu não és fofinho!"

Ganham pontos pela persistência.



S.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

My new favourite place in London



Muito nerd da minha parte, mas sim. Neste momento a biblioteca da London School of Economics é o meu lugar preferido de Londres. Ainda bem, já que é o sítio onde ultimamente passo mais tempo.

Quase tenho vergonha de abandonar a minha linda, imponente, poeirenta e séria Maughan Library (a da King's) mas a verdade é que em termos de igualdade de género é muito escassa. Daí que tive de mudar de posto de estudo para a biblioteca da LSE. Além de ser a biblioteca dessa universidade, é também a biblioteca britânica de economia e ciências sociais, daí que seja obrigada a ter todos os livros da especialidade, incluindo os de género.

Maughan Library

Curiosamente fica mais perto da minha universidade do que a Maughan, a biblioteca associada à King's College. Como não sou estudante da LSE, o meu visitor's card só me permite a entrada na biblioteca e não a requisição de livros. Isto explica as horas que tenho passado a tirar apontamentos de tudo o que é livro de igualdade de género na UE, numa corrida contra o tempo, antes de me ir embora para Portugal.

O que me encanta nesta biblioteca é, para além do seu design futurista e tão diferente do que estou habituada a associar a uma biblioteca, o facto de ser o primeiro verdadeiro centro de estudo em massa que frequento. Filas e filas de secretárias e computadores como nunca vi, incontáveis estantes de livros, banquinhos para quando as secretárias estão cheias (ou seja, sempre), pufes, fotocopiadoras, impressoras, tudo, tudo pensado para o estudo. 



O meu entusiasmo por esta biblioteca provavelmente deve-se muito ao facto da biblioteca da FCSH ter sido extremamente desapontante... Ou é apenas porque amo bibliotecas no geral. O que é certo é que os meus últimos dias em Londres têm sido muito felizes, ainda que de uma maneira talvez pouco usual. A minha alegria  e extrema vontade em relação ao tema da minha dissertação tem aumentado de dia para dia e assim é cheia de contentamento que passo horas em semi-transe a ler sobre femocrats, feminists, reconciliation of work and family life, e que me imerso em directivas e recomendações europeias sobre licença de maternidade, igualdade de salário, etc etc etc.


A curiosidade que mais me fascina: tanto a biblioteca da LSE como a da King's estão abertas 24 horas por dia! Impressionante, ainda que pela parte que me toca não seja especialmente útil. Não deixa de ser entusiasmante, para uma nerd como eu, que haja essa possibilidade em aberto! Se algum dia tiver insónias, já sei o que fazer. :D  

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Verdura Citadina - Parte III

Como referido no último post, aqui está uma 'Verdura Citadina' dedicada aos Kew Gardens.



São sem dúvida os jardins mais bonitos de Londres. Ficam um pouco deslocados do centro, em Richmond, e talvez por isso ocupam uma área vastíssima, impensável no centro da cidade (há um comboio que percorre o parque e que os visitantes podem apanhar, o que revela a dimensão do mesmo). Estes jardins têm também um ar natural/selvagem que os parques centrais não conseguem igualar. Ao mesmo tempo, nota-se a organização pensada deste parque, uma vez que há um certo ordenamento do espaço e está tudo impecavelmente arranjado (excluíndo os cocós de pato pela relva. Vamos atribuir isso à parte 'selvagem' dos jardins).

 Aqui estou eu a temer o pior...

Visitei estes jardins no outono, e o charme das folhas douradas e a natureza a preparar-se para mais uma estação de frio sentia-se bastante bem. Não pude deixar de pensar como seria visitar estes jardins na primavera, quando as árvores e as flores estão no seu esplendor máximo. 






O interesse deste parque é que tem várias atrações para além da óbvia Natureza. Uma torre oriental chamada pagode, uma estufa fria, outra estufa que imita diferentes climas nas suas diversas salas (húmido das florestas tropicais, seco dos desertos, temperado, etc), um jardim japonês, uma casa de bambú, fazem com que visitar este parque se torne interessante e nada aborrecido.







