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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Kobo revisited

Ando um bocado furiosa com isto dos e-readers porque desde que me meti na app do Kindle que vejo que comprar qualquer outro e-reader que não o dito cujo foi uma má decisão.
 
É que, vamos lá ver, a sério?




Já não é a primeira, segunda ou mesmo terceira vez que isto me acontece com livros eletrónicos.
 
Tenho o Kobo, próprio para ler, com e-Ink, levezinho e pequenino e extremamente prático, mas tenho andado a ler no tablet através da app do Kindle, a levar com ecrã luminoso e impróprio para longas horas de leitura (já basta as que passo diariamente a ler para o dout.), porque é a Amazon que tem a maior seleção e os melhores preços em termos de e-books.
 
(Ainda por cima agora tenho a porcaria do Amazon Prime, que me dá livros eletrónicos grátis sempre que escolho entregas sem urgência de outros produtos. E vivo num país onde há Kindles ao pontapé em tudo o que é loja.)  




S.   

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minimalismo - nível IV

É oficial, vamo-nos mudar. Só de casa, quando muito de comuna, mas ainda assim estou muito entusiasmada. É uma coisa mais pequenina por isso teremos que ser criativos na arrumação. É para isso que o Ikea existe. Sinto-me como se estivesse a jogar Sims, modo compra, e sem batota. Assim tenho um número reduzido de peças para as quais posso olhar porque quero manter os cordões da bolsa firmemente apertados e não há cá "motherlode"* para ninguém. Isto da decoração ultra-funcional em espaços pequeninos tem o seu quê de desafiante.

Entretanto descobri a Amazon versão loja de móveis e pronto, fiquei com os meus problemas resolvidos. Especialmente a alemã; ninguém nem nada consegue bater a Amazon.de nos preços e na quantidade de escolha. Nem mesmo o Ikea. Btw, o Ikea é mais caro em Portugal do que na Bélgica. Não sei como é possível, mas estive a comparar os mesmos produtos e por vezes havia diferenças de 10, 20 euros (em 100). Não sei que tipo de contas é que os senhores ikeianos andam a fazer para estabelecer preços mas ajustados ao poder de compra não são de certeza.

Entretanto o verão chegou a Bruxelas. Primeiro a medo, mas agora parece que vem aí uma semana de temperaturas máximas nos 21-22º. Ainda não me aventurei de manga curta porque isto uma pessoa tem que ir com calma e ainda estou traumatizada por ter visto nevar no fim de abril. Daqui a pouco mais de um mês volto a Portugal por uns dias valentes e quero saber o que é isso de "ir à praia" ou "o mar". Apagou-se-me da memória ambos.




*para quem nunca jogou Sims, motherlode era o código que se introduzia para aumentar o orçamento familiar em 10 mil ou 50 mil simliões. Assim, do nada. Dava muito jeito, pois claro.




S.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Amazon intriguista

Ontem recebi um email da Amazon, daqueles de publicidade diária, que é abrir e delete instantâneo. Só que este era diferente. Vinha endereçado a mim pessoalmente. E falava de como estavam interessados num livro que eu tinha comprado há uns tempos, e se por acaso eu não o queria trocar.

Oito da manhã é ainda assim muito cedo para processar informação inesperada e com um wtf larguei o botãozinho delete e guardei para ler mais tarde, com tempo e sem pressas matinais.

E foi assim que descobri o Amazon Trade-In. 

Oh, que maravilha de sistema! Ao que parece, a Amazon estava-me a perguntar se eu por acaso não estaria interessada em enviar de volta um livro que comprei há uns dois anos e receber dinheirinho do bom por ele. Dado que o livro em questão é um daqueles calhamaços teóricos que se compra para uma disciplina e nunca mais se volta a pôr os olhos em cima, ia chorando de alegria. Queres o meu livro? Oh, querida Amazon, tomai-o! Em troca recebia um voucher para gastar livremente pelas Amazons desse mundo.

Aquilo imprime-se umas etiquetas postais pré-pagas, envia-se para a Amazon, eles avaliam se o livro está em bom estado, e ou o aceitam e enviam o voucher amado, ou rejeitam e enviam de volta o livro, de graça. Que desvantagem há aqui? Nenhuma!

