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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Kobo revisited

Ando um bocado furiosa com isto dos e-readers porque desde que me meti na app do Kindle que vejo que comprar qualquer outro e-reader que não o dito cujo foi uma má decisão.
 
É que, vamos lá ver, a sério?




Já não é a primeira, segunda ou mesmo terceira vez que isto me acontece com livros eletrónicos.
 
Tenho o Kobo, próprio para ler, com e-Ink, levezinho e pequenino e extremamente prático, mas tenho andado a ler no tablet através da app do Kindle, a levar com ecrã luminoso e impróprio para longas horas de leitura (já basta as que passo diariamente a ler para o dout.), porque é a Amazon que tem a maior seleção e os melhores preços em termos de e-books.
 
(Ainda por cima agora tenho a porcaria do Amazon Prime, que me dá livros eletrónicos grátis sempre que escolho entregas sem urgência de outros produtos. E vivo num país onde há Kindles ao pontapé em tudo o que é loja.)  




S.   

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

À terceira é de vez

Agora que já criei a minha nova rotina à volta das leituras para o doutoramento, consegui voltar a incorporar alemão na minha vida. Com sucesso, posso dizer com confiança, porque a língua já faz parte da nova rotina e já aguentou o passar da novidade, portanto é para ficar.
 
Eu sei exatamente o que preciso para que a terceira tentativa de incursão no alemão seja bem sucedida. Livros de exercícios não é, aulas também não, cursos online ainda menos. Preciso de ler muito, mesmo muito, para que as construções das frases comecem a fazer sentido, as palavras comecem a repetir-se e a aprendizagem se torne o mais intuitiva possível, sem que eu saiba como lá cheguei. Mas como ler com um dicionário ao lado é contra-producente e extremamente aborrecido, o que eu preciso é de ler textos bilingues. Ir lendo o texto em alemão e deixar o olhar deslizar de vez em quando para o lado, para a língua familiar, sempre que estiver mais perdida. Preciso portanto de uma história que eu conheça de trás para a frente, que ainda me dê prazer lê-la, nas versões inglês e alemão.


Exato, nunca houve dúvida de que livro teria a honra. Já tinha tentado uma vez lê-lo em alemão mas não funcionou. Tinha mesmo que ser versão bilingue.
 
Mas não há versão bilingue.
 
Procurei e procurei em todos os canais que me lembrei porque com a popularidade destes livros suspeitei que isto existisse oficialmente, ou que pelo menos já houvesse alguém que tivesse tido a minha ideia, mas nada.
 
Não há, inventa-se. Foi o que acabei por me mentalizar que teria que fazer. Aprender a formatar dois textos de forma a aparecerem exatamente lado a lado numa página e depois transformá-los num ebook.
 
O NOVA Aligner, software dos tradutores, tornou-se o meu melhor amigo. Aquilo alinha automaticamente o melhor que pode os dois ficheiros .pdf mas como os ficheiros vêm de fontes diferentes não bateu quase nada certo. Gastei preciosas horas de vida a alinhar frase a frase o livro.
 
No final, valeu muito a pena. Voilá:



289 páginas de texto alinhadinho, em alemão e inglês. O meu livro de Harry Potter bilingue! :')
 
Já o li, acompanhado da versão audio em alemão, para entender os sons e mergulhar duplamente na língua. Estou muito feliz e sinto que é desta que encarrilo.
 
Agora tenho mais 6 livros para ir alinhar.
(Tenho só que meter cada frase de diálogo por linha e ficam perfeitos.)




S.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

I got 99 problems but weight ain't one



Já há muitos anos que não vou. Não há altura que me parta tanto o coração de não estar em Portugal como este fim de maio/inícios de junho, por causa das barraquinhas brancas alinhadas pelo Parque Eduardo VII abaixo.

Mas uma vez que em julho vou ter muito tempo também fui à feira do livro. Mas como vou ter pouco espaço, fui virtualmente.


Feminismos:











Historicismos:





Humorismos:




Ficcismos:







Corridismos:



Linguismos:




Nerdismos:




Outrismos:






Sou capaz de me ter excedido, mas bom, que se lixe. Não tarda os meus hábitos de leitura vão ser controlados por forças exteriores à minha vontade, é bom que aproveite agora.




