quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ele há coisas... #27



Hã??? Então levo uma agora e já cá venho comprar a outra...



S.

E por falar em mind the gap...



Fui ver se estava tudo no sítio.


Estava.


Entre a minha chegada do Norte, 


Ser atacada por esquilos, 


E o reencontro de velhos amigos,


Passei um dia mais ou menos assim:


Dia que chegou ao fim, e foi tempo de regressar a casa:


Não vou esquecer a segurança apertada digna de aeroporto, nem a fiscalização (outra vez...) dos meus chás, nem o facto de não me terem deixado esquecer que ali é uma fronteira e que o UK é uma coisa, a Europa é outra, cá confusões...


Mas tinha-me esquecido:

- da quantidade absurda de gente, por todo o lado, em todo o lado, a toda a hora;
- da "planez" de Londres;
- do bom que é ter maquinistas de metro em constante paleio pelos altifalantes;
- que mesmo viajando 40 min de metro, se continua no centro da cidade;
- do cheiro das cornish pasties;
- dos semáforos que acendem laranja antes de passar ao verde;
- da cor da moeda de £2;
- dos tablóides com títulos sensacionalistas a roçar o xenófobo ("Why we should not let Germans forget their atrocities in the Great War")
- que aqui também se anda de bicicleta.



S.

domingo, 13 de janeiro de 2013

C'est la neige!

Várias coisas conspiram, até agora, para que eu ache o facto de esta semana a temperatura máxima ser de -1º de uma comicidade extraordinária:

- os gritos e risos de pessoas lá fora a brincar com a neve;

- o quarto de hora que ainda há uns minutos o carro estacionado demorou até conseguir arrancar;

- aparentemente aqui só poder estar céu limpo e sol quando estão -4º;

- ainda não ter que ter pegado na bicicleta e pedalar sob temperaturas negativas permanentes (gulp) e portanto estar aqui em casa, de roupa fininha, a aplaudir todos os pontos acima.

Hoje já saí à rua, atenção. E para ir ao ginásio (nunca na minha vida pensei vir a ser capaz de fazer isto - e não me custar). Fui em modo boneco de neve, sem um centímetro de pele destapado e sem conseguir encostar os braços ao corpo, tipo culturista, por todas as camadas de roupa que levava. Lembrei-me do que descobri há dois anos, sobre ter frio nos olhos, o que só acontece quando o termómetro desce abaixo dos zero graus. 

Não será amanhã nem terça que experimentarei o pedalanço a menos de zero, uma vez que estarei a trabalhar por outras bandas, mas o frio cá me espera na quarta-feira e passarei por cá para relatar a experiência. Veremos se é para repetir...






S.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mind the gap X 150

O metro mais velhinho do mundo faz hoje 150 anos. Parabéns ao Tube nesta data querida!


Ide ver como o Google está bonito.

E nem de propósito, ainda no outro dia, enquanto lutava para ocupar o cérebro numa sala de espera qualquer, provavelmente aeroporto, pus-me a tentar recordar as estações que percorria na Piccadilly line (e, oh meu deus, nem o nome da linha me lembrava agora!) e descobri com tristeza que só me recordava de uma ou duas. O meu quotidiano londrino está a desvanecer-se do meu consciente :(



S.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Just sayin'

Um dia, vou ter isto numa parede qualquer de casa:




Só espero que não seja no mesmo dia que os Brits decidam desopilar da Europa. Teria que voltar a tirar.



S.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ele há coisas... #26

Desta vez venho partilhar algo lusitano que me despertou realmente o interesse.

Descobri-a bem por acaso (apesar de não ter podido evitar passar por ela, por isso se calhar não foi verdadeiramente por acaso...). Não obstante, descobri-a num momento apressado e quando me preparava para mais um "até logo" a solo lusitano.



A loja, vendendo exclusivamente produtos portugueses não é propriamente um conceito original. Mas foram os produtos e a variedade que me prenderam a atenção.

A loja está organizada por secções e é bastante completa. Normalmente, as lojas de produtos "made in Portugal" são especializadas em apenas gourmet ou apenas calçado ou apenas livros ou apenas objetos de cortiça. Esta tem-nos todos.




A parte das roupas, onde figuram marcas como a Salsa, a Muu ou a Parfois, incluíndo também a Pelcor com as suas malas e carteiras de pele de cortiça.





Uma prateleira dedicada à artista Joana Vasconcelos, recentemente mediatizada pela exposição em Versalhes.




A parte da literatura portuguesa dominada pelo Saramago :)

Mas foi a parte da loiça - curiosamente! - que me prendeu o interesse. Então não é que existem conjuntos de chávenas com os heterónimos do Fernando Pessoa?! Quão fixe é isto, pá...





O Eça também lá estava...





Outros pratos, caixas e chávenas tinham ilustrações relativas a História portuguesa, como esta:





Foi a primeira vez que senti genuína vontade de comprar um souvenir português. No entanto, a mochila a abarrotar mais a mala de 23 kg que me aguardaria à chegada tiraram-me as ideias de compra de porcelanas frágeis da cabeça.

Gostei muito. Vou andar de olho nela da próxima vez que visitar o Aeroporto de Lisboa.



S.







Alquimia

Hoje sinto-me um bocadinho alquimista:




Há qualquer coisa de magico nos chás de folha solta. Especialmente agora que estão alinhados lado a lado, numa caixinha própria...



S.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ele há coisas... #25

É um facto. Portugal tem o céu mais azul da Europa.


A primeira coisa que noto sempre que regresso é esta luz e claridade intensas, que nem no verão a Europa do norte consegue igualar. 



E estes dias têm sido particularmente simpáticos para dois portugueses emigrantes cheios de carência de vitamina D. Ou apenas carência afetiva solar.






S.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ele há coisas... #24

Fiquei na dúvida se o Parlamento Europeu já está em meados de fevereiro ou se teve uma crise de identidade...



Num olhar mais atento, descubro que esta é apenas uma homenagem a um artista plástico checo, e que o coração néon foi originalmente feito por ele e colocado em Praga para celebrar a queda do regime totalitário comunista. Celebra-se agora 20 anos desde que o senhor ergueu o coração na capital checa.







Noutra nota, o PE decidiu celebrar o prémio Nobel da Paz colocando nos placards a toda a volta da entrada principal as fases da paz europeia. Bem no centro, e por cima do reflexo sêxtuplo do coração, está o contributo português para uma Europa melhor: a Revolução dos Cravos.






Pedacinhos de casa que vou encontrando...



S.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Olha, os macacos



Oh, fuck. Fuck!!

Ando há dois ou três anos a ansiar ir vê-los, estive quase para ter ido ao Super Bock em 2011, quase para ter ido a Madrid, quase para ter ido a Paris. Eu não ligo nada a concertos e ajuntamentos e música e pessoas em geral mas pelos Arctic Monkeys arrastava a minha pessoa até ao inferno do Meco e da Herdade do Pó.

Mas teria que viajar até Portugal (férias de verão antecipadas?...)... E depois teria que testemunhar gente bêbeda e crianças-adolescentes que nunca saíram de casa sozinhas e levar com um copo de cerveja ou dois e engolir muito pó e ir para lá muito cedo porque da última vez houve filas de 4 horas desde Lisboa ou acampar lá ou raios os partisse...

Decisões... decisões...

Porque é que tinham que ir ao SBSR? Porque é que não podiam ir ao Pavilhão Atlântico tocar para as pessoas normais e oh-tão-pegadas-ao-conforto?



S.