Exceto que não se aplica às "Amazons desse mundo". Aplica-se à britânica unicamente. E os envios dos livros têm que ser feitos de e para o Reino Unido. Daí que o email se tenha referido àquele livro em concreto; um livro que comprei quando vivia em Londres.

Chorei lágrimas sofridas.

Oh Amazon, porque me tormentas assim! Vivia feliz na ignorância do sistema Trade-In, para quê me o introduzires se não tenho como o usar? É para me esfregares na cara que já vivi em Londres e já não vivo, é? Espeta mais a faca, sua bandida. Como se fosse preciso.

Odeio quando websites se armam em espertos. "S., olha só este novo sistema que temos aqui, o Trade-In. Muito útil para trocares livros que estão a ganhar pó em casa por dinheiro, e até tens este aqui que queremos muito. Aaah... Já não vives no UK. Uuups..."

Estúpida.





S.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre o Kobo

Agora que passou um mês e meio desde a sua compra bastante ansiada e atribulada q.b., está na altura de fazer uma review sobre o meu e-reader Kobo. No fundo, dizer o que gosto e o que me aborrece neste novo mundo dos livros digitais.

Posso dizer que quando fui a Manchester, roí-me toda de inveja por ver que aquela gente tem Kindles à sua disposição para compra por tudo o que é loja de eletrónica. Porquê, oh porquê que eu não aproveitei quando lá vivia...! Mas a minha inveja tornou-se em sobranceria quando reparei que, lado a lado com Kindles estão Kobos, e que estes lhes custam para cima de 150 libras, e eu comprei o meu por 99 euros. Toma lá.

Duas coisas fazem-me preferir o Kobo ao Kindle: o ecrã tátil do primeiro, e o facto de não estar escravo da Amazon (ou no caso do Kobo, nem da Fnac que é a sua loja-mãe). O facto de eu poder virar páginas com um toquezinho do dedo torna a experiência de leitura muito mais intuitiva do que se o fizesse num botão. Mas o mais agradável é poder tocar numa palavra qualquer de um livro e ver instantaneamente o seu significado. Mas já lá vamos a esta última.

Toca a dividir isto por temas, para se tornar um guia útil para alguém que esteja a pesar prós e contras quanto a aquisição de um destes meninos:


Vantagens em relação aos livros de papel:

- o peso e a finura: consigo facilmente ler no Kobo com uma só mão a segurá-lo, não preciso de estar a forçar com as duas mãos para ler no meio dos livros ou segurar páginas, e apoio-o facilmente no colo ou nos joelhos. Resumindo: dá mais jeito para se segurar enquanto se lê;

- o armazenamento: acho mesmo que este deve ser uma das, se não a maior vantagem destes aparelhos. Mas tem o valor que lhe quisermos dar. Para mim, que abomino ter coisas, fisicamente, coisas que ocupam espaço em casa e em malas quando se muda de casa, é perfeito. Diria que 95% dos livros que leio não lhes mexo novamente; então para quê tê-los a ganhar pó em casa? Grande, grande ponto a favor. Não faço ideia quantos consegue armazenar - depende do tamanho dos mesmos - mas centenas cabem ali à vontade. A página principal mostra sempre os cinco últimos livros em que mexemos, portanto não há o perigo de nos perdermos na imensidão da biblioteca digital;

- o dicionário: o inglês, por razões profissionais, académicas e mesmo de interesse pessoal, substituiu há alguns anos o português no top das línguas em que mais leio. É uma coisa que tento contrariar conscientemente, e há autores portugueses que amo de paixão, como Saramago e os romances históricos da Stilwell, mas os meus interesses literários são muitas vezes anglófonos. E recuso-me terminantemente a ler traduções quando consigo ler o original. Isto tudo para dizer que é frequente aparecerem palavras cujo significado seja mais dúbio, e que compreenda o que o autor quer dizer, mas que quero saber exatamente como e onde se utilizam. Num livro normal, estas são palavras que nunca na vida me ia dar ao trabalho de procurar no dicionário ou no Google. Mas o Kobo tem uma maravilha de aplicação que é um dicionário incorporado: está-se a ler um livro, toca-se numa palavra durante dois segundos e puf, aparece a definição da mesma. Útil, útil, útil.

