S.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Post que não sabe muito bem o que quer ser
Por entre o fim da participação num projeto, ideias lentas mas avassaladoras de outro, prazos no trabalho, pensamentos de próximas viagens, compras de uma prenda ou outra e o fazer das malas para a viagem mais próxima - a do Natal português - tenho andado num estado de mente afastado do blog.
Era para falar do Plaisirs d'Hiver, o mercado de Natal bruxelense, ou do mercado de Natal da Flagey, mas no primeiro apanhámos um tempo de porcaria (duas pessoas encolhidas debaixo de um chapéu de chuva desdobrável, com vento a soprar de todos os lados, não deixa muito espaço para se gozar as barraquinhas com coisas artesanais ou para tirar fotos como o mercado merecia) e o segundo desiludiu pa' caraças.
De maneiras que sinto-me outra vez um bocadinho em stand-by, com a mala já feita no meio da sala, a pensar muito bem em comprar apenas e exatamente o que se precisa até irmos embora e roupa racionada.
Ah, e provei o Gluehwein ou vin chaud ou vinho quente e é uma porcaria.
S.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
The closest thing to London
Costumava fazer-me espécie as pessoas que emigravam e no seu pais de acolhimento se isolavam com os seus compatriotas. Só falarem português, instalarem a Meo em casa e só verem telejornais e programas portugueses, só terem amigos portugueses, só frequentarem cafés e restaurantes geridos por outros portugueses, só comerem comida portuguesa. Como se vivessem num gueto cultural. Que interessa então viver noutro país?
Hoje, após ter viajado mais de duas horas para ir comprar a porcaria de uma lata de chocolate quente, percebo que não passo de uma hipócrata. Pior; uma hipócrata patética porque estas pessoas pelo menos refugiam-se no que sempre conheceram, na cultura onde viveram imersas desde que nasceram. Eu corro atrás de produtos de um estilo de vida que tive durante nove meses pensando que são o auge da coolicidade e que não consigo viver sem eles. Sou uma hipócrata wannabe, portanto.
Dito isto, vou falar um bocadinho de Stonemanor.
Desde maio sensivelmente que andava cheia de comichões por a lata de chocolate quente que senhor meu parceiro trouxe de Londres estar a acabar e não haver substituto à vista. Procurei em tudo o que era grande superfície e média superfície e nada. Nunca compreendi como é que o Carrefour de cá, que tem a maior seleção de chás Twinings que já vi - excluíndo a própria loja da marca mas não por muito - não podia ter também o tão afamado chocolate em pó. Procurei, também em vão, o da Nestlé, já que também se tolera, mas só via era Ovomaltines (ia cuspindo quando provei; chocolate o tanas, aquilo sabe a cereais) e uma marca muito duvidosa chamada cécemel, e que além de chocolate contém - surpresa! - mel.
Perguntei nos grupos do Facebook de imigrantes em Bruxelas, diziam que o melhor que tinha a fazer era cruzar o Canal da Mancha e dar um pulinho a Dover. Obrigada pelo conselho, realmente... Estava convencida que a minha viagem a Manchester seria frutífera no que ao chcolate em pó diz respeito mas enganei-me; corremos uns três ou quatro supermercados diferentes e nada. Em Edimburgo, pura e simplesmente esqueci-me (já vivia privada do doce há demasiado tempo).
Mas depois vêm os graus negativos e uma pessoa volta a ansiar. O chá aquece a barriga mas não aconchega, não mata a fome. Começa o périplo pelas chocolaterias sem fim desta terra na esperança de encontrar o chocolate dos deuses mas em pó. Nada.
Durante a minha pesquisa incessante pelos grupos de Facebook, alguém sugeriu uma loja britânica que existe em Bruxelas mas... que fica a uns 30 km da cidade. Mas depois de pesquisas online pelas Amazons do costume e ver que os portes custavam o preço de duas latas, e após emails e mensagens no mural do FB da loja a confessar o meu forte desejo por chocolate quente e a implorar que me dissessem se tinham, e confirmarem, bati o pé e disse "É amanhã." (assim, sem ponto de exclamação nem dada, toda resoluta).
