quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Eu estou a fazer de mulher, e tu?

Numa altura em que debatiam as diferenças entre sexo e género e os arrumávamos em duas caixas distintas - o sexo na caixa das diferenças biológicas, o género na caixa das características do que é ser homem e mulher numa sociedade numa determinada altura - veio a Judith Butler e baralhou isto tudo.
 
Até aqui (leia-se: anos 90) entendia-se que o sexo era naturalmente dado, o género era socialmente construído e assimilado. E isto ainda é uma distinção útil quando se fala disto das desigualdades e dos feminismos. O que Butler veio dizer foi que se calhar isto era uma distinção um bocado simplista.

Pois que o género é socialmente construído e portanto diferente consoante a sociedade e o período de que falamos. Os sapatos de salto alto já foram coisa de homem, e o cor-de-rosa foi durante algum tempo associado à masculinidade. Ainda assim, o género não é uma construção abstrata, ele é influenciado pelos traços biológicos do animal humano a que se refere. Uma parte substancial das regras do que é ser mulher na nossa sociedade atual ainda está muito relacionada com a capacidade da fêmea humana dar à luz: o instinto maternal que é suposto todas as mulheres sentirem, a sua função como cuidadoras principais dos filhos, todas estas regras não-escritas vão buscar a sua justificação à biologia.
 
Mas e se, propôs Butler, o sexo for tão influenciado pelo género como o género é pelo sexo? E se a biologia for tão construída socialmente quanto as regras do ser mulher e ser homem? E aqui é que uma pessoa franze o sobrolho e começa a achar que o debate já está a resvalar para o absurdo: como assim, a biologia é construída socialmente? As diferenças sexuais são naturais, estão à vista de toda a gente! (salvo seja). Não há como as influenciar socialmente.
 
Ah, mas o valor que damos a essas diferenças é construído socialmente e a sua lógica não tem nada de natural. E é quando percebemos isto que o pensamento de Judith Butler começa a ser tão brilhante.
 
Vejamos: a inveja do pénis, o conceito inventado por Freud que basicamente se explica sozinho: a inveja que todas as raparigas têm dos rapazes por eles terem pilinha e elas não. E o Freud fundamentou esta inveja na biologia, nas supostas características físicas do instrumento em questão. Mas este conceito só faz sentido numa sociedade que valoriza e inventou essas mesmas características para o pénis. O que é que há de tão espetacular naquilo? É um pedacito de carne que anda pendurado a maior parte do tempo, e por ser exterior até torna o seu dono mais vulnerável. Não seria mais lógico haver uma inveja do útero, um complexo de inferioridade que todos os rapazes tivessem por não conseguirem criar vida? Isso sim, é uma coisa espetacular. Mas ao pénis, símbolo diferenciador do género das pessoas dominantes foram conferidas toda uma série de características que de biológicas têm pouco: a força, a dominação, a pujança. Ide ver o texto da Gloria Steinem 'If Men Could Menstruate' para um desenvolvimento deste raciocínio (é curtinho e muito divertido). Deixo aqui só um teaser:
 
'Whatever a "superior" group has will be used to justify its superiority, and whatever an "inferior" group has will be used to justify its plight. Black men were given poorly paid jobs because they were said to be "stronger" than white men, while all women were relegated to poorly paid jobs because they were said to be "weaker." As the little boy said when asked if he wanted to be a lawyer like his mother, "Oh no, that's women's work." Logic has nothing to do with oppression.'
 
Voltando à Judith Butler e como ela baralhou ainda mais o binómio tão certinho de sexo e género. Ela disse outra coisa profundamente inovadora: o género não existe predeterminado nem abstrato. Ele só existe quando e porque é representado. Uma pessoa não é mulher porque os outros estabelecem à priori que ela é mulher; ela é mulher quando e porque representa o papel de mulher uma e outra vez, todos os dias, durante toda a vida (um homem, idem). Visto-me com as roupas que são associadas às mulheres, tenho o cabelo comprido como é típico de uma mulher, uso maquilhagem, depilo-me, arranjo as unhas, comportamentos associados ao ser mulher, estou a representar o meu género (no sentido de 'performing gender', atuar, como num palco): sou uma mulher. E isto só acontece porque o faço uma e outra vez.
 