Outra das atrações mais famosas destes jardins é o Kew Palace, que, sejamos sinceros, não tem grande ar de palácio, só de casa anormalmente grande.



A atração mais incomum deste parque é um chamado 'passeio pelo topo das árvores'. Não aconselhado a pessoas com medo de alturas, uma vez que a estrutura de ferro por onde se anda dá para ver o chão lá em baixo e parece que caminhamos pelo ar. Perturbante, e para ser feito num instantinho (deu para tirar uma ou outra foto da vista, não mais do que isso).



Aconselho vivamente, tanto o parque como a própria vila de Richmond. É um lugar com muitos espaços verdes à beira rio, de ar suburbano e bastante diferente de Londres. Existe um parque em Richmond com veados, que infelizmente não visitei e que deve ter mais aspecto de floresta ou de campo, já que os ditos bichos vivem lá livremente. Os Kew Gardens pagam-se, uma anomalia em parques londrinos, mas valem definitivamente a pena.




Nível de esquilidade: elevado (não só nestes jardins como nas outras zonas verdes de Richmond, é impressionante a quantidade de esquilos que se vê. Se se levar bolachas, é garantido o abuso de esquilos e fugir é a opção mais segura. Falo por experiência própria.)



Nível de avicidade: elevado (muitos patos têm estes jardins...)

Nível de pombaria: er... sinceramente, não me lembro. Mas vou apostar em elevado (não há razão nenhuma para que os pombos não frequentem este local.)

Nível de bambicidade: nulo, nos Kew Gardens (em Richmond é moderado-a-elevado, devido à existência do Richmond Deer Park, que, agora que vejo as imagens no Google, não acredito que não visitei).

Se eu visse isto acho que desmaiava de alegria.



S.

domingo, 1 de maio de 2011

Bristol

Como referi no último post, e ao contrário de Londres, não conheço o Reino Unido tão extensivamente como gostaria. Cambridge e Bristol foram as duas cidades que visitei fora de Londres e ambas relativamente perto da capital. Richmond foi outra cidade visitada mas, apesar do seu ar de subúrbio no melhor dos sentidos, ainda pode ser considerada como fazendo parte da zona metropolitana de Londres (o metro londrino chega lá portanto, para mim, continua a ser Londres).  Foi um dos locais que mais gostei de visitar e os seus Kew Gardens vão merecer um post na categoria de 'Verdura Citadina'.

A oportunidade de visitar Bristol surgiu devido a uma entrevista de emprego que, apesar de não pensar em aceitar o dito cujo, participei para ir ganhando experiência nestes processos de seleção. As aulas já tinham acabado, tempo era coisa que não me faltava e claro, o facto de implicar conhecer outra cidade foi motivação suficiente para a deslocação. Um dia não deu para visitar tudo mas deu para ficar com um cheirinho de uma cidade inglesa que não Londres.

Cambridge não é definitivamente uma cidade. Tem uma aura rural, é um sítio calmo, que vive para a universidade homónima e onde se respira história. Bristol, no entanto, é bastante diferente.


       Cambridge

Mais uma vez fui de olhos bem abertos durante a viagem, a deleitar-me com as paisagens verdejantes e as casinhas que aqui e ali se vislumbravam. Numa viagem de 2h40m às 9 da manhã (tinha acordado às 6 e meia) nos banquinhos confortáveis de um autocarro que viaja a direito por uma auto-estrada isto é algo difícil mas lá consegui fazer o esforço. Quando me deparei com este sinal de trânsito quase soltei uma gargalhada:

        (não tive tempo de sacar da máquina fotográfica e registar o verdadeiro sinal mas era igualzinho a este)

A primeira impressão que tive de Bristol foi que era uma cidade de ruas estreitas e inclinadas. E muito mais pequena que Londres.



 Fiquei algo desapontada. Tenho noção de que só andei pelo centro da cidade, não vi ícones fundamentais como o Avon Gorge ou os Bristol Zoo Gardens mas de qualquer forma o centro da cidade não me encantou particularmente. Como Bristol é a cidade da série Skins estava sempre à espera de vislumbrar adolescentes problemáticos. Não foi entre adolescentes, mas vi a minha primeira cena de pancadaria numa esplanada. E depois queixam-se dos estereótipos, pff.