S.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Gym motivation: Unlocked

Vou a caminho dos seis meses seguidos inscrita num ginásio e a frequentá-lo pelo menos duas vezes por semana, o que é um verdadeiro feito considerando o meu historial de sedentarismo/preguiça. O facto de ele ficar perto de casa ajuda mas não explica o fenómeno na sua totalidade. Mas há um aparelhozinho que contribui com o resto da explicação e que mantém oleada a mola que me faz saltar do sofá ou da cama para ir passar cerca de uma hora a mexer as pernas:




É isso mesmo. O Kobo volta a figurar no meu top de adorações. Desta vez, em forma de motivador de exercício. Mas a história toda tem que ser conhecida porque envolve uma boa dose de hipocrisia.

Tinha já reprarado várias vezes nas pessoas que levavam para o ginásio livros e que passavam muito tempo numas bicicletas que parecem poltronas e cujo esforço para movimentar sempre me pareceu extremamente pouco. O meu reflexo do julgar-antes-de-analisar vinha à tona sempre que eu via alguém absorvido na leitura, recostado na sua poltrona-bicicleta e dava-me para pensar com desdém: "Pff, ler e fazer exercício nunca podem combinar. Ou se está concentrado numa coisa ou na outra, impossível fazer as duas bem". E lá continuava eu a pedalar/dar à perna com redobrada energia, como que a provar a mim mesma que não, eu é que estava a fazer aquilo acertadamente.

Entretanto, e como toda a gente que já frequentou um ginásio sabe, aquilo começa a embrutecer a mente. Ou seja, o esforço físico começa a não ser tão penoso quanto o aborrecimento que é estar a ver os minutos a passar lentamente e uma pessoa acaba por se fartar rapidamente. Os programas de TV nunca foram excecionalmente apelativos (tirando o facto de que ali era a única vez que eu conseguia apanhar telejornais belgas e ainda cheguei a ver uma ou outra reportagem interessante sobre as eleições comunais) e cheguei a levar música minha para ver se animava aquilo mas sem grande sucesso. Até que houve um dia em que, contra o meu melhor juízo, fui experimentar as bicicletas-poltronas e... adorei. Que maravilha recostar para trás e só dar à pata! (quero acreditar que foi porque estava especialmente cansada nesse dia). Só que aquilo ainda é menos animado que o resto dos aparelhos e portanto comecei a pensar que fixe, fixe, seria ter qualquer coisa que me distraísse do cronómetro, que ajudasse o tempo a passar mais rápido. Alguma coisa do tipo, um livro... talvez?

E foi assim que o Kobo me passou a acompanhar nas sessões de ginásio. Melhor ideia não podia ter tido! Da primeira vez que o levei sentei-me nas bicicletas-poltronas e fiz meia-hora sem reparar. Meia-hora não é nada de espetacular naquelas máquinas da preguiça, mas o que me surpreendeu foi a rapidez com que essa meia-hora passou. Isto porque o Kobo e as máquinas daquele ginásio (talvez de todos, não sei) têm um casamento muito feliz: as máquinas têm uma espécie de prateleira pequenina no mostrador, onde eu coloco o Kobo, e o Kobo tem a altura e a largura suficiente para tapar o cronómetro mas para deixar a barra circular livre, que me dá uma ideia da percentagem de tempo que já cumpri. Um livro seria sempre muito mais trapalhão, já que é mais grosso que a prateleirinha, e as páginas normalmente não se sustêm sem as estarmos a agarrar. E além de me ajudar a passar o tempo no exercício, ali está uma hora sem distrações que devoto à leitura, o que às vezes é complicado em casa devido à supra-distração que dá pelo nome de internet.

É por isso mais uma ode que aqui deixo aos leitores de livros eletrónicos, vulgos e-readers, ode essa muito merecida. Mais uma boa razão para considerar deixar de parte os calhamaços de papel e abraçar a tecnologia. Que no fundo só vem facilitar a vida (é para isso que ela serve, afinal).