Ou seja, estamos todos a viver uma gigante peça de teatro, ou a brincar às casinhas, 'eu faço de homem, tu fazes de mulher', a representar um papel que nos coube e que às vezes nos faz menos sentido do que outras vezes.
 
E apesar de isto ser uma teoria um bocado difícil de compreender na totalidade (quer dizer que só existe género porque todos o representamos, as regras só existem porque as cumprimos uma e outra vez? Mas então o género desaparecia se parássemos de representar? Seríamos o quê então, só humanos?), no seu essencial ela faz-me um sentido do caraças. Performing gender... Quantas vezes dei por mim a olhar para uma professora ou uma amiga, e a pensar 'O que é que te fez decidir usar esse colar? O que é que ele acrescenta à roupa que vestiste para sair à rua que tem a função primária de te proteger do frio?'. Ou quando decidi - ainda que de forma inconsciente e gradual - deixar de usar brincos no dia-a-dia: 'Esta ação diária que eu faço tirar e pôr estes alfinetes nas orelhas, qual é o propósito? É para quem? Que papel estou eu a representar? As minhas orelhas nuas não são suficientes?'. É por isso que acho esta piada tão brilhante:



Não me interpretem mal: eu não sou contra nada dessas coisas, nem quem as usa, e eu própria uso-as de vez em quando. E talvez até não esteja a incluir aqui o fator da beleza, decoração, sentido estético, que os seres humanos têm e que lhes faz sentir prazer em olhar para coisas bonitas (se bem que também se pode argumentar que esse sentido estético será influenciado socialmente). A minha curiosidade é mesmo uma curiosidade infantil e sem maldade, de tentar perceber porque é que eu ou os outros escolhemos fazer isto em vez daquilo, nos incomodamos a escolher usar isto ou aquilo que não tem um propósito justificado por necessidades primárias. A ideia de que estamos todos a representar o papel de 'homens' ou 'mulheres' faz-me muito sentido.
 
Por isso vão lá festejar o Carnaval e mesmo que não sejam grandes adeptos de mascarar, lembrem-se: façam o que fizerem, não dá para lhe fugir, estão a usar a máscara que usam o ano inteiro.




S.


     

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

This is fun, lof

A Time Out fez um questionário sobre quais os sotaques mais sexy deste mundo e quem ganhou, quem foi? O britânico.
 
De acordo, mas não esperava este resultado. O pessoal tem um fascínio um bocado estranho pelo italiano ou até pelo francês. Menos os americanos, que por acaso fascinam-se um bocado pelo sotaque dos primos do outro lado do Atlântico (se as constantes referências no Family Guy e New Girl forem indicação suficiente). Ah, espera... Time Out americana. Está explicado.
 
O The Guardian fez uma peça bem-disposta sobre a coisa e realmente o autor fala de uma coisa pertinente que o intriga: sotaque britânico, mas qual deles? Especificai, por favor.
 
' But there is one glaring problem.
 
What British accent does Time Out mean? Is it the upper class English-British of the Queen, Sir Roger Moore and Harry Potter?
 
Is it the earthy, northern-English-British of Sean Bean and the rest of Game of Thrones’s Stark family?
 
Or is it the rolling, Welsh-valleys-British of Tom Jones and Catherine Zeta-Jones and presumably a lot of other people called Jones?
 
Perhaps it’s the Northern-Irish British of Liam Neeson, George Best and Rory McIlroy?
 
