sábado, 16 de março de 2013

Um chávena de chá e uma diretiva de licença de maternidade

Mais uma vez me encontro de volta de licenças de maternidade, diretivas sobre trabalhadoras grávidas, posições do Lóbi Europeu das Mulheres, teses e apresentações de Powerpoint. A minha amada conciliação trabalho-família. Cada vez gosto mais do tema, tenho uma pontinha de orgulho pela minha humilde mas séria investigação na área, mas, caramba, hoje teria feito as coisas de maneira diferente. Espiolharia mais, metia mais o nariz onde talvez não fosse muito chamada, iria mais fundo. Três ou quatro meses não dariam para muito mais do que eu fiz, mas gosto de achar que agora I know better e utilizaria de forma ainda melhor esses meses. 

Ainda assim, vai ser uma grande honra estar na mesma sala que monstras académicas da igualdade de género, cujos livros de muitas li nas intermináveis tardes passadas na amada biblioteca da LSE, e que constam na bibliografia da minha tese bebé. Vou-me sentir um pardalito ao pé daqueles cisnes académicos, mas um pardalito entusiasmado e cheio de vontade de partilhar os três ou quatro fios de palha que achou e com os quais fez um... coiso (acabaram-se-me as analogias com o mundo das aves).



Vai ser em Barcelona, no sábado. Lá vou eu voar (olha, afinal tinha mais uma!) para os países do sul que espero se portem climatico-gastronomicamente como deles é esperado, que isto aqui anda uma tristeza. Vivi na segunda-feira a minha primeira tempestade de neve, tenho trabalhado que é maluquice, ando euforicamente agradecida por terem voltado graus positivos e acho que as gauffres do supermercado da esquina são uma iguaria. Portanto isto está grave. Tanto a nível gastronómico como climático. 

Pior: há dois ou três meses que não compro um chá de jeito. Tem sido só tiros ao lado. Acabou-se-nos o chá preferido há um mês, o Rooitea Caramel da Tee Gschwendner, e que entretanto descobri, por entre lágrimas sofridas, que custa o triplo do preço encomendando online devido aos portes. Qual a vantagem de viver no centro da Europa se está tudo tão longe na mesma? Rai's partam os portes de envio.

Desconfio que não será Barcelona que me curará esta última miséria. Mas se curar as outras duas, nem que seja por dois diazinhos, já me darei por satisfeita.



S.
    

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