S.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O bicho da leitura volta a atacar

A minha vida tem se resumido a praia, piscina e leitura como se não houvesse amanhã. De maneiras que ando o mais desagarrada disto do blog e dos Facebooks como nunca. Quem mais beneficia com este facto é o meu bicho da leitura, que se tem revelado na sua plenitude máxima por entre mergulhos refrescantes e pés na areia. E o resto é conversa (literalmente).

(Neste momento navego em Salem, tendo alternado entre o mundo dos Tudor e a frieza de S. Petersburgo e  dos autores russos, passando por uma viagem à América de meados do séc. XIX. E outros 60 já me esperam guardadinhos na biblioteca eletrónica do meu maravilhoso melhor amigo, Kobo.)


S.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre o Kobo

Agora que passou um mês e meio desde a sua compra bastante ansiada e atribulada q.b., está na altura de fazer uma review sobre o meu e-reader Kobo. No fundo, dizer o que gosto e o que me aborrece neste novo mundo dos livros digitais.

Posso dizer que quando fui a Manchester, roí-me toda de inveja por ver que aquela gente tem Kindles à sua disposição para compra por tudo o que é loja de eletrónica. Porquê, oh porquê que eu não aproveitei quando lá vivia...! Mas a minha inveja tornou-se em sobranceria quando reparei que, lado a lado com Kindles estão Kobos, e que estes lhes custam para cima de 150 libras, e eu comprei o meu por 99 euros. Toma lá.

Duas coisas fazem-me preferir o Kobo ao Kindle: o ecrã tátil do primeiro, e o facto de não estar escravo da Amazon (ou no caso do Kobo, nem da Fnac que é a sua loja-mãe). O facto de eu poder virar páginas com um toquezinho do dedo torna a experiência de leitura muito mais intuitiva do que se o fizesse num botão. Mas o mais agradável é poder tocar numa palavra qualquer de um livro e ver instantaneamente o seu significado. Mas já lá vamos a esta última.

Toca a dividir isto por temas, para se tornar um guia útil para alguém que esteja a pesar prós e contras quanto a aquisição de um destes meninos:


Vantagens em relação aos livros de papel:

- o peso e a finura: consigo facilmente ler no Kobo com uma só mão a segurá-lo, não preciso de estar a forçar com as duas mãos para ler no meio dos livros ou segurar páginas, e apoio-o facilmente no colo ou nos joelhos. Resumindo: dá mais jeito para se segurar enquanto se lê;

- o armazenamento: acho mesmo que este deve ser uma das, se não a maior vantagem destes aparelhos. Mas tem o valor que lhe quisermos dar. Para mim, que abomino ter coisas, fisicamente, coisas que ocupam espaço em casa e em malas quando se muda de casa, é perfeito. Diria que 95% dos livros que leio não lhes mexo novamente; então para quê tê-los a ganhar pó em casa? Grande, grande ponto a favor. Não faço ideia quantos consegue armazenar - depende do tamanho dos mesmos - mas centenas cabem ali à vontade. A página principal mostra sempre os cinco últimos livros em que mexemos, portanto não há o perigo de nos perdermos na imensidão da biblioteca digital;

- o dicionário: o inglês, por razões profissionais, académicas e mesmo de interesse pessoal, substituiu há alguns anos o português no top das línguas em que mais leio. É uma coisa que tento contrariar conscientemente, e há autores portugueses que amo de paixão, como Saramago e os romances históricos da Stilwell, mas os meus interesses literários são muitas vezes anglófonos. E recuso-me terminantemente a ler traduções quando consigo ler o original. Isto tudo para dizer que é frequente aparecerem palavras cujo significado seja mais dúbio, e que compreenda o que o autor quer dizer, mas que quero saber exatamente como e onde se utilizam. Num livro normal, estas são palavras que nunca na vida me ia dar ao trabalho de procurar no dicionário ou no Google. Mas o Kobo tem uma maravilha de aplicação que é um dicionário incorporado: está-se a ler um livro, toca-se numa palavra durante dois segundos e puf, aparece a definição da mesma. Útil, útil, útil.