One accent we can rule out is the Scottish-British of Sean Connery and Andy Murray. Confusingly, “Scottish” counted separately in the Time Out poll, coming in eighth. '
 
(Eu só acrescentaria ' Is it the youthful yet grave and deep-voiced Yorkshire accent of Alex Turner? ' - embora pareça que o está a perder.)
 
 
 
Claro que não se pode esperar muito de um questionário que mete 'latin-American' numa categoria mas separa 'Spanish' por alguma razão, ou fala do 'British' e 'Scottish' separados (a Escócia votou 'não' à independência há uns meses, olhem aí as sensibilidades). Nem de uma amostra que faz com que o sotaque americano fique em segundo lugar. Mas é divertido.




S. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

As alegrias de partilhar livros com estudantes passados

Este post também se podia intitular: "As coisas com que a minha cabeça se ocupa para evitar concentrar-se no que deve".
 
Requisitei um livro da biblioteca que foi, em tempos, claramente lido e sublinhado por um aluno alemão/austríaco.
 
Tenho assim significados alemães traçados a lápis por cima de termos ingleses. Pois que assim não só estou a ter lições de feminismo como aulas inesperadas de alemão.
 
Em três páginas, já aprendi que:
 
- 'hailed' é 'gefeiert';
- 'breakthrough' é 'Durchbruch' (por alguma razão esquisita esta palavra é parecida com diarreia em alemão, 'Durchfall', uma das poucas, também esquisitamente, que se me ficou das aulas de alemão do ano passado...);
- 'more recently' é 'in der letzter Zeit';
- 'just as much' é 'ebenso viel';
- 'ovaries' diz-se 'Eiestöcke', que me cheira bastante a 'bolsa dos ovos' ou assim.
 
Quem disse que completar um doutoramento era uma empreitada solitária, hum?





S.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A caminho de uma carreira como cat lady

Estava aqui a folhear as Páginas Amarelas sheffieldianas e não sabia que esta cidade tinha tantas 'catteries'. Nunca sequer tinha visto a palavra 'cattery' escrita, nem sabia que isso existia. Existem aqueles hotéis para animais, sim senhora, mas assim só para gatos desconhecia que fosse uma coisa que existisse. E tantos. O pessoal aqui deve ter mesmo muitos gatos. É a coisa que mais saudades tenho de ter. Poder dar festas a um gato, dar-lhe colo, ouvir 'miaau', apertá-lo com força até ele se zangar e me dar uma sapatada com garras de fora. Era a primeira coisa que fazia se não estivesse expressamente proibido no contrato de arrendamento: arranjar um gato.
 
Depois de ver tanta cattery nas PA pensei que fixe, fixe, era haver um gatil qualquer onde aceitassem voluntários, assim sempre saía um bocadinho mais de casa e aproveitava para matar as saudades de festas a gatos. E até há um gatil para gatos abandonados, sim senhora, e até aceitam voluntários, mas depois pensei melhor e ser voluntária num gatil deve ser um dos trabalhos mais ingratos do mundo. Deve ser horrível estar a limpar cocó de gato naquelas caixas de areia e ter gatos a passar por nós com aquele olhar mais sobranceiro que existe e que só os gatos conseguem lançar, sabem? como quando lhes tentamos captar a atenção e eles semi-cerram os olhos devagarinho e viram a cabeça para o lado. Os gatos são o animal mais ingrato do mundo. Ao menos num canil há a recompensa imediata da alegria canina pela atenção humana.
 
