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domingo, 14 de setembro de 2014

Este é mais um post sobre malas feitas



Mais uma mudança, mais uma foto de malas feitas. Tinha grandes desígnios de atingir um nível de minimalismo quase perfeito desta vez mas acho que não foi atingido. O volume continua a ser praticamente o mesmo.
 
Com morada já certa - novidade desta mudança! - amanhã vou ter a experiência surreal de enviar encomendas para mim mesma, contando lá chegar primeiro do que elas.





S.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

De malas feitas e bilhete na mão

A atividade que me estava a causar tanto comichão, tanta preguiça, tanto adiamento e tanta ronha já está acabada. Foram três dias intensos de arrebanhar tudo o que há dentro de prateleiras e gavetas para dentro de malas (e uma caixa, coisa inédita). Apeteceu-me chorar de alívio por ter cabido tudo o que queria levar nos pacotes que contava levar. Metade vai no avião, outra metade pela Chronopost, quando houver casa lá, de forma que não foi só enfiar coisas em malas, houve que pensar sobre o que será preciso a curto prazo e o que se está à vontade para esperar uns dias.

Este processo de fazer as malas, bem mais intenso do que o de há ano e meio para Londres, mas menos atabalhoado que com menos stress do que o há 9 meses de Londres para cá, deu para concluir uma coisa: não sou tão desapegada das minhas coisas como gosto de pensar que sou. A verdade é que é-me impensável viver sem coisas que provavelmente até são dispensáveis. E apesar de termos conseguido arrumar tudo em quatro malas + uma caixa, a verdade é que há muito sapato, muita roupa, muito utensílio que poderia ser considerado supérfluo.

Não quero saber. Vou mudar de casa e de país, se quiser levar a minha panela de pressão ou as minhas duas mantinhas da Primark estou no meu direito, ora. Os senhores dos aviões é que deviam saber isso. E deviam abrir exceções para pessoas com bilhetes só de ida.

Devaneios à parte, um enorme peso saiu-me de cima. Agora é tamborilar dedos na mesa e bater o pé de mansinho enquanto se espera pelas três da manhã de domingo. Mas isto passa depressa - oh, se passa! - por isso é preciso é brincar muito com o cão, aproveitar este sol maravilhoso de primavera e passar algum tempo com a família. Porque o domingo está mesmo aí.





S.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

"Olá, o meu nome é S. e eu sou efodiofóbica"

“Porque mostrei enfado com as diligências necessárias para despachar a bagagem, considerou que sofria de horror aos preparativos das viagens, rotulando-me de efodiofóbico.” - Antero de Quental

É sempre bom darmos o nome às coisas. E eu, há semanas a adiar começar os preparativos para a mudança, tornei-me claramente uma efodiofóbica. Mas é bom saber que não estou sozinha; pelos vistos também acusavam Antero de Quental de o ser. Quantas mais alminhas andarão por aí sofrendo desta fobia esquisita sem o saberem, interrogo-me eu. A partir de hoje, menos uma.

Faltam duas semanas, a verdade é que tenho tempo suficiente. Mas as malas de Londres já estavam a ser preparadas um mês antes de eu partir (eu aí ainda não era efodiofóbica). E assim é que deve ser, porque estas coisas levam tempo. Não é só enfiar a roupa nas malas no dia antes. Elaboradas relações de peso-espaço-utilidade vão ter de ser calculadas, extensas listas de coisas a levar vão ter de ser escritas, roupa terá que ser ordenada por estações do ano e por nível de utilidade agoraagora-duranteospróximosmeses-verão (seja lá quando ele for em Bruxelas). 

Adivinham-se decisões de vida ou morte ou, pelo menos, de partir o coração (por exemplo: tenho duas latas de chocolate em pó, uma da Twinings outra da Nestlé, qual levar, meu deus? A máquina das waffles é para ir ou é uma blasfémia levar semelhante objeto para a terra que inventou as ditas cujas?)

Tudo isto demora o seu tempo. E estas decisões não podem ser tomadas de ânimo leve, têm de ser pensadas. Muita roupa para lavar. Certinhos na lista para escrever. Desencantar roupinha que já não se usa para vestir nos últimos dias cá, para não sujar a que já está guardada na mala. Os dias para me esquivar estão a acabar. Daqui a 7 a tarefa monstruosa tem de estar começada.









S. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

35 jantares, 35 adormeceres, 35 acordares, 35 almoços, 5 semanas

Com a graduation feita e com o capítulo de Londres encerrado, é agora tempo de programar o próximo com mais rigor. Data de início já tem: dia 26 de fevereiro já será noite passada em solo de Bruxelas (qual será o adjetivo relativo a Bruxelas, bruxelense? É coisa para ir investigar para alargar o meu campo lexical relativo a esta cidade).

Falta portanto um mês. 35 dias de impaciência acrescida. O espírito começa a escorregar para lá mas o corpo continua aqui, bem como algumas responsabilidades profissionais. É aquela fase chata da transição, necessária e com laivos já familiares. Malas que ainda não podem ser feitas porque a roupa a empacotar será a que ainda se veste no dia-a-dia (ao contrário de em Londres, que só levei roupa de inverno, mas que num setembro português não era ainda precisa e podia ser arrumada com muita antecedência).

Começa o racionamento das coisas, "Não vale a pena comprar isto porque depois temos de levar e todo o kg e cm3 na mala é precioso", "Não vale a pena comprar um pacote de arroz de 5kg porque só cá vamos cozinhar mais um mês". Comprar livros é proibitivo. Os que tenho em lista de espera terão de ser lidos antes de partir, encomendar livros para só os ler daqui a dois meses e ter de ocupar 500g numa mala cheia de roupa grossa de inverno é crime.

Preparação de jantares de despedida começam a tomar contornos nítidos. As conversas com amigos acabam agora invariavelmente com "Ver se combinamos alguma coisa antes de eu me ir embora". O bicho surpreendentemente social (pelos meus padrões) em que me tinha transformado nestes últimos meses vai hibernar. A acumulação de energias de amizade torna-se agora uma obsessão necessária para sobrevivência. O Skype vai sendo afinado. O microfone e a câmara do PC também. Os livros de francês já se encontram num montinho em cima da mesa, à espera de serem revistos.

Não é certo que 35 dias seja muito tempo. Também não é certo que seja pouco. Neste momento, é o que falta objetivamente e com o que posso contar. E isto dá uma sensação de definitivo à coisa que ainda não tinha sentido.






S. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fecha-se um ciclo

Há 9 meses era assim:


Hoje é assim:


Mais caos, mais coisas, mais stress. Uff, nunca mais chega sábado, bolas!


S.