- a instantaneadade (?): ter o livro na hora, no fundo. Apetece-me ler uma obra qualquer, pesquiso-a no Google para ver se há em formato livre, procuro na Amazon para saber se vale a pena comprar. Se valer, pago-a e tenho-a no meu computador para descarregar na hora. Nada de esperar alguns dias até chegar pelo correio, e potencialmente ir levantar a encomenda ao posto de correios mais próximo (ou não) até poder ler o dito cujo;

- clássicos gratuitos: literatura da boa, incluindo praticamente todas as obras mais aclamadas desta arte, estão disponíveis online para download grátis. Acho que tem qualquer coisa que ver com o direitos de autor expirados ou assim (os do Saramago não se encontra, por exemplo), e isto tem me feito experimentar ler coisas que, se tivesse que investir numa compra, não o teria feito. 



Coisas que me aborrecem no Kobo

- o dicionário: não é o dicionário em si, é mais a falta de dicionários que não seja o inglês. No outro dia estava a tentar ler um livro em francês e tinha-me dado muito mais jeito o dicionário incorporado que me conseguisse dar as definições de palavras na língua francófona. Fui à net pesquisei e descobri que há muita gente chateada como eu, e que, ah e tal, os fabricantes do Kobo estão a trabalhar para arranjar dicionários em mais línguas brevemente. Fiquei levemente frustrada por ver as minhas tentativas de melhoramento do meu francês saírem furadas;

- o preço dos e-livros: é inexplicável e completamente ridículo que um livro que esteja para sair na Amazon tenha um preço duas libras mais caro na sua versão eletrónica no que na sua versão capa-mole. Ridículo! Um livro eletrónico não gasta papel, não tem que ser transportado, não tem custos de impressão. Não tem custos de nada, diria! Apenas os da propriedade intelectual. Mas esses também o livro de capa-mole tem. Ainda há um caminho a percorrer nisto dos livros eletrónicos e cartéis para demolir (a UE já lhe cheirou a price-fixing ilegal, é favor castigar essa gente, que eu quero livros eletrónicos a preços justos). Até lá vai-se sendo compensado pelos clássicos grátis;

- fraca disponibilidade em português: pois é, o mercados dos livros eletrónicos em português está ainda na sua infância. Isto faz com que poucos sejam os que consigo encontrar, mesmo comprando, em formato digital. O que significa que ainda não pude abdicar do papel completamente.



Coisas que, não me aborrecendo, podem aborrecer outrém

- a fácil maleabilidade: o facto de podermos ter num só aparelhinho centenas de livros significa que é mais fácil saltar entre uns e outros e não haver focagem. Dei por mim a desistir de dois livros porque simplesmente não me estavam a prender a atenção nem a suscitar curiosidade e a partir para outro. Uma vez que não gastei dinheiro nos mesmos, nem me ocupam espaço numa prateleira, nem tive que esperar por eles, faz com que tenha muito menos pachorra e espírito de sacrifício na sua leitura. Também pode acontecer a pessoa não querer largar de todo o livro que está a ler, mas ter a curiosidade de começar outro simultaneamente. Para quem se distrai com facilidade, o Kobo pode não ser uma coisa boa.


Outros

- o Kobo tem uma funcionalidade que é a de sublinhar coisas. Com o dedo dá para arrastar uma espécie de marcador sobre a frase que se quer e guardar esse sublinhado. Dá jeito;

- este e-reader não é de todo uma espécie de computador (como eu temia), que demora algum tempo a ligar. É mais comparável a um telemóvel ou a um iPad. Tem um botãozinho em cima que se desloca e nos dá imediatamente a página do livro onde estávamos a ler. Mesmo que se troque entre livros, o Kobo guarda sempre a última página onde se esteve, o que também é útil.

- já li num parque, com luz do meio-dia, já li em casa, já li na cama com luz fraca. Não parece que estou a ler num ecrã, a luminosidade é sempre a mesma e equivalente a uma folha de papel. Bem diferente de ler num computador ou num iPad.


Acho que é isto. Espero ter ajudado a esclarecer alguém que esteja em dúvida quanto a comprar um e-reader. Na minha opinião, valem muito a pena. Noto que tenho lido mais pela conveniência que o Kobo me traz (ainda que não tanto como gostaria, mas o coitado não tem culpa das minhas deambulações internautas) e isso para mim é a prova mais óbvia de que ele me é útil.