Por falar em sobranceria felina, no outro dia fui ao café dos gatos em Londres, o Lady Dinah's Cat Emporium, e não dá para acreditar no desprezo que se leva. Aquilo em teoria é o sonho dos meus sonhos: chá, scones, Londres, gatos, preenche todos os requisitos, mas depois na realidade é só triste. Triste porque se paga 6 libras só de entrada, tem que se reservar com antecedência, há limite de tempo para lá estar (90 minutos) e os gatos não estão nem aí. Enquanto esperávamos por uma amiga observei durante uns bons minutos pela montra o ambiente do café e comecei logo a suspeitar que aquilo ia ser um falhanço porque havia vários gatos mas estavam todos a dormir, bem longe do alcance dos groupies humanos. Acho que nós ainda tivemos um bocado de sorte porque durante a nossa hora e meia dois gatos acordaram e estiveram a desfilar pela sala - como também só os gatos sabem desfilar - e lá se aproximaram um bocadinho de nós. De resto foi dar festas nos gatos que dormiam pelas mil e uma plataformas, cestos e recantos que por lá havia, - e que nem um olho se dignavam a abrir - e é se queres aproveitar um bocadinho da experiência gatil. E ainda por cima nem nos deixam pegar nos bichanos ao colo, o que, suspeito, deve ter tanto que ver com o bem-estar dos animais como com as preocupações paranóicas do health and safety (mandaram-nos lavar as mãos antes de entrar - sim, é este o nível de universo paralelo daquele café em particular e desta terra em geral).
 
Acho que vou ter que pôr as minhas fascinações felinas em suspenso por uns tempos, assim não há condições.

 
'Sou um gato e estou-me a cagar que tenhas dado 6 libras para me ver. Aliás, devias era ter dado 10.'




S.  

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Thanksgiving primaveril

Hoje é o primeiro dia em vários meses em que o sol  realmente aquece a sala através da vidraça. Ainda não liguei o aquecimento mas estão 20° cá em casa. Já anoitece depois das 17h. Acabei a minha primeira semana de facilitadora de estudantes e a coisa correu melhor do que estava à espera. E pensar que tive tantas dúvidas sobre isto. Vou voltar a correr depois de duas semanas parada por causa da tosse. O semestre da primavera vai começar esta semana e eu vou ter aulas sobre feminismo. Há passarinhos a cantar lá fora, também contentes com o sol que aquece, embora ainda haja montes de neve pelos cantos da rua. Vou a meio do segundo livro de Harry Potter versão bilingue. Afinal a minha confirmação de doutaramento é só em setembro em vez de maio, o que me dará tempo para fazer um melhor trabalho do que antecipava. A hora está quase a mudar. Tenho chocolates Lindor na mesa. Tenho quem me leia histórias em voz alta - e goste. Descobri o The Office versão alemã. Tenho cada vez menos entusiasmo pelas redes sociais, blogs e afins. Amo a língua inglesa como nunca.   




S.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

In our faces

A ver o filme pela primeira vez, cheguei à conclusão que o Dirty Dancing é o 50 Shades of Grey dos anos 80. A única diferença é que entretanto desistimos das metáforas.




S

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Minha rica cunha

Estou neste momento na biblioteca da LSE, tentando concentrar-me na minha leitura mas falhando redondamente, porque não consigo bloquear a conversa de duas betas de Cascais de como com a sua educação LSEiana conjugada com as connections da mamã, vão ter uma grande vantagem no mercado de advocacia português.
 
Acho que devo ter vomitado um bocadinho para dentro.




S.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O frio está nos ossos de quem o sente

Hoje acordei e deparei-me com este cenário:


Aaaah, que bonito, tudo branquinho! Mas só é bonito porque hoje não tenho que sair de casa. E só tenho planos para correr na rua no sábado.
 
Por falar nisso, este fim-de-semana fui outra vez à floresta correr. Sheffield estava com bocaditos de neve nos passeios por isso o meu destino foi fácil de decidir. Os senhores do tempo disseram expressamente que ia nevar durante a noite mas "will not accumulate". Que mentira. Não acumulou como a foto em cima, mas havia brancura nos passeios. E eu fui os 15 minutos entre minha casa e a floresta a correr à pinguim, devagarinho e a levantar muito os pés com medo de escorregar.
 
