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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Esses malditos veados

Em boa verdade, eles não têm culpa nenhuma de nada. Mas foi o que eu disse várias vezes durante a última passagem por Londres.

Quando se formulou a pergunta: "Vou estar umas boas horas em Londres, alguma coisa em especial que nunca tenha visto / deva ver / queira mesmo muito voltar a ver?" Nada se me afigurou ao primeiro pensamento. Mas aí ao terceiro, uma coisa muito nítida começou a tomar contornos: veados. Muitos veados. Richmond... Este vídeo maravilhoso:




Depressa pus de parte a ideia porque Richmond fica um bocadinho longe da área monumental da cidade e ainda assim havia o mercado de Spitalfields (adoro dizer esta palavra) a que também nunca tinha ido e já merecia uma visita.

Mas depois de horas e horas a deambular pela cidade a obsessão com Richmond foi subindo à tona e numa fração de segundo decidi ir almoçar à cidade/vila da Virgínia (por falar em Virginia Woolf, a senhora é uma alumna da King's e eu não sabia:



Sempre à espera que alguma da genialidade se transmita por osmose ou assim...) e ir finalmente deleitar a vista com as illusive creatures que estes veados londrinos provaram ser.

Como fui de mãos a abanar no que aos mapas diz respeito, e porque só estive em Richmond uma vez, vi-me obrigada a procurar um daqueles postes na rua com a bolinha vermelha do You are here para saber onde ficava o parque. Depressa encontrei um Old Deer Park, não muito longe dali. Meti os pés ao caminho.





Como diz o Nilton: "Bela merda..."

Na minha ingenuidade, achei que a palavra-chave em Old Deer Park era Deer. Afinal era Old, na medida em que era, já não é. Porque veados, viste-los.

Não era mais que um grande descampado verde com balizas (!) de rugby e futebol, um grande campo de golfe atrás, e uma via rápida a correr num dos lados. Que parque tão prazenteiro à vida animal...





Foi quando reparei noutro mapa-poste, desta vez a mostrar o Richmond Park que se fez luz na minha cabeça e que eu fiz o maior facepalm da vida. Parque errado... (mas quantos parques tem Richmond, também?! Quando lá fui em 2010 estive num à beira do Tamisa e nos Kew Gardens e agora no Old Deer Park e nada de veados...)

Resumindo: foram 40 minutos até lá, mais 40 minutos até cá, e mais umas 2 horas a deambular pela cidade/vila deitados pelo esgoto abaixo. E cheguei à conclusão que Richmond também não é tão bonitinho, bucólico e suburbano quanto a minha seletiva memória o havia idealizado. Ainda assim, lá voltarei novamente porque à terceira será de vez e os veados não me vão escapar.



S.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E por falar em mind the gap...



Fui ver se estava tudo no sítio.


Estava.


Entre a minha chegada do Norte, 


Ser atacada por esquilos, 


E o reencontro de velhos amigos,


Passei um dia mais ou menos assim:


Dia que chegou ao fim, e foi tempo de regressar a casa:


Não vou esquecer a segurança apertada digna de aeroporto, nem a fiscalização (outra vez...) dos meus chás, nem o facto de não me terem deixado esquecer que ali é uma fronteira e que o UK é uma coisa, a Europa é outra, cá confusões...


Mas tinha-me esquecido:

- da quantidade absurda de gente, por todo o lado, em todo o lado, a toda a hora;
- da "planez" de Londres;
- do bom que é ter maquinistas de metro em constante paleio pelos altifalantes;
- que mesmo viajando 40 min de metro, se continua no centro da cidade;
- do cheiro das cornish pasties;
- dos semáforos que acendem laranja antes de passar ao verde;
- da cor da moeda de £2;
- dos tablóides com títulos sensacionalistas a roçar o xenófobo ("Why we should not let Germans forget their atrocities in the Great War")
- que aqui também se anda de bicicleta.



S.

sábado, 24 de março de 2012

Bruxelas, a soalheira

Oh Bruxelas, andas-me a habituar mal.


Manga-curta em março, a sério?

Entretanto, adquirimos um hábito novo: preguiçar num espaço verde qualquer da cidade.