S.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A saga do Kindle

Há coisa de ano, ano e meio, comecei a cobiçar suavemente o Kindle da Amazon. A flirtar seriamente com a ideia de poder ter os meus livros todos num aparelho do tamanho de um livro e tão fino como uma revista. Conheço de ginjeira o argumento principal de quem é contra estes aparelhos: o "e o cheiro a livro novo que a tecnologia nunca pode imitar, e o virar a página que nunca mais vais poder experienciar?". Ao que eu respondo: "Por favor, eu compro quase todos os meus livros em segunda mão pela Amazon, não sinto o  cheiro-a-livro-novo há anos e não é dele que sinto falta: é de ler." O que conta não é a forma, é o conteúdo.  E para isso tanto me dá que as histórias estejam num aparelho eletrónico ou em papel. A qualidade de escrita não se mede pelo meio onde está impressa. Para mim, o maior entrave no ler livros é o espaço que me ocupam antes e depois de estarem lidos. O peso que me ocupam na mala quando tenho de mudar de casa na nossa vida ainda tão temporária. Para mim, a possibilidade de carregar, no melhor e mais leve dos sentidos, mil livros num aparelhinho que pesa menos do que uma chavena de chá é a característica mais valiosa.

Dizia eu que há ano e meio começava a flirtar com o Kindle. Na altura, porque tentava arranjar um método sério e consistente que me permitisse aproveitar as duas horas diárias que passava no metro com estudo, e porque queria levar comigo as leituras, apontamentos e rascunhos da dissertação para a biblioteca, para a universidade, para casa e para o metro, decidi que um notebook seria um investimento consideravelmente mais útil que um Kindle que só me permitiria ler. Acertei, sim senhora. O pequenino computador que encomendei pelo eBay (não tive coragem de dar mais de cem libras por um; chegou impecável a casa, ainda que com teclado inglês) foi o melhor investimento que já fiz ao nível de gadgets. É pequenino e cabe na minha mala pessoal. Levo-o para férias na mochila misturado com a roupa. Serviu o seu especial propósito de me ser a ferramenta indispensável na leitura e escrita para a tese. Não suporta jogos nem cds; mas quem precisa de qualquer um dos dois? Eu cá não.

Só numa coisa ele me falhou: na leitura. É um defeito totalmente meu, assumo-o; o pobre coitado cumpre a sua função com diligência e se eu quisesse poderia ler e-livros aqui como li tanto artigo para a tese há um ano (oh meu deus, está a fazer um ano... para onde é que foi o tempo?!). Tentei, uma vez. Temo não ter funcionado como gostaria. Porque o computador, devido à sua inerente multifuncionalidade e ao meu cada vez mais curto attention span, torna-se o pior sítio possível para ler algo que se pretende saborear. Artigos, funciona; sou obrigada a prestar atenção porque preciso de tirar notas e são relativamente curtos. Mas ler um livro, que se pretende que seja um momento de relaxamento, a dois, só eu e o autor, é impossível. Aprendi isso à custa da experiência, e o interesse pelo Kindle renasceu.

Entretanto voltei para Portugal. Qual não foi o meu grande espanto quando descobri que é impossível encomendar o Kindle para o nosso território! Ou melhor, ser possível, é, mas apenas dos Estados Unidos e a custar mais uns 50 euros do que se comprasse em Inglaterra pela Amazon.co.uk. Como já tive uma muito má experiência com produtos importados dos EUA e presos na alfândega, encomendar coisas americanas é coisa que me recuso a fazer. Fool me once, shame on you, fool me twice, shame on me.

Tentei todas as Amazons europeias, nada. Nenhuma exportava para Portugal, ou mesmo para fora do seu território nacional. Num mercado europeu que se quer livre e único, a honrar a máxima da "livre circulação de bens e serviços", esta é uma das maiores aberrações com que me deparei. Mas adiante.

Quando soube que viria morar para a Bélgica, tive a brilhante ideia de esperar e encomendar pela Amazon francesa. Pensava eu que, tendo a mesma língua, sendo um território contíguo e tão pequeno que as tarifas de expedição de livros normais são as mesmas que para o território continental francês, seria de certo possível encomendar o Kindle francês. Faz de conta que isto ainda era França, xiu, ninguém ía notar. 