Sou naturalmente atraída por espaços verdes e, tal como em Londres, são sempre sítios que me maravilham os sentidos. Gosto de caminhar por eles sem particular destino e observar as outras pessoas a ler, a conservar ou simplesmente a dormir uma soneca na relva (quem disse que as sestas são exclusivas dos países mediterrânicos está muito enganado).


Tenho alguma vergonha em admitir que pensei que este rio fosse o Tamisa... Parece que Bristol não fica assim tão perto de Londres para partilharem o mesmo rio. Este é o rio Avon.

Neste dia estava sol e uns 20 graus primaveris, de maneira que o parque estava cheio de pessoas a almoçar os seus terríveis almoços de pacote. Eu preferi uma cornish pasty. Desde que a I. me convenceu a provar em Cambridge me rendi completamente (1 libra mais barata do que em Londres! Uma pequenina prova de que o custo de vida londrino não reflete o custo de vida inglês).




Como a entrevista dizia apenas 'afternoon' e o meu comboio estava marcado para as 16:30, não tive muito mais tempo para visitar Bristol. Limitei-me a ir à baixa onde ficavam as lojas e à zona dos escritórios, onde ficava a entrevista.

Não fiquei enamorada por esta cidade mas fiquei a conhecer mais um pedacinho de Inglaterra. Acredito firmemente que uma capital não reflete um país, e portanto limitar-me a Londres seria não conhecer minimamente Inglaterra, e muito menos o Reino Unido, tão rico em diferenças nacionais (em Gales têm uma língua diferente e Escócia nem sequer faz parte de certos organismos nacionais como os censos, e o sistema educativo escocês é completamente à parte do inglês, galês e norte-irlandês).





S.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Auf Wiedersehen, London

Visitar sítios e questionar se será a última vez que ali passamos não é uma sensação agradável. Mas não está a ser tão dolorosa como pensei.

No fim de maio voltamos para Portugal, o que significa que tenho um mês para me despedir de Londres. Não sei bem o que sinto a respeito disto, mas pânico já não é e dor acho que também não. Mas tal deve ter muito que ver com mais uma mudança que tenho no horizonte. 

A verdade é que Londres já foi explorada à exaustão e não irei embora com a sensação de que não vi o que devia ver. Se vi tudo? Claro que não. Londres é a maior cidade da Europa, dá para viver aqui uma vida inteira e continuar a ser surpreendido uma e outra vez. Agora, Inglaterra, isso já é outra história. Irei embora daqui com a sensação de que não conheço, nem de perto nem de longe, o que gostava do Reino Unido. Não fui à Escócia, não fui ao País de Gales, não fui à Cornualha... Mas se há coisa que aprendi neste último ano foi a não achar que conheço o meu futuro. Porque há um ano ainda nem sabia que estaria a viver aqui, a estudar na King's e a preparar uma dissertação em igualdade de género. Por isso quem sabe onde estarei daqui a um ano.

Não pareço a mesma rapariga que escreveu sobre o seu pânico de voltar a Portugal há uns posts atrás. Mas tal em muito se deve ao facto de não ficar lá indefinidamente. Viena espera-me em setembro e 6 meses lá nos aguentaremos. O entusiasmo ainda não bateu verdadeiramente mas acho que também nunca estive extrovertidamente entusiasmada antes de vir para Londres. Começo a pensar que sou mesmo assim, não acredito subsconscientemente nas coisas até as viver e continuo desconfiada até ao último minuto. É um 'viver de pé atrás', uma ação natural de proteção contra desilusões na vida. Sei que uma das primeiras coisas em que pensei quando soube que ir para a Viena era uma forte possibilidade foi: 'Áustria tem reis? Se tivesse posso continuar a escrever neste blog sem lhe alterar o título...' Nunca escondi o meu apego à insignificância.