Leva-se a marmita com as sandes, o sumo, a toalha para estender na relva, o iPod e o The Economist. E ala estender na relva, longe de Facebooks, de e-mails, de blogs e de televisão. É um hábito saudável e para ser repetido sempre que o tempo belga deixar.

Tenho de admitir que só ali percebi o quão online-ó-dependente estou. É uma espécie de doença obsessiva-compulsiva (o precisar de verificar as notificações do Facebook, o atualizar a página do e-mail, o pensar em qualquer coisa para pesquisar no Google só pelo vício de abrir uma nova página de Internet - é por isso que não me permito ter um telemóvel com ligação à Internet, preciso de momentos offline obrigatórios). Mas correu bem e aguentámos duas horas estendidos na relva, sem fazer nada de especial, só com o sol a bater nos pés descalços e a conversa sobre tudo e sobre nada (tens essa capacidade que sempre admirei de fazer conversa a partir do nada, por ti nunca havemos de esgotar temas, uma das razões por que te amo) com sumo de laranja a acompanhar.

O sol como gosto dele, brilhante no céu mas sem queimar; sentia-o a bater, estava bem de manga-curta mas nenhuma parte do corpo a escaldar.




Que maravilha de início de primavera!



S.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Verdura Citadina - versão Bruxelloise

As coisas que uma pessoa descobre quando anda a pé e se perde.


Parc Léopold, acho eu. Sabia que havia um parque por detrás do Parlamento, mas ainda não tinha passado por ali e a verdura inesperada mais o laguinho foram uma boa surpresa.




Cidade com parques destes é uma cidade que ganha muitos pontos em qualidade de vida. São uma característica fundamental de boa cidade.


Pronto, só não tinha esquilos, mas vou começar a pensar neles como característica única dos parques britânicos. A relva tem a mesma tonalidade de verde, pelo menos.



S.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

As coisas que uma pessoa encontra por aí.


Olhem-me para o bicho todo repimpado a levar festas dos transeuntes. O que passou pela cabeça deste pelicano para se ir empoleirar no banco? 

Tenho para mim que este bicho, tal como os esquilos e gatos em geral, sabem que são fofinhos. E aproveitam-se do facto. No caso dos esquilos é para roubar bolachas e afins, no caso dos gatos é para escaparem a toda e qualquer porcaria que fazem que não seria tolerável em mais nenhum animal. 



No caso deste pelicano parece ser apenas porque lhe apetece carinho e atenção. E portanto subiu para cima de um banco, porque só assim fica ao nível do campo de visão humano. 

Já os pombos, como têm noção de que não nasceram agraceados com qualidades enternecedoras utilizam a táctica da insistência. Quantas vezes dei por mim de mão estendida com uma bolacha a implorar que um esquilo a viesse buscar e só me apareciam era pombos. "Sai DAQUI, tu não és fofinho!"

Ganham pontos pela persistência.



S.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Verdura Citadina - Parte III

Como referido no último post, aqui está uma 'Verdura Citadina' dedicada aos Kew Gardens.



São sem dúvida os jardins mais bonitos de Londres. Ficam um pouco deslocados do centro, em Richmond, e talvez por isso ocupam uma área vastíssima, impensável no centro da cidade (há um comboio que percorre o parque e que os visitantes podem apanhar, o que revela a dimensão do mesmo). Estes jardins têm também um ar natural/selvagem que os parques centrais não conseguem igualar. Ao mesmo tempo, nota-se a organização pensada deste parque, uma vez que há um certo ordenamento do espaço e está tudo impecavelmente arranjado (excluíndo os cocós de pato pela relva. Vamos atribuir isso à parte 'selvagem' dos jardins).

 Aqui estou eu a temer o pior...

Visitei estes jardins no outono, e o charme das folhas douradas e a natureza a preparar-se para mais uma estação de frio sentia-se bastante bem. Não pude deixar de pensar como seria visitar estes jardins na primavera, quando as árvores e as flores estão no seu esplendor máximo. 






O interesse deste parque é que tem várias atrações para além da óbvia Natureza. Uma torre oriental chamada pagode, uma estufa fria, outra estufa que imita diferentes climas nas suas diversas salas (húmido das florestas tropicais, seco dos desertos, temperado, etc), um jardim japonês, uma casa de bambú, fazem com que visitar este parque se torne interessante e nada aborrecido.







