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domingo, 10 de março de 2013

The gods have gone mad - again

Oh valha-me deus. Isto é inédito, até para os padrões marados do clima bruxelense.



Estamos em meados de março, porra! Chega de sinais de menos atrás dos números!

De recordar que nem há uma semana tivemos temperaturas de 17º. Estamos perante uma amplitude térmica de quase 30 graus, portanto.

Isto já não é bipolaridade; é esquizofrenia temporal.



S.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A precipitação indecisa

Ontem, quando vi na meteorologia que davam sol/nuvens/chuva/chuviscos/granizo/neve, revirei os olhos e pensei: "Típico. Assim também eu sou meteorologista. Não sabem, não metam nada, agora meter os fenómenos climatéricos todos é ridículo."

Guess what...

No meu caminho para casa apanhei chuva, está certo, mas também granizo e neve com força. Sendo que às vezes caíam os três ao mesmo tempo... Mas mais em ciclo (às vezes não percebia se estava a chover ou a cair neve).

Está um tempo indeciso, portanto. Se bem que a máxima de -5 graus que o fim de semana trará cheira-me que vai esclarecer o tipo de precipitação que aí vem...




Espero que nos -5º ela já acumule no chão...



S.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Impermeabilidade azul escura

Desde que a minha capa extremamente impermeável, extremamente comprida e extremamente azul chegou pelo correio, que andava a ansiar que chovesse. Andar a ansiar que chova já de si é estranho, andar a ansiar que chova em Bruxelas em outubro é simplesmente absurdo porque todos os dias chove. Mas tivemos aí uns cinco dias de sol, de forma que foi esquisito. E deu para ansiar. Saía eu de manhã para rua, pimba, levava logo com raios de sol nos olhos. Duas ou três vezes, enquanto conduzia a bicicleta e franzia o sobrolho tentando evitar o sol que brilhava de frente, pensei: "Mas queres ver que eu devia era ter comprado uns óculos de sol em vez de uma capa..." Foram uns dias bem estranhos. Choveu, entretanto, mas nunca enquanto eu fazia as minhas viagens de commuting, pelo que a capa se manteve dobradinha na minha mala, à espera de ser estreada.

Ontem, quando o despertador soou tive que olhar três vezes para relógios diferentes para me certificar que já era mesmo hora de levantar. Estava escuro lá fora. E os carros quando passavam faziam o "ffffssh" característico das rodas a passar em estrada molhada. Era desta que a capa ia ser estreada!

Er... Não correu muito bem. Rapidamente descobri que pedalar à chuva não é das sensações mais fabulosas deste mundo. Assim que vesti a capa, olhei com orgulho o facto de me tapar da cabeça aos tornozelos, e fiquei toda fanfarrona por ter metro e meio (acho que esta capa era suposto tapar um adulto até aos joelhos, mais coisa menos coisa). Apertei o carapuço e lá fui eu. Mas não contei com duas coisas um bocadinho, digamos, chatinhas:

- As mãos e os antebraços ficam de fora: tirei as minhas luvas e guardei-as para não as molhar porque tinham uma pele muito fofinha de pêssego e eram novas e tal - ERRADO. Não molhei as luvas molhei as mãos. Cheguei ao escritório com os dedos engelhados (!) e a parte do antebraço que a capa não tapa - porque é um poncho - toda encharcada.

- A cara vai, digamos, nua: a cara, senhores, a cara... Mesmo resolvido o problema das mãos através das luvas e de um casaco mais grosso para não encharcar os pulsos/antebraço, com a cara não dá para fazer nada. Nem mesmo, vá, o desvario de um lenço à volta da cabeça serviria pois eu tenho que ver a estrada! E levar com chuva nos olhos, indo a franzir o sobrolho porque desta vez não é o sol mas sim a chuva a perturbar a visão não é muito bom, não senhor. Imagino sempre que os automobilistas me olham com pena, do tipo "Oh coitada, lá vai a menina à chuva e ao frio, enquanto eu vou aqui no meu carrão de ar condicionado e rabinho sentadinho nesta espécie de sofá pessoal". Mas depois eu ultrapasso a fila toda de carros presos no trânsito infernal por causa da chuva e acho que lhes passa a pena toda.

