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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Outra blasfémia, outra heresia, outro palavrão

Por falar em tradições de pastelaria que já não são o que eram (ou que começo a desconfiar que nunca chegaram a ser), num ano quase inteiro que vivi em Londres nunca comi scones. E isto é uma coisa que eu tenho muita vergonha em admitir. Não foi por esquecimento ou por recusa (eu gosto mesmo muito de scones) mas porque nunca os vi a serem servidos em cafés ou pastelarias.

Posto isto, não sei se um dos símbolos vendidos como o supra-sumo da Britishness é na verdade falso, ou se Londres tem pouco de British, ou se fui eu que andei de olhos fechados durante dez meses.

Em contrapartida, em Bruxelas já devo ter comido scones umas quatro ou cinco vezes. 

Não é só o clima que anda todo trocado, está visto.





S.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aparentes paradoxos


  • Em Inglaterra não vi nenhum veado, apesar disto
             e de ter estado na terra disto



                         e, no geral, de ser a terra oficial deles.

  • Em Portugal, todos os dias durante 3 anos passei de autocarro perto de uma quinta com veados, à entrada da A21 (!!!, eu sei), e fui correr (2 vezes, para aí, mas contam) a um parque onde os há, em pleno centro da vila aqui do sítio (outro !!!).

  • Em Portugal, o único bolo que me dignava a fazer e a esperar os 30 minutos que demorava no forno, eram scones. 
  • Em Inglaterra, terra de scones por excelência, não comi nenhum. Não vi sequer à venda um que fosse. E eu que bebia tanto chá...

  • As minhas séries preferidas são as britânicas. Americanas, só mesmo em casos extremos de bons actores, argumento, ou aborrecimento.

  • Em Inglaterra, nem uma vi, ainda que as tivesse disponíveis na TV 24/7 (Tudors no PC não conta).

  • Não gosto de poesia, mas Fernando Pessoa fascina-me como nenhum outro escritor.

E pronto, é isto. Não fosse o ser humano cheio de paradoxos e incoerências e o mundo seria uma chatice de tão previsivelzinho.



S.