Devia ter sido um "É hoje" mas eu para andar de autocarro suburbano em Bruxelas preciso de horas de preparação. Especialmente porque os subúrbios de Bruxelas são, er... flamengos. E depois do trauma da encomenda do demo, decidi não arriscar.
Após muita pesquisa de Google Maps, de apontar o número do autocarro e do nome das quase 40 paragens até ao destino, lá fui.
Começou logo mal porque ao que parece os autocarros não dão troco de 20 euros. Mas a motorista foi surpreendentemente generosa e perdoou-me o euro que faltava após contar as moedinhas todas que me restavam. Ao passar por cada paragem, verificava o nome e ia seguindo pela minha lista. Brilhante, e cerca de uma hora depois chegava a Stonemanor, na pequena vila flamenga de Everberg.
Aquilo é um tanto estranho, já que parece uma vivenda e não uma loja.
A loja é bem grande, ao jeito de um supermercado médio e com carrinhos à porta. Tem também dois andares com coisas de Natal, que vão desde bancas enormes de postais até a todas as decorações que se possa imaginar. Faz-me desconfiar que haja muito britânico que faz ali as suas compras semanais...
Sorriso rasgado quando o encontrei. E meia-gargalhada quando me deparei com o meu amigo haggis:
Assim não é realmente muito convidativo...
Até tive direito a um saco todo catita que dá sempre jeito nas compras daqui (em Bruxelas, todos os sacos em todas os supermercados são pagos. Sem exceção. Há toda uma alteração de hábitos e as pessoas aprendem o valor de economizar sacos. E o ser humano, inventivo que é, adapta qualquer mochila, carrinho, cesto de bicicleta ou até caixa de cartão como meio de transporte das mercadorias. Perguntei duas vezes ao senhor da caixa em Stonemanor se não tinha mesmo que pagar por este. Fui brindada com o segundo gesto de generosidade do dia :) ).
Já bebi a minha caneca de chocolate quente e já estou aconchegada no sofá. Agora vou fazer a minha sopa de feijão bem portuguesa para equilibrar o meu wannabeismo com a minha hipocrisia. Haha!
S.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Ai o caraças
Really, BBC, really?... Amanhã. Um fora do país e a outra a trabalhar.
A frase "Não se pode ter tudo" tornou-se num ditado muito aplicável.
S.
A precipitação indecisa
Ontem, quando vi na meteorologia que davam sol/nuvens/chuva/chuviscos/granizo/neve, revirei os olhos e pensei: "Típico. Assim também eu sou meteorologista. Não sabem, não metam nada, agora meter os fenómenos climatéricos todos é ridículo."
Guess what...
No meu caminho para casa apanhei chuva, está certo, mas também granizo e neve com força. Sendo que às vezes caíam os três ao mesmo tempo... Mas mais em ciclo (às vezes não percebia se estava a chover ou a cair neve).
Está um tempo indeciso, portanto. Se bem que a máxima de -5 graus que o fim de semana trará cheira-me que vai esclarecer o tipo de precipitação que aí vem...
Guess what...
No meu caminho para casa apanhei chuva, está certo, mas também granizo e neve com força. Sendo que às vezes caíam os três ao mesmo tempo... Mas mais em ciclo (às vezes não percebia se estava a chover ou a cair neve).
Está um tempo indeciso, portanto. Se bem que a máxima de -5 graus que o fim de semana trará cheira-me que vai esclarecer o tipo de precipitação que aí vem...
Espero que nos -5º ela já acumule no chão...
S.
Local:
Saint-Gilles, Saint-Gilles
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Coisas a evitar num classificado de imóvel #3
Ou, neste caso, após uma visita de potenciais arrendatários.
Estávamos nós a descer as escadas após mais uma vista imobiliária, tentando decidir seriamente se valia a pena ou não, o que nos parecia a casa, o que nos parecia a rua, o que nos parecia a zona, quando a vizinha tomou a decisão por nós, sem o saber:
"Não deixem a porta aberta, hã! Eu cheguei aqui e ela estava no trinco, não pode ser, certifiquem-se que a fecham como deve ser, especialmente à noite, sim porque esta zona não é muito segura." Arregalámos logo os olhos perante inesperada confissão, quando ela lança a bomba:
"Non. En fait, la máfia s'a installé dans notre rue. Oui, c'est vrai."