Este último problema da cara descoberta ainda é um problema. Acho que ainda ninguém inventou a solução para evitar a chuva a bater nos olhos por causa da deslocação do ar que não envolva um capacete de mota daqueles enormes e com visor. Porque o resto, está resolvido. A luvinha nova já está sebenta do preto do guiador da bicicleta mas a mãozinha já vai seca.

Posso portanto dizer que o primeiro obstáculo, a chuva, está ultrapassado ;)

Se bem que...



... isto até dava jeito.

S.

terça-feira, 6 de março de 2012

Se calhar o inverno é isto

Qual não foi a minha surpresa ontem quando caminhava pela rua em direção ao trabalho, de guarda-chuva em punho porque a chuvinha molha-patos é aquela coisa irritante que se sabe, e começam a cair farripas branquinhas do céu em vez de água. O sorriso de orelha a orelha foi instantâneo, acontecimento raro àquela hora da manhã. Quando chego ao escritório e olho pela janela, as farripas brancas tinham-se transformado em verdadeiros flocos de neve, a cair profusamente como eu nunca tinha visto.

Que maravilhosa surpresa! Que sensação de Natal em pleno março! Não foi suficiente para acumular no chão mas contando que me tinha aventurado a ir de salto-alto, ainda bem. À tarde, de cada vez que passava por um carro estacionado cheio de neve no pára-brisas, o meu coraçãozinho dava um pulo e o sorriso regressava.

Hoje, quando voltava para casa, vi o céu azul (?) pela primeira vez. Foi uma supresa bem-vinda, para contrastar com o cinzento carregado que já era uma constante, mas tinha-me esquecido da palidez do céu do norte da Europa. O azul do céu lisboeta, mesmo durante o inverno, é único.




S.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mas estamos no inverno, é


Não me apetecia muito mergulhar num clima onde as temperaturas máximas se mantêm nos negativos. Vejam lá se daqui a 3 semanas a coisa muda, se faz favor.



S.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tempos + tempos

Agora podia começar o frio. Deixar de chover um bocado, para variar.

E o Glee podia começar a variar as músicas também. Hits do momento e bandas sonoras de musicais já metem nojo. Já nem para ver as interpretações musicais aquilo presta, chiça.


S.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mas que mediterraniedade vem a ser esta...



Não, a sério, isto tem de parar.

Estamos em abril. Isto é Inglaterra, não um país tropical. E, pronto, tirando a chuva que parece que nos aguarda na 6a feira, 25 graus para cima nem no verão de cá... E mesmo a chuva pode ser considerada anomalia visto que vão estar 24 graus. 24 graus?! Com chuva!

Primeiro foram as temperaturas a rondar os 20º que duraram outubro adentro... Depois foi a escassa chuva que apanhei no inverno. Agora isto! Não gosto destas anormalidades climáticas. Nem de temperaturas
acima de 20º. Mas isto sou eu que não aprecio transpirar que nem uma porca quando tenho atividade mental para desenvolver.

Eu não tenho roupa de verão aqui! Desculpem se não pensei em trazer calções, saias e biquinis quando fiz as malas para vir viver para Londres. Além disso, a minha casa tem uma quarta parede que basicamente é uma janela, portanto, nada bom para ter sol a bater durante horas. Uma janela que não se abre, ainda para mais.

Portanto senhores do tempo, vejam lá isso. Sei que não é vossa a culpa mas vocês devem ter contatos lá em cima, façam favor de agir porque isto assim não dá. Ontem tive de ir comprar gelados. Gelados! Vejam ao ponto a que isto chegou e tenham vergonha.




S.