'We’re kind of teaching our kids that happiness is the default position — it’s rubbish. Wholeness is what we ought to be striving for and part of that is sadness, disappointment, frustration, failure; all of those things which make us who we are. Happiness and victory and fulfilment are nice little things that also happen to us, but they don’t teach us much… I’d like just for a year to have a moratorium on the word “happiness” and to replace it with the word “wholeness.” Ask yourself, “is this contributing to my wholeness?” and if you’re having a bad day, it is.'
Lido hoje aqui, do Hugh MacKay.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
A importância de escrever um blog
"Left to ourselves we can all of us keep conflicting ideas in play almost indefinitely, selectively paying attention to what fits our needs of the moment and ignoring the tensions with what we said or thought yesterday, or the day before that. Writing things down in a systematic way is an act of commitment, a decision to firm up and crystallize what we think, to prevent this constant reprocessing and reconfiguring. Like all such resolutions of uncertainty, making this commitment is psychologically difficult, possibly forcing each of us to confront the feebleness or inadequacy of our own thought."
"Sozinhos todos nós conseguimos manter ideias contraditórias quase indefinidamente, dando atenção seletiva ao que serve as nossas necessidade do momento e ignorando as tensões entre o que dissemos ou pensámos ontem, ou no dia anterior. Escrever as coisas de forma sistemática é um ato de compromisso, uma decisão de cristalizar o que pensamos, para impedir este reprocessar e reconfigurar constante. Tal como todas as resoluções de incerteza, fazer este compromisso é difícil psicologicamente, possivelmente forçando cada um de nós a confrontar a fraqueza ou imperfeição do nosso pensamento."
Gostei tanto desta citação porque explica perfeitamente a quantidade de posts em rascunho que tenho guardados, e o número de vezes que me apetece escrever sobre um assunto mas me falta coragem. Escrever não é transformar o que pensamos sobre um assunto em palavras, é mais penoso do que isso. Implica escolher uma posição e defendê-la, e, pior, ignorar todas as outras a que também reconhecemos pontos bem-vistos mas que no seu todo nos dizem menos. E isso por vezes implica reconhecer, no final, que a nossa posição não é tão defensável como gostaríamos. E isso é psicologicamente muito desconfortável.
S.
quarta-feira, 19 de março de 2014
O feminismo em 20 palavras
"(...) é preciso constantemente lembrar que o que se opõe à igualdade não é a diferença, mas a hierarquia, a dominação."
in Direito das Mulheres e da Igualdade Social - A construção jurídica das relações de género, Teresa Pizarro Beleza
S.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Sobre direitos adquiridos e lutas que não travámos
"Eu ia votar sem nada ter feito por esse direito. Não passara os melhores anos da vida nas prisões, ridicularizada pela imprensa. Não fui alimentada pelas narinas nas greves de fome, imobilizada no chão por cinco guardas, como muitas inglesas. Eu não tinha quebrado vitrinas, lançado geleia nas caixas de correio, incendiado igrejas e casas de ministros, socado o próprio Churchill. Eu não interrompera discursos que apregoavam justiça e interesses dos cidadãos, escondida nas cortinas do edifício do Parlamento. Nunca fui escorraçada das assembleias nem tivera coragem de subir aos telhados para gritar por megafones diante das janelas: «voto para as mulheres». Eu estava apenas ali de mãos nos bolsos do meu casaco preto."
Fina D'Armada, (1973) "A mulher na hora de votar", Jornal de Notícias, Novembro
Encontrei isto no livro Feminismos da Manuela Tavares. É um excerto de um artigo que Fina D'Armada escreveu, pouco antes do 25 de abril de 1974, como homenagem às sufragistas britânicas. Votar é um direito que temos mas que não fizemos nada para o conquistar. Exercê-lo é não só um dever de cidadania mas também de respeito por quem antes de nós sofreu lutando por ele. Sendo mulher, tenho dupla consciência do respeito que devo a essa gente. Abster-me não é cuspir na cara dos políticos atuais, é cuspir na cara das sufragistas.
S.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
É muito isto
"But justifying having children as “you’ll feel different when it’s your own” or The Worst “you’ll never know what true love is until you have a child” makes me want to stab someone. You can’t devalue someone for not having given birth. No one remembers Sylvia Plath for her kids (she fucking messed them up with her repeated attempts to gas herself) they remember her for her poetry and writing. Having children or not having children should not ultimately define you as a person. It changes you, but it is not finally you."
Especialmente as duas últimas frases.
Daqui.
S.
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