Mas, caneco, se valeu a pena. A entrada da floresta tem um caminho de alcatrão e esse estava gelado. Mais um bocadinho de pinguinismo e uma ou outra escorregadela imperceptível.


Para cá logo aprendi e vim pela erva nevada.
 
Mas quando aquilo passou para terra batida foi o céu. Correr na neve fofa é espetacular. É divertido, não tem o impacto que o alcatrão ou os passeios têm nas articulações, e o treino passa a correr porque uma pessoa fica deslumbrada com as paisagens à volta.






É um treino mais lento, não só porque o caminho por entre a floresta é sempre a subir, mas porque ando sempre a parar para admirar a vista e tirar fotos. Ainda por cima estava um sol brilhante e bonito, com tanta gente a passear os cães, a passear-se a si e aos filhos, a correr, a fazer BTT, ou na esplanada (!). Os Sheffieldianos apreciam o ar livre, quer-me parecer, e estão se a marimbar para o frio, só felizes porque não chove.
 
Quanto mais me embrenhava na floresta mais abundante era a neve, até que comecei a achar que estava num postal de Natal.




Era hora de voltar para trás mas só me apetecia continuar porque queria descobrir o que estava além daquela curva, além daquele morro, além daquelas árvores.
 
E depois ganhei tanta sede que queria água e não tinha, ainda por cima com o rio a correr ao meu lado o tempo todo. O rio! pensei eu, É isso mesmo! E fui beber água gelada ao riacho que ali passa. Soube mesmo bem, quem precisa de bebedouros ou garrafas de água à cintura quando se tem água pura aos pés. Fiquei foi o resto do caminho com a mão que fez de tacinha gelada, mas who cares.
 
Saltei mais uma vez as pedras do rio, bebi mais um bocadinho de água fresca e passei por um lago congelado, antes de sair da floresta e subir para casa.
 


 
 
Foi um dia bom. Enlameado, apercebi-me ao fim, mas bom.
 
 
 
 
S.


 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Esta rapariga consegue

Não sei se já viram o vídeo promocional, acho esta campanha espetacular.


This Girl Can é uma campanha que tenta promover o desporto, o exercício físico, o 'mexer-se' para todas as mulheres.
 
Isto parece um bocado aborrecido e mais do mesmo mas a parte fixe aqui é que a campanha quer que isto do mexer-se seja mesmo para todas as mulheres, mulheres cheínhas, mulheres sequinhas, mulheres com celulite, mulheres com carnes a abanar, mulheres com ossos espetados, mulheres que são boas num desporto, mulheres que não são boas mas que gostam de um desporto, mulheres que querem experimentar um desporto, mulheres que querem fazer exercício sozinhas, mulheres que querem fazer exercício em grupo. 
 
O importante, e o que esta campanha celebra, é o ultrapassar a barreira do julgamento de terceiros. E numa sociedade em que as mulheres são avaliadas constantemente e crucialmente pela aparência, e pela relação podre que isto nos leva a desenvolver com o nosso corpo, isto do julgamento de terceiros é mesmo fundamental na decisão de mexer ou não mexer.
 
Um exemplo pertinho de casa: levei bastante tempo a passar do correr no ginásio para o correr na rua, e tenho a certeza de que se não fosse num contexto em que já estava desenraizada de qualquer das formas e em que ninguém me conhecia (Bruxelas), nunca o teria feito. As apitadelas em Portugal confirmam este medo do julgamento: ainda não é muito comum ver uma rapariga a correr sozinha pela beira da estrada fora.
 
Parece-me que tudo o que tente convencer as mulheres de que mexer-se pelo prazer de se mexer, e não como um castigo pela fatia de bolo de chocolate que se comeu no dia anterior, ainda é pouco. Suar é espetacular e combina com o feminino, sim senhora. Nós mulheres também somos animais, sabiam? E temos um corpo que faz coisas incríveis para além de equilíbrio em saltos de 10 cm.
 
 
 
 
S.