Outra das atrações mais famosas destes jardins é o Kew Palace, que, sejamos sinceros, não tem grande ar de palácio, só de casa anormalmente grande.



A atração mais incomum deste parque é um chamado 'passeio pelo topo das árvores'. Não aconselhado a pessoas com medo de alturas, uma vez que a estrutura de ferro por onde se anda dá para ver o chão lá em baixo e parece que caminhamos pelo ar. Perturbante, e para ser feito num instantinho (deu para tirar uma ou outra foto da vista, não mais do que isso).



Aconselho vivamente, tanto o parque como a própria vila de Richmond. É um lugar com muitos espaços verdes à beira rio, de ar suburbano e bastante diferente de Londres. Existe um parque em Richmond com veados, que infelizmente não visitei e que deve ter mais aspecto de floresta ou de campo, já que os ditos bichos vivem lá livremente. Os Kew Gardens pagam-se, uma anomalia em parques londrinos, mas valem definitivamente a pena.




Nível de esquilidade: elevado (não só nestes jardins como nas outras zonas verdes de Richmond, é impressionante a quantidade de esquilos que se vê. Se se levar bolachas, é garantido o abuso de esquilos e fugir é a opção mais segura. Falo por experiência própria.)



Nível de avicidade: elevado (muitos patos têm estes jardins...)

Nível de pombaria: er... sinceramente, não me lembro. Mas vou apostar em elevado (não há razão nenhuma para que os pombos não frequentem este local.)

Nível de bambicidade: nulo, nos Kew Gardens (em Richmond é moderado-a-elevado, devido à existência do Richmond Deer Park, que, agora que vejo as imagens no Google, não acredito que não visitei).

Se eu visse isto acho que desmaiava de alegria.



S.

domingo, 1 de maio de 2011

Bristol

Como referi no último post, e ao contrário de Londres, não conheço o Reino Unido tão extensivamente como gostaria. Cambridge e Bristol foram as duas cidades que visitei fora de Londres e ambas relativamente perto da capital. Richmond foi outra cidade visitada mas, apesar do seu ar de subúrbio no melhor dos sentidos, ainda pode ser considerada como fazendo parte da zona metropolitana de Londres (o metro londrino chega lá portanto, para mim, continua a ser Londres).  Foi um dos locais que mais gostei de visitar e os seus Kew Gardens vão merecer um post na categoria de 'Verdura Citadina'.

A oportunidade de visitar Bristol surgiu devido a uma entrevista de emprego que, apesar de não pensar em aceitar o dito cujo, participei para ir ganhando experiência nestes processos de seleção. As aulas já tinham acabado, tempo era coisa que não me faltava e claro, o facto de implicar conhecer outra cidade foi motivação suficiente para a deslocação. Um dia não deu para visitar tudo mas deu para ficar com um cheirinho de uma cidade inglesa que não Londres.

Cambridge não é definitivamente uma cidade. Tem uma aura rural, é um sítio calmo, que vive para a universidade homónima e onde se respira história. Bristol, no entanto, é bastante diferente.


       Cambridge

Mais uma vez fui de olhos bem abertos durante a viagem, a deleitar-me com as paisagens verdejantes e as casinhas que aqui e ali se vislumbravam. Numa viagem de 2h40m às 9 da manhã (tinha acordado às 6 e meia) nos banquinhos confortáveis de um autocarro que viaja a direito por uma auto-estrada isto é algo difícil mas lá consegui fazer o esforço. Quando me deparei com este sinal de trânsito quase soltei uma gargalhada:

        (não tive tempo de sacar da máquina fotográfica e registar o verdadeiro sinal mas era igualzinho a este)

A primeira impressão que tive de Bristol foi que era uma cidade de ruas estreitas e inclinadas. E muito mais pequena que Londres.



 Fiquei algo desapontada. Tenho noção de que só andei pelo centro da cidade, não vi ícones fundamentais como o Avon Gorge ou os Bristol Zoo Gardens mas de qualquer forma o centro da cidade não me encantou particularmente. Como Bristol é a cidade da série Skins estava sempre à espera de vislumbrar adolescentes problemáticos. Não foi entre adolescentes, mas vi a minha primeira cena de pancadaria numa esplanada. E depois queixam-se dos estereótipos, pff.

