Mostrar mensagens com a etiqueta Hollywood. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hollywood. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mulheres nos filmes e na filmagem

A New York Film Industry publicou esta fita de estatísticas e outros dados sobre a desigualdade de género na indústria cinematográfica hollywoodesca. Os resultados não são surpreendentes mas ainda assim vale a pena olhá-los, assim, preto no branco, para que não restem dúvidas da forma como as mulheres são representadas nos filmes (ou não representadas de todo):  



E um dia destes faço um post sobre o Bechdel Test. Porque é divertido e eu já tenho saudades de escrever sobre feminismo.



S.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Media, é assim mesmo #4


Eu bem digo que é nos filmes em que menos espero que encontro pérolas do anti-cliché-da-representação-feminina. Neste caso, não foi nenhuma personagem em especial que me despertou a atenção nem o próprio enredo. O London Boulevard é apenas mais um filme de gangsters. O facto de ser passado em Londres foi decisivo para a sua escolha mas isso agora não é para aqui chamado.

O filme tem mais uma daquelas cenas de 15 ou 20 minutos que pela bofetada à máquina hollywoodesca - e aos media em geral - faz com que mereça um lugar aqui. Cá vai ela:











Pronto, é isto. As 3 personagens-tipo femininas que eu mencionei há vários posts atrás. É a neurótica para contrastar com o homem que só quer é levar uma vida normal, a sedutora e a virgem que servem apenas de pretextos para as torpelias masculinas, e a mãe que representa a figura omnipresente na vida da personagem masculina. Todas, no fundo, não passam de bengalas ao ator principal. Daí que incluírem uma personagem de um filme a constatar isto seja mesmo muito bom. Gosto muito quando Hollywood morde a própria cauda. 

E o Colin Farrell anda a levar muitas lições de representação das mulheres nos filmes, haha!



S.

sábado, 16 de março de 2013

Media, é assim mesmo #3

Só lá cheguei quando li a explicação detalhada.


Que filme tão complicadamente construído, de linhas curvas e sem continuidade linear no tempo. Tem a complexidade e aleatoriedade de pormenores tal e qual como num sonho.

Intriga, e dá pano para debates intermináveis, sem ser possível chegar-se a uma conclusão. Como disse, só o entendi satisfatoriamente quando li a explicação do Salon.com. 

Está aqui porque, para além de ter as 2 (3?) personagens femininas como absolutas principais, é uma crítica séria, velada mas forte quando nos apercebemos que ela lá está, da objetificação da mulher por Hollywood:

"He’s playing explicitly with how Hollywood uses women predominantly as sex objects — except he’s turning the formula on its head, making the women’s world a closed one, at least in Diane’s fantasy of it. But of course, in the end she’s doing the same thing a Hollywood movie normally does to a Camilla — imagining that she’s an empty object that she can possess."

As duas personagens principais + uma são complexas (como não podiam deixar de ser, depois daquele enredo tão denso e sinuoso), tão complexas como um sonho consegue ser.

Há que preparar para duas horas e meia de mind-fuck - que eu não preparei; sabia que era um thriller complicadito mas "thriller complicadito" é um grande eufemismo para o Mulholland Dr. e eu nunca tinha visto nada assim -, na certeza porém de que o Google salva a nossa curiosidade de viver para sempre intrigada.






S.