Mostrar mensagens com a etiqueta carta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta carta. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de junho de 2012

As agruras de quem procura 1º emprego

Gostava de saber - porque nunca alcancei o brilhantismo da ideia - por que se cansam as empresas a enviar cartas para casa a dizer que NÃO ficámos com determinado emprego.

A sério.

"Ah, e tal, porque é simpático e cheio de consideração." Não é... Não é. É a mesma coisa que oferecerem-nos uma prenda, uma pessoa desembrulhar cheia de expectativa, e lá dentro estar um papel a dizer "Afinal não há prenda, não". Mandem a porcaria de um e-mail. A consideração é a mesma e de caminho poupa-se a vida a uma árvore.

Já não é a primeira vez, daí que desta não me tenham apanhado desprevenida. Mas é sempre um momento estúpido, aquele em que se fica a olhar para um papel "cheio de consideração" mas no qual constam as palavras "we regret to inform you that..." que os meus olhos já procuram instintivamente.

Por isso, senhores empregadores, se é para mandar barra, mandem por e-mail. Custa menos, tanto a (não-)empregado como a empregador.

Minha cara hoje, sem tirar nem por.


S.


P.S. Pai e mãe, esta não é a outra. Dessa não vão ficar a saber pelo blog, seja que resposta for.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A guerra, o amor, o Lobo e o divórcio

Depois de ler o livro com a compilação das cartas enviadas à mulher durante a Guerra Colonial, e depois de saber que entretanto já casou mais 2 vezes, fiquei com uma vontade enorme de ler mais obras deste autor.




Quando se lê coisas tão íntimas como cartas, sendo elas cartas diárias de amor, escritas durante uma guerra, fica-se com a sensação que se conhece esta pessoa, que o véu que cobre a alma de cada um de nós foi levantado e espreitámo-la na sua intimidade e crueza.

Gostava de perseguir a sua obra para tentar encontrar pistas que desvendem a vida deste homem, como evoluiu a partir do rascunho da sua primeira obra que preparava em Angola, o acompanhamento que fez da filha bebé, o nascimento da segunda, o que levou à separação da mulher que tanto idolatrava e à qual invariavelmente escreveu todos os dias durante provavelmente os dois anos mais difíceis da sua vida.

É que saber todo aquele amor e devoção acaba em divórcio, faz uma pessoa sentir-se traída. "Ai amavas tanto a mulher, tanto 'Gosto de Tudo de Ti", tanta idolatraria, tanta angústia de separação e saudade para acabar em divórcio?". Fico triste com a vida e com a natureza humana.

Ao que parece, este senhor não tem é uma escrita fácil, daí que não saiba por onde começar. Começo pelo primeiro livro? Haverá um mais fácil que sirva de introdução a toda a obra? Sugestões aceitam-se.



S.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Discriminação gritante

Senhores/as Enfermeiros/as,

Metade da população humana não tem sistema de direcionamento do xixi. Logo, isto


não é de todo um sistema inteligente de recolha.

Já isto


seria uma solução mais adequada nomeadamente ao nível higiénico.

Mas que vos interessa isto, não são vocês que procedem à recolha, não é verdade? Desde que o tubinho caiba naqueles suportezinhos para vocês está tudo bem.

Discriminação com base no sexo, é o que isto é. Vejam lá se reveem prioridades (estou certa de que também existem suportezinhos de boiões muito jeitosos).

Cumprimentos,

Uma pessoa daquelas que não têm direcionador de xixi.





E agora vou ali comprar um funil e já venho.



S.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Queridas gengivas,

hormonas do crescimento e corpo humano em geral,

Eu já tenho carradas de bom senso. Sempre fui uma menina muito ajuizada, nunca pisei a linha, nunca fiz disparates e sempre me comportei como era esperado. De maneiras que os dentes do siso escusam de continuar a moer o meu juízo. Escusam sequer de aparecer. Não preciso deles, nem simbolicamente, nem fisicamente. Será que podiam ficar por aqui?

Atentamente,

A vossa senhoria S.












p.s. - Acabei de ler que 3 em 4 pessoas experienciam complicações relacionadas com os dentes do siso, especialmente porque não têm espaço no maxilar e eles crescem tortos. Isto só quer dizer uma coisa: se o corpo já não tem espaço para eles, eles já não são precisos. Mas continuam a nascer. Para quando uma evolução na espécie humana completa, Srª Natureza? Este meio termo não é nada.