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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Nome de família


'Siddiq found that an estimated 600,000 women over the last five years had been asked to prove they were related to their children when taking their families through UK border control, leaving many stranded for hours if they did not have marriage or birth certificates or were travelling without their partners.
The problem is likely to become more common as women are increasingly likely to keep their maiden name after marriage. Around one in seven women say they intend to keep their name after marriage, according to recent research by YouGov. A separate survey found that just 4% of women intended to give their children their maiden name rather than the father’s name.'

3 coisas muito rápido:
- uma em sete não pensa alterar? Só?? Estamos no século XXI caramba, pensei que estivesse lá para os 30-40%;
- só 4% pensa dar o seu apelido aos filhos? Isso quer dizer que grande parte das mulheres que não adotam o nome do marido mesmo assim perpetuam a ideia do pai-chefe-de-família e acham inconcebível os seus filhos herdarem o seu apelido;
- não é 'maiden name', porra, é 'a woman's last name'.




S.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Senhora e senhor

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Já é a segunda vez que vou à caixa de correio buscar um envelope da Igreja das Testemunhas de Jeová aqui da zona. É um daqueles panfletos de publicidade ("Venha connosco celebrar a morte de Jesus!") mas o especial é que vem dentro de um envelope endereçado à "Família X". Já é a segunda vez que me enganam porque fico sempre entusiasmada a pensar em quem nos terá escrito. Não sei se o que me irrita mais é ter publicidade religiosa camuflada na minha caixa de correio se é que ela venha sempre endereçada ao apelido do macho da casa. Nós somos uma família, sim, mas temos um apelido cada um e na caixa do correio eles figuram os dois. Ou endereçam aos dois apelidos ou metem um envelope para cada um. Como quando fomos abrir a conta de garantia de renda em nome dos dois e, apesar de a conta principal estar apenas em meu nome, o apelido do macho da casa aparece como proprietário por default. Porquê? Ninguém nos perguntou nada. Não se parta de pressupostos.
 
  
 
 
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O ginásio onde ando tem uma modalidade em que com apenas uma inscrição os membros do agregado familiar podem todos frequentar o mesmo ginásio, ainda que não ao mesmo tempo. Quando fui perguntar se podia adicionar o D. à minha inscrição e quais as condições não conseguia dizer a palavra em francês. Posso muito bem ter passado por pessoa-a-quem-dá-quebras-a-meio-da-conversa-como-se-lhe-acabasse-as-pilhas porque fiquei uns 10 segundos a pensar a meio da frase. "Est-ce que je peux ajouter mon... ... ... ... ... ... ... mari à mon abonnement?" Não me saía a palavra francesa para namorado, acho que tem qualquer coisa a ver com "copin" ou "petit ami". Mas a mim não me soava certo (amigo? colega???) e o senhor que me estava a atender não ia perceber. Ia pensar que eu estava a falar de um amigo qualquer e teria que perder o dobro do tempo a explicar-me o que eu já sabia, que isto é só para pessoas do mesmo agregado familiar e que para amigos não dá. E eu tinha que lhe explicar de seguida que não, que ele vive comigo e que portanto somos do mesmo agregado familiar, está tudo bem. E isto é faladura francófona a mais para mim. Parceiro ainda soa pior, companheiro idem. Por isso agarrei na única palavra inequívoca, ainda que não seja a verdadeira, mas que me cortaria caminho na interação. E isto se calhar é precisamente o que o casamento é, poder-se falar para o exterior numa linguagem que toda a gente entende. É apenas esse o único propósito que lhe acho. Como a história do apelido: sinalizar a toda a gente, inequivocamente, que se é da mesma família.




S.