Nestas duas semanas de stress e trabalho acrescido, muito eventful, só tenho tido isto a ocupar o resto do cérebro que não estava devotado ao tal trabalho acrescido:
É amanhã que os vou ver pela primeira vez ao vivo, após um susto do caraças porque desataram a cancelar concertos no início desta semana devido a uma laringite do senhor Turner, após vários anos de espera, numa sala de espetáculos como deve ser e com duas horas de concerto como mereço.
É caso para dizer: FINALMENTE.
Muito poucas coisas me tiram do sério e me metem estrelas nos olhos (neste caso, nos ouvidos) por isso as que fazem é porque me valem mesmo mesmo mesmo a pena.
Sempre quis ficar num quarto com este número :D (apesar de ainda não fazer qualquer ideia do que eles querem dizer com 505...)
E por falar em Arctic Monkeys, ontem descobri que eles vêm cá a Bruxelas. Nunca, ninguém de jeito vem a Bruxelas. E quando alguma mega estrela vem à Bélgica, vai é a Antuérpia, só por despeito. Por isso fiquei uns segundos sem respirar, de boca aberta porque eu ando a arranjar maneira de os ir ver há 2 ou 3 anos (e estava até a contemplar o SBSR não obstante a minha aversão a festivais, poeirentos e com maus acessos, ainda por cima). Acho mesmo que soltei um gritinho-de-animal-ferido quando vi que os bilhetes já esgotaram. Como, quando, onde é que foi possível tal anúncio que eles vinham cá atuar escapar-me continua uma incógnita das grandes.
Entretanto parece que dá para comprar bilhetes à mesma, ficando-se numa lista de espera caso haja pessoas que desistam da sua reserva. Eu ia comprar e vi que o número que me alocavam era o 1678 por isso mandei mais um gritinho-de-animal-ferido e fui refletir. Não faço ideia de quão expectável é que 1678 pessoas que já reservaram bilhete desistam, e não é claro o que eles fazem caso vendam bilhetes a mais. Abrigava uma secreta esperança que eles fossem impelidos a fazer um concerto extra caso tivessem suficientes pessoas na lista de espera mas depois vi que há outros dois marmanjos quaisquer que vão atuar no dia antes e no dia a seguir ao concerto deles, de maneira que essa esperança caiu-se-me por terra.
Vou puxar mais uns cabelos e bater com a cabeça na parede, já cá volto.
Ando há dois ou três anos a ansiar ir vê-los, estive quase para ter ido ao Super Bock em 2011, quase para ter ido a Madrid, quase para ter ido a Paris. Eu não ligo nada a concertos e ajuntamentos e música e pessoas em geral mas pelos Arctic Monkeys arrastava a minha pessoa até ao inferno do Meco e da Herdade do Pó.
Mas teria que viajar até Portugal (férias de verão antecipadas?...)... E depois teria que testemunhar gente bêbeda e crianças-adolescentes que nunca saíram de casa sozinhas e levar com um copo de cerveja ou dois e engolir muito pó e ir para lá muito cedo porque da última vez houve filas de 4 horas desde Lisboa ou acampar lá ou raios os partisse...
Decisões... decisões...
Porque é que tinham que ir ao SBSR? Porque é que não podiam ir ao Pavilhão Atlântico tocar para as pessoas normais e oh-tão-pegadas-ao-conforto?