- a instantaneadade (?): ter o livro na hora, no fundo. Apetece-me ler uma obra qualquer, pesquiso-a no Google para ver se há em formato livre, procuro na Amazon para saber se vale a pena comprar. Se valer, pago-a e tenho-a no meu computador para descarregar na hora. Nada de esperar alguns dias até chegar pelo correio, e potencialmente ir levantar a encomenda ao posto de correios mais próximo (ou não) até poder ler o dito cujo;

- clássicos gratuitos: literatura da boa, incluindo praticamente todas as obras mais aclamadas desta arte, estão disponíveis online para download grátis. Acho que tem qualquer coisa que ver com o direitos de autor expirados ou assim (os do Saramago não se encontra, por exemplo), e isto tem me feito experimentar ler coisas que, se tivesse que investir numa compra, não o teria feito. 



Coisas que me aborrecem no Kobo

- o dicionário: não é o dicionário em si, é mais a falta de dicionários que não seja o inglês. No outro dia estava a tentar ler um livro em francês e tinha-me dado muito mais jeito o dicionário incorporado que me conseguisse dar as definições de palavras na língua francófona. Fui à net pesquisei e descobri que há muita gente chateada como eu, e que, ah e tal, os fabricantes do Kobo estão a trabalhar para arranjar dicionários em mais línguas brevemente. Fiquei levemente frustrada por ver as minhas tentativas de melhoramento do meu francês saírem furadas;

- o preço dos e-livros: é inexplicável e completamente ridículo que um livro que esteja para sair na Amazon tenha um preço duas libras mais caro na sua versão eletrónica no que na sua versão capa-mole. Ridículo! Um livro eletrónico não gasta papel, não tem que ser transportado, não tem custos de impressão. Não tem custos de nada, diria! Apenas os da propriedade intelectual. Mas esses também o livro de capa-mole tem. Ainda há um caminho a percorrer nisto dos livros eletrónicos e cartéis para demolir (a UE já lhe cheirou a price-fixing ilegal, é favor castigar essa gente, que eu quero livros eletrónicos a preços justos). Até lá vai-se sendo compensado pelos clássicos grátis;

- fraca disponibilidade em português: pois é, o mercados dos livros eletrónicos em português está ainda na sua infância. Isto faz com que poucos sejam os que consigo encontrar, mesmo comprando, em formato digital. O que significa que ainda não pude abdicar do papel completamente.



Coisas que, não me aborrecendo, podem aborrecer outrém

- a fácil maleabilidade: o facto de podermos ter num só aparelhinho centenas de livros significa que é mais fácil saltar entre uns e outros e não haver focagem. Dei por mim a desistir de dois livros porque simplesmente não me estavam a prender a atenção nem a suscitar curiosidade e a partir para outro. Uma vez que não gastei dinheiro nos mesmos, nem me ocupam espaço numa prateleira, nem tive que esperar por eles, faz com que tenha muito menos pachorra e espírito de sacrifício na sua leitura. Também pode acontecer a pessoa não querer largar de todo o livro que está a ler, mas ter a curiosidade de começar outro simultaneamente. Para quem se distrai com facilidade, o Kobo pode não ser uma coisa boa.


Outros

- o Kobo tem uma funcionalidade que é a de sublinhar coisas. Com o dedo dá para arrastar uma espécie de marcador sobre a frase que se quer e guardar esse sublinhado. Dá jeito;

- este e-reader não é de todo uma espécie de computador (como eu temia), que demora algum tempo a ligar. É mais comparável a um telemóvel ou a um iPad. Tem um botãozinho em cima que se desloca e nos dá imediatamente a página do livro onde estávamos a ler. Mesmo que se troque entre livros, o Kobo guarda sempre a última página onde se esteve, o que também é útil.

- já li num parque, com luz do meio-dia, já li em casa, já li na cama com luz fraca. Não parece que estou a ler num ecrã, a luminosidade é sempre a mesma e equivalente a uma folha de papel. Bem diferente de ler num computador ou num iPad.


Acho que é isto. Espero ter ajudado a esclarecer alguém que esteja em dúvida quanto a comprar um e-reader. Na minha opinião, valem muito a pena. Noto que tenho lido mais pela conveniência que o Kobo me traz (ainda que não tanto como gostaria, mas o coitado não tem culpa das minhas deambulações internautas) e isso para mim é a prova mais óbvia de que ele me é útil.





S.