Sou naturalmente atraída por espaços verdes e, tal como em Londres, são sempre sítios que me maravilham os sentidos. Gosto de caminhar por eles sem particular destino e observar as outras pessoas a ler, a conservar ou simplesmente a dormir uma soneca na relva (quem disse que as sestas são exclusivas dos países mediterrânicos está muito enganado).


Tenho alguma vergonha em admitir que pensei que este rio fosse o Tamisa... Parece que Bristol não fica assim tão perto de Londres para partilharem o mesmo rio. Este é o rio Avon.

Neste dia estava sol e uns 20 graus primaveris, de maneira que o parque estava cheio de pessoas a almoçar os seus terríveis almoços de pacote. Eu preferi uma cornish pasty. Desde que a I. me convenceu a provar em Cambridge me rendi completamente (1 libra mais barata do que em Londres! Uma pequenina prova de que o custo de vida londrino não reflete o custo de vida inglês).




Como a entrevista dizia apenas 'afternoon' e o meu comboio estava marcado para as 16:30, não tive muito mais tempo para visitar Bristol. Limitei-me a ir à baixa onde ficavam as lojas e à zona dos escritórios, onde ficava a entrevista.

Não fiquei enamorada por esta cidade mas fiquei a conhecer mais um pedacinho de Inglaterra. Acredito firmemente que uma capital não reflete um país, e portanto limitar-me a Londres seria não conhecer minimamente Inglaterra, e muito menos o Reino Unido, tão rico em diferenças nacionais (em Gales têm uma língua diferente e Escócia nem sequer faz parte de certos organismos nacionais como os censos, e o sistema educativo escocês é completamente à parte do inglês, galês e norte-irlandês).





S.

sábado, 9 de abril de 2011

Verdura Citadina - Parte II

Com a temperatura a rondar os 20º nos últimos dias e um sol maravilhoso no céu não apetece estar em mais lado nenhum em Londres do que num parque. E a primavera chegou! Manifesta-se com todo o seu esplendor nos mais inesperados recantos da cidade. Onde quer que haja uma árvore há cor, em todos os canteiros há flores com fartura. A Natureza segue o seu ciclo onde quer que se encontre.

Hoje, um parque londrino pouco conhecido - Lampton Park. Só é relevante porque é o parque principal de Hounslow, e portanto o meu parque ditado pela minha residência.


Lampton Park



Situado no município de Hounslow, pode-se dizer que este é um parque mais suburbano e sem dúvida longe dos circuitos turísticos habituais. O seu tamanho não deixa de espantar, uma vez que, para parque suburbano, dá para fazer caminhadas, corridas e jogos de todo o tipo. A principal característica deste parque é exatamente a quantidade de campos destinados à prática de várias modalidades. Tem uns 5 courts de ténis, balizas para futebol, e mais uns quantos courts para se improvisar. 

Impressionante a quantidade de pessoas que vi a jogar cricket! Não percebo o jogo e não conheço as regras, mas sempre me pareceu extremamente parecido com baseball. Bater uma bola com um taco e depois correr = baseball. Isto na minha cabeça, claro. Segundo fontes indianas, não tem nada a ver. Hmm, ok senhores conhecedores. Sempre me pareceu suspeito que a única antiga colónia britânica que não vibra com o cricket seja os Estados Unidos. O baseball de certo explicaria essa falha...

A segunda característica deste parque: os baloiços futuristas. A sério, nunca tinha tido tanta inveja de crianças como quando fiquei a ver uma delas a escorregar num slide. Porquê, oh porquê que estes parques são só para crianças?! Eu tenho metro e meio, não peso 50kg, tenho a certeza que os baloiços não deriam pela diferença... A pressão social foi mais forte do que eu.

Característica que define este parque como um parque londrino é não só a dimensão mas também a ausência de inclinações. Um espaço extenso e direito, o que faz com que os seus relvados pareçam imensos. Neste caso alguns canteiros bem cuidados e floridos formavam o centro do parque, quebrando a monotonia do verde extenso.



Uma placa informativa sobre um pedregulho com ar de meteorito informou-me que há 50 milhões de anos Hounslow estava debaixo de oceano. Interessante...