...
...
...
A oficina do lado não me enganou.
...
A senhora não estava a brincar. A expressão séria e a insistência em fechar a porta deu para ter a certeza.
A primeira coisa que eu pensei foi que se calhar o que ela não queria era vizinhos novos no 2º andar, ou tinha alguma querela com a inquilina atual e queria impedi-la de conseguir arrendar o apartamento (na Bélgica, os contratos mínimos são de 3 anos e, no caso de a pessoa querer sair antes, tem que procurar novo inquilino para a substituir e não pagar a multa de saída antecipada.)
Pelo sim, pelo não, pusémos de lado mais uma casa vista. "Ah, nem iamos poupar assim tanto dinheiro... A nossa casa até é boazinha... E depois ter que mudar para outro sítio... Fica longe do ginásio... Não tem transportes..."
Desculpas para quê, a palavra máfia é universal. E, mais uma vez, fica provado que os belgas não dominam a arte do agente imobiliário.
S.
domingo, 2 de dezembro de 2012
O chá queimado
Há uns tempos, descobri por acaso um chá que se tornou um dos meus favoritos. Precisava de trocos e tinha um supermercado ao pé; o que é que me lembrei de comprar? Chá, óbvio. Na dúvida, vai-se sempre para o chá.
Agarrei num da Twinings quase ao calhas e trouxe-o para casa.
A Twinings tem um indicador que só há pouco tempo aprendi a usar. São aquelas folhinhas na parte inferior da caixa, e que indicam quão forte é o sabor daquele chá. Não é tão bom indicador quanto a possibilidade de cheirar o chá, já que dois chás com "full flavour strength" podem não ter nada que ver um com o outro. Mas dá para ter uma ideia do quão característico será o sabor e o tempo que se pode deixar a saqueta na chávena. O leite, por exemplo, só deve ser utilizado nos chás com sabor forte, uma vez que aos outros deixa-os praticamente sem sabor. Aprendi isso à minha custa.
Este chá tem um sabor muito característico, de facto. À primeira vista, a descrição assusta, já que diz que é feito de folhas (normal) e madeira fumada. E as saquetas cheiram a queimado. Por ter este sabor tão, er..., especial, não pode mesmo ficar muito tempo a infundir.
É... viciante. Depressa fiquei fã deste chá e o sabor a madeira fumada é-me reconfortante e saboroso mesmo. E agora com o viciante e o fumado não consigo evitar fazer comparações com o tabaco. Ou com o salmão fumado.
De qualquer forma, é bom. Se alguém procurar um chá diferente e a modos que exótico, recomendo o Lapsang. E eu não fumo.
S.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Facebook psicólogo
O Facebook anda preocupado comigo:
Eu já lhe respondi: "Nada, está tudo bem! Porquê?", mas ele não quer saber e insiste. Já começa a ser um bocadinho chato.
S.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O inverno não tarda aí, e eu mortinha
Nada me podia ter aquecido melhor o coração (e a barriga, especialmente a barriga) do que isto, após uma semana particularmente esgotante e eventful, e de um dia inteirinho de formação em contabilidade na língua dos gauleses:
Que maravilha! Um chocolate quente que sabe mesmo a chocolate derretido, e não a leite com chocolate, que é só o que eu sei fazer. Com o copinho a escaldar entre as mãos geladas, com a previsão de neve para este fim-de-semana a pairar na minha mente e o mercado de Natal bruxelense que se avizinha, deixei de arrastar os pés cansada e foi quase com saltos de alegria que entrei em casa.
Os mercados de Natal alemães bem que podem ficar para outro ano. Agora tenho é que aproveitar enquanto a prospetiva de uma Bruxelas natalícia ainda é uma fonte de grande entusiasmo e surpresa para mim.
S.
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