O que já pesa é a certeza de mais uma aventura, um sítio diferente a fazer algo de diferente, e isso para a minha paz de espírito neste último mês em Londres é fundamental. O regresso a Portugal é assim não mais do que um interregno entre duas emigrações, um respirar fundo antes de novo mergulho no desconhecido. Porque já percebi como estes mergulhos são viciantes, oh, se são... Só custa o primeiro, porque envolve cortar as raízes e isso é o mais difícil. Uma vez cortadas, e depois de uma experiência bem sucedida, o que nos impede de voltar a repetir? Nada. O mundo passa a ser visto como um espaço de possibilidades e, haja vontade, a mudança torna-se sempre possível. No meu caso não o mundo, mas sim a Europa. A Europa é o meu espaço de conforto, de familiaridade e de felicidade. Porque sei que estando na Europa, tenho tudo o que preciso, conheço as regras, aceito os costumes, estou em casa. Eurocêntrica? Muito. Apenas porque é o meu espaço civilizacional, é onde me sinto bem e em casa. É onde quero estar. 

É recomendado que faça uma lista de sítios que quero (re)visitar antes de abandonar Londres e o Reino Unido. Não. Tenho medo de me voltar a apaixonar por Londres e a saída ser dolorosa. Por isso este último mês não vai ser gasto a ir a todo o lado que nem uma maluca, a visitar o que falta, a revisitar museus, parques e monumentos, a ver musicais e peças só porque é suposto e porque posso já não voltar a ter hipótese. Porque não é assim que quero relembrar Londres (como turista histérica). Quero que as memórias desta cidade sejam naturais e espontâneas, e que não seja através deste último mês que me vá lembrar da cidade no futuro. E porque despedir-me de todos estes locais seria admitir que não vou voltar mais e isso para mim é inconcebível. Por isso este último mês será passado entre casa e a biblioteca porque tenho uma dissertação em que pensar e que escrever antes de setembro e portanto muito trabalho que fazer. 

E que melhor maneira de me despedir da cidade do que passar tempo numa das suas bibliotecas, o único sítio no mundo verdadeiramente universal, onde consigo flutuar num limbo maravilhoso onde nem espaço nem tempo contam, só o livro que tenho na mão?...






S.

sábado, 23 de abril de 2011

Há um ano foi em Madrid...

Mais uma festividade passada em Terras da Rainha. Desta vez, os anos do D.


A criatividade fotográfica de uma criança de 4 anos ultrapassa em muito a minha. Confirmado por estas duas fotos (bolo e nós dois).


Um serão muito bem passado com boas pessoas no Madeirinhas. :)


Ausência de batedeiras significa incapacidade de fazer um bolo, por isso optei por comprar este fudge cake e decorá-lo com o icing azul, para ter um ar de bolo de aniversário. Muito divertido para escrever coisas num prato e depois comer (é a isto que se pode chamar 'engolir as minhas próprias palavras').






S.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mas que mediterraniedade vem a ser esta...



Não, a sério, isto tem de parar.

Estamos em abril. Isto é Inglaterra, não um país tropical. E, pronto, tirando a chuva que parece que nos aguarda na 6a feira, 25 graus para cima nem no verão de cá... E mesmo a chuva pode ser considerada anomalia visto que vão estar 24 graus. 24 graus?! Com chuva!

Primeiro foram as temperaturas a rondar os 20º que duraram outubro adentro... Depois foi a escassa chuva que apanhei no inverno. Agora isto! Não gosto destas anormalidades climáticas. Nem de temperaturas
acima de 20º. Mas isto sou eu que não aprecio transpirar que nem uma porca quando tenho atividade mental para desenvolver.

Eu não tenho roupa de verão aqui! Desculpem se não pensei em trazer calções, saias e biquinis quando fiz as malas para vir viver para Londres. Além disso, a minha casa tem uma quarta parede que basicamente é uma janela, portanto, nada bom para ter sol a bater durante horas. Uma janela que não se abre, ainda para mais.

Portanto senhores do tempo, vejam lá isso. Sei que não é vossa a culpa mas vocês devem ter contatos lá em cima, façam favor de agir porque isto assim não dá. Ontem tive de ir comprar gelados. Gelados! Vejam ao ponto a que isto chegou e tenham vergonha.




S.