Nivel de esquilidade: baixo (só vi um esquilo. O que, com este calor primaveril significa que existem mesmo muito poucos no parque. Não conseguiriam resistir ao solinho.)

Nível de avicidade: nulo (não há lagos, não há patos. Simples.)

Nível de pombaria: baixo (surpreendentemente, só vi dois ou três. Anormalidade num parque que causa enorme espanto...)

Nível de bambicidade: nulo (o Lampton Park não é propriamente uma reserva natural... Se bem que o Parque Desportivo de Mafra também não e arranjaram lá espaço para meter uns quantos veados. Perturbou-me ligeiramente.)



S.

sábado, 26 de março de 2011

Verdura citadina - parte I

Não é muito difícil escolher a característica de Londres que mais me fascina. Os extensos km2 de verdura que esta cidade contém sempre foram objeto da minha profunda admiração. Como é possível que uma das maiores cidades do mundo tenha no seu centro extensas áreas verdes que não servem para mais nada que não para o puro contentamento dos seus habitantes? Pressão imobiliária é algo alheio a estes governantes.

Com a primavera a chegar com todo o seu esplendor e várias visitas de amigos/familiares nas últimas semanas, longos passeios nos ditos parques têm sido fonte de grande contentamento para mim (e para os visitantes também :) ). Daí que decidi fazer uma série de posts sobre os parques mais conhecidos de Londres e outros menos conhecidos, os que valem mais a pena e os que ainda tenho de ver se valem a pena.


Hyde Park

Começo pelo mais conhecido dos grandes parques londrinos, e também o maior. Começou por ser uma reserva de caça do rei Henry VIII. O que não espanta que me tenha envergonhado à frente da pobre empregada da loja do parque com o meu entusiasmo a perguntar se havia deers ali (não há). Abriu ao público no séc. XVII.

É muito semelhante ao Central Park em Nova York, como esta foto aérea mostra, o que me surpreendeu bastante quando a vi (pff, americanos, que falta de originalidade).



A característica mais visível deste parque é o grande lago, o 'Serpentine', que na verdade divide essa imensidão verde em dois parques: o Hyde Park e os Kensington Gardens. Visitei-o em pleno inverno e há uma semana atrás, e a diferença não podia ser maior:




É realmente um espetáculo ver a alegria e a mudança de hábitos nesta cidade quando o sol dá o ar da sua graça :). Converge tudo para os espaços verdes, vê-se gente a andar de cavalo (!), a patinar, a andar de skate, a andar de barquinho no Serpentine, a passear os cães, a passear os filhos, sentados na relva a ler, a fazer uma sesta, a meditar, a namorar...



A palavra que melhor caracteriza o Hyde Park é 'extenso', não só por causa do seu tamanho mas principalmente pela impressão que dá: relva e mais relva e mais relva, sempre plano, com uma árvore aqui e ali mas sem grandes pormenores como outros parques londrinos têm. Não se vê muitos canteiros com flores, arbustos ou semelhantes detalhes de jardinagem. Perfeito para fazer um piquenique na relva ou, se se tiver idade para isso, simplesmente rebolar nela (quão eu invejo crianças).

A atração mais conhecida neste parque é o Speaker's Corner, que como o nome indica fica numa das esquinas do parque. Segundo consta, é tradição centenária deixar qualquer pessoa discursar sobre qualquer assunto naquele local. Epítome do direito à livre expressão, ainda hoje se podem ver (e ouvir) pessoas a discursar todos os domingos sobre os mais variados assuntos.


Outras atrações incluem o Holocaust Memorial, o 7/7 Memorial (em memória das vítimas dos atentados de 2005), e o Diana Princess of Wales Memorial.


Nível de esquilidade: baixo (lá está, não é suficientemente selvagem para que os esquilos se sintam à vontade)

Nível de avicidade: moderado (em contrapartida, o enorme lago gera grande felicidade para tudo o que e pato)

Nível de pombaria: elevado (er... é um parque, há pessoas potenciais portadoras de bolachas/pão, é claro que há pombos)

Nível de bambicidade: mínimo (não se verifica :( . Veados é coisa inexistente neste parque. O Henrique VIII deve tê-los caçado todos)



S.