Já se deve estar a ver que não foi o caso... Caiu-me o queixo de incredulidade quando vi que Bélgica tinha o mesmo estatuto que Portugal em termos de Kindle: ostracizado. Revoltei-me. Estava fula com a Amazon e comecei a ver outros e-readers. Nenhum me parecia tão bom como o Kindle, no entanto.  Ou tão bom e tão barato, vá. A dois passos de casa descobri uma loja da Sony que tem insistente e irritantemente os bonitinhos e-readers na montra mas que custam o dobro do da Amazon. Recuso-me a pagar mais por um substituto.

Entretanto, descobri que a Fnac tem o seu próprio e-reader também. E que neste momento está com uma promoção que o põe um niquinho mais barato ainda do que o Kindle. As boas características continuam lá - especialmente o ecrã que eles chamam e-ink, que imita a textura de uma folha de papel impressa, tornando a leitura de um livro num e-reader exatamente igual à leitura em papel - e melhor: tem ecrã tátil. Apenas um senão: o Kobo (nome do aparelhozinho) custa mais 30 euros na Fnac belga, neste momento. Segundo momento de frustração com a porcaria do mercado único, ARGH! Nem na mesma empresa, chiça! 

30 euros pode não parecer muito mas há que entender que eu sou uma pessoa com uma relação muito difícil com o dinheiro na medida em que me custa largá-lo. Sou amante possessiva e ciumenta, controladora. Penso sempre "X custa 100 euros, oh! O que eu podia fazer com 100 euros!...". E depois acabo por nunca fazer nada. (Exceto viajar. Não compro uma única peça de roupa desde que cheguei a Bruxelas, mas viajar, ah senhores, isso ninguém me tira!)

Por isso, é com muita antecipação e em meia-voz (com medo que o universo oiça e eu chegar lá e aquela porcaria já não estar em promoção) que eu conto os dias até voltar a solo francês, mais propriamente solo Fnac-francês, para poder finalmente adquirir um e-reader sem pesos financeiros na consciência. E desfrutar dele já no comboio de volta. 






S.


P.S. Entretanto descobri que praticamente todos os clássicos são grátis em formato e-livro, presumo que por razões de direitos de autor expirados ou assim, o que redobrou o meu entusiasmo pelo Kobo e a minha antecipação por voltar a França.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

As pazes

Afinal foi zanga de pouca dura. A Amazon é a melhor. Tratamento ao cliente não pode nunca ser posto em causa, fazem tudo para agradar e para acabar com reclamações antes ainda que surjam formalmente.

Corrobora a impressão que eu tive em Londres de que lá os serviços, nomeadamente os que vendem coisas, têm um medo enorme dos clientes. Medo ou se calhar é só respeito e eu não estava habituada. Lá, a máxima o cliente tem sempre razão é lei. Tanto que cheguei a trocar coisas e a reclamar uma ou outra vez, coisa que em Portugal nunca tinha feito. Uma sociedade extremamente litigiosa, na qual as pessoas metem-se umas às outras em tribunal por tudo e por nada, tem destas coisas.




S.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Crying Hearting

Amazon, acabaste de arrasar o enamoramento de longos anos que tenho por ti. Abri a encomenda que espero com tanta antecipação há vários dias e falta lá uma coisa! 

Pior, como é que eu agora provo que falta lá uma coisa, se ela vem descrita no recibo, como?! Eu conto cinco só cá estão quatro, volto a contar cinco, só cá estão quatro, olho em volta, viro o papelão de pernas para o ar, nada! Estás a querer pôr-me maluca, Amazon, é isso que estás a fazer?

Sinto-me roubada, Amazon, roubada! Roubaste-me, Amazon?

Ai, que se ainda fosse um daqueles vendedores em segunda mão do Marketplace onde eu compro livros a 1p, aí era bem feito que algum dia tinha de calhar, uma coisa tão boa não pode durar para sempre.

Agora uma encomenda todinha feita de coisas novas, todinha encomendada a ti, Amazon, como foste capaz?

Estou devastada. Sinto-me traída. Não sei se vou conseguir voltar a confiar em ti, Amazon. A continuação da nossa relação e da minha adoração por ti está totalmente dependente das tuas próximas ações.

A bola está do teu lado.





S.